Como Escalar VSLs e Tráfego Pago com ROAS Real

Episódio: EP #147
Publicado em: 17/03/2026
Convidado(s): Gabriel Medeiros
URL: https://segredosdaescala.com.br/episodios/147-gabriel-medeiros/

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Resumo

Estratégias usadas na VShred e Performance Golf para escalar VSLs, otimizar ROAS e encontrar alavancas reais de crescimento.

Aprendizados principais

  • Ajuste a métrica principal para refletir o negócio, não a vaidade: Se sua operação gira em torno de LTV ou lucro por cliente, CPA ou ROAS isolados podem te levar a decisões erradas.
  • O tráfego frio é o motor — o resto é otimização: Remarketing e Google Shopping ajudam, mas não substituem aquisição. Se o cold traffic não funciona, você não tem negócio escalável.
  • Remarketing é “espremer o restante do suco”: Não espere dobrar o faturamento com remarketing. Use para melhorar margem e eficiência, não como estratégia principal.
  • Pequenas mudanças estratégicas podem gerar saltos grandes. Exemplo: mudar a métrica de decisão aumentou 30–50% de performance. Procure desalinhamentos entre métrica e objetivo real.
  • Criativo > Estrutura na maioria dos casos: Trocar o “rosto” (spokesperson) ou hook inicial pode dobrar investimento escalável. Teste agressivamente os primeiros 3 segundos do anúncio.
  • Produto e marca são gargalos invisíveis de escala. VShred cresceu muito com performance, mas sofreu por negligenciar produto. Se o produto não sustenta a promessa, o crescimento não se mantém.

00:01:40 – INTRODUÇÃO

JOÃO (HOST):

Hoje eu vou conversar com o Gabriel Medeiros.

Pessoal, o Gabriel, ele é um convidado um pouco diferente, porque ele não sabe muito aqui do nosso mercado brasileiro.

Ele nunca rodou nenhuma oferta aqui no Brasil, por exemplo, e, na verdade, tá, a maioria das empresas que ele trabalhou foi lá nos Estados Unidos.

Mas não ache, nem por um momento, que ele é uma pessoa iniciante.

Na verdade, pessoal, ele já liderou o time de aquisição da VShred, que, por muito tempo, teve os maiores VSLs do mundo, chegou a faturar duzentos milhões de dólares por ano, e acho que ainda fatura.

E hoje ele é diretor de aquisição lá na Performance Golf, que é uma outra empresa que fatura mais de cem milhões de dólares por ano.

Ou seja, ele sabe muito. Muito, muito. Mas muito mesmo.

E por isso, pessoal, que eu trouxe o Gabriel aqui pra ele poder compartilhar um pouco desse conhecimento aí com a gente dessas empresas aí super sólidas, de faturamento super alto, pra que tu consiga aí pegar uma, duas, talvez três dicas, aplicar no teu negócio e escalar ele também.

E se tu não sabe, esse podcast aqui foi criado pelo Vturb.

O Vturb, ele é uma hospedagem de vídeos que aumenta a conversão do teu vídeo de vendas.

Se tu tem um vídeo de vendas, um VSL, e se tu quer aumentar a conversão dele, então tu precisa hospedar o teu vídeo no Vturb.

E pra te mostrar, como que o Vturb funciona e como que ele pode colocar muito mais dinheiro no teu bolso, eu preparei um vídeo, e esse vídeo se chama “Sete Jeitos Fáceis de Aumentar a Conversão do Seu VSL”.

E o melhor de tudo, tu encontra o link dele aqui na descrição. É só ir ali na descrição, vai ser o primeiro link, clica ali e aplica todo o conteúdo desse vídeo no teu vídeo de vendas.

Porque, cara, se tu fizer isso, ele vai vender muito mais, tu vai ter muito mais lucro e, melhor de tudo, sem gastar um centavo a mais em tráfego, e sem também mudar uma única vírgula do teu copy.

Assim, se tu tem um VSL ou um vídeo de vendas e quer fazer ele vender mais, clica na descrição e vê o vídeo, beleza?

Mas agora, sem mais delongas, com vocês: Gabriel Medeiros.

00:03:24 – Trajetória do Gabriel 

JOÃO (HOST):

Cara, Gabriel Medeiros.

Mano, obrigado por tu vir lá dos Estados Unidos dar uma moral aqui no podcast do Vturb.

Então, seja muito bem-vindo.

GABRIEL MEDEIROS:

Prazer, meu.

JOÃO (HOST):

Cara, o que que eu posso falar, velho? Tu, pra mim, tá, pra mim, eu, João, tu é uma pessoa completamente desconhecida.

E, e pra quem sabe, né, pessoal aqui do pessoal que acompanha o podcast e até o mercado como um todo, o Anderson, e vê se não é verdade o que eu tô falando: eu sou conhecido, não sou. Não sou. Fala pra ele, cara.

O pessoal vem aqui, todo mundo conhece o Vturb, conhece um pouco é de mim e da minha história aqui no marketing direto.

E, e cara, eu nunca te ouvi falar de ti. Só que, porra, tu já trabalhou no V Shred, ah é, hoje tu tá na Performance Golf, duas empresas de nove dígitos de dólar de faturamento anual.

É, isso é meio surreal, velho.

Aí tu, tu não tinha noção do mercado brasileiro assim, porque meio que tu começou no mercado americano e, e tu foi, né, tu não tinha ideia que o mercado brasileiro ele era desenvolvido em primeiro lugar, ou tu tinha ideia de alguma coisa?

GABRIEL MEDEIROS:

Tem muito tempo, né. Eu tô fora do mercado brasileiro tem… é, vai fazer onze anos que a gente se mudou. Caramba. Eu meio que distanciei do mercado e baixei a cabeça e segui no americano, né.

E aí, até você me achar, Gabriel, vamos falar um pouquinho de você lá no podcast, né.

JOÃO (HOST):

Tu tem alguma noção assim do que que é o mercado brasileiro hoje, ou tu tá meio que estudando ainda?

GABRIEL MEDEIROS:

Eu tô por fora.

Eu aprendi um pouquinho contigo aqui antes do podcast, mas muito por fora da realidade do que é hoje.

Como é que evoluiu o mercado brasileiro?

JOÃO (HOST):

É, a gente aqui, a gente tá evoluindo, tá. Não estamos aí no… é, não estamos nem chegando perto, eu acho, eu diria dessas empresas aí que tu trabalha, mas tamo, tamo melhorando.

E, mas cara, eu queria entender velho o como que foi esse negócio, sabe, de tipo tu pegar e tu conseguir é a levantar tua carreira a ponto de chegar nessas empresas é tão grandes.

Depois eu queria falar um pouquinho sobre elas também, sobre como é que funciona lá as coisas, tal, pro pessoal aqui do Brasil conseguir entender.

É, mas cara, é só pro pessoal entender um pouco mais do teu background ali. Conta pra galera como que tu foi parar nos Estados Unidos, como que tu chegou lá no V Shred em primeiro lugar, que é uma grande referência aqui pro pessoal do Brasil.

GABRIEL MEDEIROS:

É, a gente foi através da minha esposa.

Minha esposa recebeu uma proposta de trabalho, é, e eu acabei indo como marido. Foi dois mil e quinze. Dois mil e quinze.

E, eu cheguei sem visto, demorou três meses pra pegar o visto de trabalho, e eu já era gerente de marketing aqui no Brasil.

E aí a gente chegou lá, eu tentei me posicionar, né, no meu meio de trabalho ali, porque tem muita gente que vai pros Estados Unidos e acaba abandonando a carreira, né, porque por causa da língua tem uma dificuldade muito grande de continuar no seguimento que tinha feito aqui no Brasil.

Eu não queria abandonar, porque eu sempre fui apaixonado por marketing, e especialmente marketing de performance.

E aí, é, eu arrumei uns empregos assim bem estáveis, bem malucos. É, a gente se mudou pra Las Vegas. Las Vegas não tinha muita empresa de tecnologia, e aí eu arrumava uns empregos é que você precisa do marketing, mas não é a essência do negócio.

E aí, através de muita persistência, de resultados positivos, né, fui, fui devagar subindo, achando empresas melhores.

E aí eu acho que as coisas viraram muito rápido assim depois que eu arrumei o trabalho na MGM, que é uma das maiores empresas de cassino do mundo, ali na strip em Vegas. Tem onze cassinos ali. E aí, é, meu nome começou a ficar mais aparecendo mais nos Estados Unidos.

JOÃO (HOST):

Cara, eu não sabia nem que tinha onze cassinos no total.

É, cara, já foi algumas vezes lá, é, e toda hora estão criando um novo lá.

GABRIEL MEDEIROS:

Não sei se cê viu, tem um agora que é o The World. Não, não sei. E assim, sinceramente, não era um trabalho que me atraía muito porque eu tô praticamente promovendo gambling, né, tem muita gente que é viciada em gambling.

Então, assim, não era o produto ideal pra mim. E a parte de hotelaria, sim, mas não me atraía tanto. Depois de seis meses, eu tava “bored”.

É, falei: bom, porque até porque eles gastavam muito dinheiro ineficiente, sabe. Sim, é, vamos investir em native e a conversão às vezes ela é “double counted” e eles não se preocupam com isso.

Às vezes tem conversão que você vê que a pessoa nem fez o scroll da página, a conversão aconteceu lá embaixo.

Quer dizer, é um “view-through conversion”, mas o pessoal não conta como se fosse real ali, dinheiro na conta bancária.

Porque é muito dinheiro, né. É uma empresa de onze bilhões de dólares, é o rastreamento deve ser difícil, né.

É, e aí eu perdi o interesse. É, e aí eu procurei: falei, qual é a próxima empresa referência no mercado de marketing digital aqui nos Estados Unidos que eu posso arrumar um emprego?

E eu descobri a Zappos. A Zappos foi comprada pela Amazon, e eu descobri que tinha uma galera lá muito top fazendo um trabalho de marketing incrível, porque e-commerce não tem como vacilar, você ou vende e captura o dinheiro ou não, né.

É, e a Zappos, talvez seja, foi, né, não sei se hoje em dia ainda, mas foi a melhor empresa de atendimento ao cliente do mundo. Foi referência com Tony Hsieh.

Eu falei: porra, é esse lugar que eu quero. Cara, eu acho que tem até um livro, né. Tem ele. É, alguma coisa: “Secret of Happiness”. É, ele ele faleceu há cinco anos atrás.

Eu cheguei a conhecê-lo pessoalmente. Ele tinha essa obsessão com a felicidade. Assim, ele queria descobrir qual era o caminho da felicidade.

E eu acho que ele morreu porque ele procurou uma felicidade artificial, as drogas, entendeu, e ele acabou usando muito.

E ele tinha, ele morava no RV Park, no centro de Las Vegas, antiga.

Cê já foi lá na Fremont Street? Acho que não.

É, é a parte “negra” de Vegas, assim, é muito louco, só tem gente maluca.

Ele morava atrás dessa rua num trailer. O cara multimilionário morava num trailer. Caralho.

Dentro de um RV Park lá. E ele tinha muitos amigos de interesse, né, porque o cara com tanto dinheiro assim…

Eu já vi histórias assim que ele tinha um ônibus que ele botava os amigos dentro e ia passear em volta dos Estados Unidos, entendeu.

E, enfim, ele tava buscando a felicidade, mas ele infelizmente não encontrou, assim.

Ele tava lá na época que tu foi trabalhar lá ou não?

A Zappos, ele tava vivo. E eles têm a Zappos, como tem esse negócio de atendimento ao cliente, qualquer pessoa, não importa se você é estagiário ou presidente, você passa por um mês de treinamento e você tem que falar com o cliente e você tem que saber atender o cliente como se fosse trabalhando no serviço de atendimento ao cliente.

E aí, no final, cê tem um dia de entrevista com Tony Hsieh. E a gente passou um dia com ele e tal. O cara super simples, calça jeans, camisa preta e um tênis. Eu perguntei pra ele, até eu falei: quantos tênis cê tem, né, dono da Zappos? Dois. O cara é incrível assim.

Enfim, mas aí foi a empresa que eu achei que ia me trazer a felicidade profissional, mas foi um pouco decepcionante, porque eu tinha um gerente ruim, uma gerente ruim, e a minha equipe não era uma equipe muito amigável assim.

Eles eram meio nariz em pé, e foi difícil sentir que eu fazia parte disso, ainda mais um imigrante, né.

Todo mundo americano, e eu às vezes não entendia a brincadeira deles em inglês.

Uma galera que tinha uma formação muito forte, é Stanford, sabe, esse cara pica.

E aí eu nunca me senti parte daquela equipe. Mas foi muito bom porque me ensinou o que que eu não queria em um gerente e como eu deveria tratar as pessoas, né, pra elas se sentirem parte da equipe.

É, e aí eu recebi a proposta da VShred quando eu tava lá.

Cara, deixa eu fazer uma pergunta rapidinho.

Então, lembra que eu falei que isso ia acontecer, né, que a gente ia entrar nos tópicos ali e tal.

É, cara, dando um pouco mais de contexto aqui, tá, pro pessoal de casa. Pra quem não sabe, pessoal, a Zappos é, talvez, como tu falou, né, talvez um dos e-commerces de maior sucesso, né, do mundo, pelo menos em termos de performance, ele e tal.

E sem dúvida alguma, tu deve ter aprendido uma coisa ou outra ali a ponto de tu ficar bom pro V Shred te chamar, eu acredito.

O que que tu acha que o V Shred eles viram ali em ti que falaram: cara, essa habilidade aqui a gente tá precisando, que eles não tinham ainda?

Que eu quero entender assim o que que tu aprendeu ali na Zappos que chamou o interesse deles.

É, na verdade, é, eles nunca me entrevistaram tecnicamente, sabe.

Ah, é.

É, na verdade, eu tive uma reunião com o Kevin Pern, meu chefe, que é, era o cara que rodava a mídia lá na V Shred.

Ele, ele eu sentei com ele no escritório dele por meia hora e a gente falou de algumas coisas assim.

Mas como não era uma posição mega estratégica, é, eu não precisei convencer eles muito.

O fato de eu estar na Zappos talvez tenha sido o maior ponto de venda, porque a Zappos já tinha um status muito forte, entendeu? Entendi.

Falou por si: esse cara tá gerenciando milhões de dólares por dia na Zappos, ele vai fazer alguma coisa muito boa pra gente.

E eu gerenciava Google Shopping pra eles. Mas o Google Shopping da Zappos é um Google Shopping, talvez, um dos mais complexos do mundo, assim, porque cê tem todas as marcas de tênis, todas as marcas de sandália, todas as marcas de blusa, de calça, tudo que eles vendem.

E cada produto desse tem um tamanho, sete, um SKU, o ali. É, então cê tá falando de milhares de produtos. Como é que cê inicia isso no Google? É uma complexidade assim incrível.

É uma engenharia mesmo, assim. Como é que cê vai organizar isso, otimizar, fazer o bid de cada produto pra valer a pena CPA?

Sabe, por isso que eles, esses, a minha equipe era muito focada em dados, e essa galera é muito top de marketing, sabe, porque eram equações matemáticas complexas de ser resolvidas.

Então, assim, eu acho que foi isso que a V Shred viu.

Ela falou: esse cara organizou esse volume imenso de produtos.

A gente precisa dele pra fazer o nosso retargeting, porque o retargeting, ele não é um cold traffic assim, ele é mais uma organização de campanhas muito bem estruturadas que você consegue otimizar cada pessoa que passou pelo seu funil.

E depois, né, se você organizou um Google Shopping com milhares de produtos, você vai conseguir organizar muito bem uma campanha de retargeting.

V Shred são dezenas de produtos, entendeu.

E aí foi, foi assim.

Eu acho que eles me acharam e acreditaram que eu poderia entregar um valor grande lá pra eles, entendeu.

E tu acha que foi muito diferente do que tu fazia na Zappos versus quando chegou lá no V Shred? Pelo que eu entendi, a dificuldade ela meio que caiu um pouco.

Caiu muito, cara. Caiu muito. É, foi muito diferente. E assim, é mesmo, velho. A Zappos é muito mais difícil.

Então, e como isso é normal, assim, é mais complexo que a galera do mercado direto do marketing direto tradicional aí, VSL e tal, etc.

Então, deixa eu te dar um exemplo que vai ilustrar isso bem. Black Friday. Black Friday da Zappos. Que horas que a gente chega no escritório? Quatro horas da manhã. Caralho.

Todo mundo do time de marketing chega quatro horas da manhã.

Por que? Porque é, existem picos de horas que geram um milhão de venda.

Então, assim, cê tem horas de um milhão, hora de chegou a dois milhões, e você tem que fazer a otimização do bid no Google pra otimizar cada hora.

Então, assim, fechou uma hora, faz o download dos dados, coloca numa planilha. Era manual o negócio, assim.

Vê qual é o ROAS aproximado que a gente tá atingindo e faz o ajuste do bid. Espera aquela hora, dá o fechamento, ajuda, ajusta pra próxima hora.

O negócio, cês faziam otimização por hora? Por hora. Cacete, velho.

No Black Friday, era muito intenso, entendeu? Adidas vendendo pra cacete, Nike bombando, aumenta o bid, diminui o bid.

Esse aqui não tá virando, o ROAS diminui, diminui o bid desse. Então, assim, era um negócio muito manual, entendeu?

É, eu que eu falei, milhares de produtos. E aí você tem outra coisa que é sazonalidade: inverno, verão.

Você vende tênis, né, no verão, sandália. Aí começa a entrar o inverno, a bota começa a subir e a sandália começa a descer, cê tem uma curva inversa.

Aí cê tem que começar a ajustar o bid. É, e aí você tem negociação com empresas que querem entrar na Zappos, porque é um grande marketplace.

Você vê a Zappos, ela como se fosse uma Amazon de sapato, entendeu. Tem um volume muito grande de produtos. A complexidade é gigante.

Quando eu fui pra V Shred, cê tá falando de… é, tinha Fat Burn, PM, Testosterone Booster. Esses são os encapsulados lá, é. E você tem o digital. Quer dizer, eu tinha quatro produtos. Tinha três nutracêuticos e um, três principais. Aham. É, tinha mais, mas que que bombava de vender era o Burn, Test Boost e o Quiz.

Não tinha uma loja de roupa lá, uma coisa assim. A gente lançou, é, mas assim, foi depois de três anos que eu tava lá. Os donos fizeram mega investimento no apparel, mas não deu, não virou, não virou, né.

Acho que eles perderam uns dois milhões aí. Caralho. Botar inventário, é, fizeram um shooting de fotos lá milionário pra Nike, assim, sabe. Eles contrataram o fotógrafo da Nike pra fazer. Caramba, mas não deu certo.

Entendi, cara. E daí tu foi pro V Shred. Então, a partir desse, dessa prova social ali da Zappos, os caras te jogaram lá pra tu montar o remarketing deles. Foi esse conhecimento técnico pra montar o remarketing? Isso é uma coisa que tu pegou da Zappos ou uma coisa que tu já tinha em ti?

Eu acho que é vem de uma mentalidade de engenheiro, né.

Você focar em resultado e entender exatamente o que que tá funcionando, quais são suas alavancas, e tentar implementar isso da maneira mais eficiente e rápida possível, entendeu. Uhum.

É, e aí essa sem forma, mentalidade profissional. E aí quando cê fala de remarketing, o remarketing é um Lego que cê tem que colocar os pedaços no lugar certo.

Depois que a estrutura está montada, não tem muito mais o que fazer, sabe.

Você bota lá: add to cart, minus purchase. Então, é todo mundo que adicionou o produto no carrinho, mas não comprou.

Esse é o principal audiência. Aí depois disso, cê tem aí, cê faz isso pra cada funil.

Aí depois, cê tem a galera que assistiu cinco minutos da VSL, dez minutos da VSL, quinze minutos da VSL e não chegou no checkout.

Então, assim, é só você indo pra trás, um passo pra trás e montando essas campanhas. Entendeu?

É, parece óbvio, mas assim, ninguém tava fazendo isso, entendeu. Então, o que eu fiz foi montar esse Lego pra eles e eu dei um resultado muito rápido, entendeu. Em dois meses, eu já tava procurando outra coisa pra fazer lá.

Sim. Esse negócio que tu falou de olhar pro problema e tu falou uma abordagem de engenharia. Tu conhece o termo primeiros princípios, first principles thinking?

Já ouvi falar disso aí, não. Já ouvi falar. É, é exatamente o que tu falou, cara. Que é essa abordagem de tu olhar pra o problema, entender quais são as verdades daquele problema e lá masca. E do Elon Musk é ele que fala isso aí. Tentei no livro dele lá do, da biografia do Walter, Walter Isaacson, que vai aparecer aí na tela.

Tá, pessoal. Recomendo muito que vocês vejam esse livro aí, já li, não, já escutei esse livro duas vezes. Esse cara é doido, cara.

Esse é doido e o Elon Musk que é doido, ele quebra os princípios no ponto mais básico deles. Pra, exatamente, é e daí deduz a parte disso. Que, querendo não, pelo que eu entendi, foi o que tu falou. Que tu falou: cara, eu vou olhar pro que tem que ser feito e pensar: tá, o que que tem que ser feito? Isso aqui, qual quais são as coisas mais importantes? É tal e tal e tal coisa.

00:21:38 – O maior ponto de sucesso na carreira

E assim, eu acho que talvez isso tenha sido o maior ponto de sucesso da minha carreira. É você conseguir identificar esses pontos, entendeu. É, na maiores alavancas, assim, aonde que eu tenho que focar meu tempo aqui pra conseguir o maior resultado do menor tempo possível.

Tu tens algum framework que tu usa pra te auxiliar nessa seleção de qual alavanca que é a mais interessante? Não sei se tens alguma coisa formal.

Eu não tenho um framework. Eu tenho essa maneira de pensar. Eu posso te dar um outro exemplo assim que que vai ilustrar isso bem. É quando eu entrei na Performance Golf, eles tinham um target, era CPA ou Net ROAS. O Net ROAS, ele é um ROAS depois de todos os custos. O retorno é o retorno do sobre gasto anúncio. A gente chama aqui do é, a gente chama os brasileiros chega aqui e fala ROAS. Pra quem não sabe aí, pessoal, pode ser também ROAS, o bom e velho ROAS. Tem até um cara que sentou aqui que é o Tiago ROAS, esse é o nome dele. Um abraço pro Tiago aí. É, vai. Tá o podcast dele aí, pessoal, vai aparecer aí na tela aí pra quem quiser ver. Ele vem, quem for produto, gente boa, Tiagão ROAS. É, é, cara, é. Esse foi meu problema quando eu cheguei nos Estados Unidos. Eu falava essas palavras assim, o pessoal falava: que que cê tá falando, porra? É sério? É, aham, tipo, como é que cê fala “boing” em inglês? Ah, “Boeing”. Não sei. Pois é, aí teve uma vez que eu falei “boing”, o pessoal começou a rir, falou: que que cê tá falando, véi? Eu falei: aquela marca de avião que produz avião, ou Boeing, Boeing. Eu falei: ah, ok. Várias vezes aconteceu isso, entendeu. Cara, isso daí é uma coisa que às vezes eu fico bolado, tá, que eu falo lá. Eu digo assim: não é… ah, sei lá, por exemplo: ah, tu tem a internet aqui pra eu entrar no Instagram? Daí a mulher: no quê? Não, no Instagram. O que deu no Instagram? Da, ó, Instagram. Meu povo tá ligado. Tipo, faz tanta diferença assim, velho? É possível que você não me entendeu. É complicado.

É, terminando o raciocínio da Performance Golf. E aí, é, eles tinham esse target, CPA ou Net ROAS. Net ROAS é todo o ROAS depois do custo. Se você tem um custo de quarenta dólares pra produzir um taco de golfe, cê simplesmente reduz esse custo do seu ROAS. Também é refunds, tira aí, é o net, é o que sobra, é. Então, a gente tinha esse target ou CPA ou Net ROAS. Aí eu conversando com meu chefe, que era o CFO, eu falei: qual é a métrica que importa mais pra você? Qual é a métrica que você tá dirigindo a empresa? Ele falou: é Net Loss Per Trial. Aí eu falei: como é que é? Ele falou, aí ele me explicou o que que era Net Loss Per Trial. Basicamente, é quanto você pode perder pra adquirir um cliente. Se o seu cliente custa cem, cê pode gastar até cento e trinta pra conseguir ele. Então, o Net Loss Per Trial era menos trinta dólares. Eu falei: porra, se você faz, toma todas as decisões da empresa em função do Net Loss Per Trial, por que que a gente tem o target CPA ou Net ROAS? O cara que tava antes de mim tava gerenciando o time de mídia através do CPA e do Net ROAS. Eu falei: não, mas vamo mudar essa métrica pra Net Loss Per Trial. E aí, só com esse passo, a gente conseguiu alavancar performance assim, trinta a cinquenta por cento, porque a gente ficou mais perto da métrica chave pra empresa. Ofertas que tinham morrido voltaram a nascer. É, a gente trouxe de volta, porque a gente falou: porra, elas estavam atingindo Net Loss Per Trial, mas estavam falhando em CPA e Net ROAS.

São poucas pessoas que tem essa visão de alavancagem, entendeu. Porque é um negócio, eu acho que requer experiência, requer uma certa mentalidade de resolver problema que é difícil encontrar, entendeu.

Sem dúvida. É, volta ao princípio básico. Esse é o desmembramento do problema todo que cê tá vendo na sua frente. Vamo, vamo voltar, né, ao princípio básico e ver o que que é que a gente tá deixando de enxergar aqui. Tu acha que isso é uma coisa que acontece é em todas as empresas assim que tu trabalhou até agora, essa grande ineficiência?

Eu não diria que é ineficiência, eu diria que são oportunidades que elas estão escondidas atrás de alguma coisa, e você requer uma pessoa com uma visão mais estratégica e analítica pra enxergar isso, entendeu. Tem muita oportunidade escondida em todas as empresas. Sem dúvida nenhuma. Todas elas, todas as que eu passei, teve alguma pequena mudança que eu fiz que gerou muito resultado.

Cara, eu adoro essas coisas. Eu adoro encontrar uma pequena coisa assim, ó, tipo um pequeno ajuste que tu faz que bum. Minha história é nossa, é maravilhoso, assim. Tem umas decisões que eu já tomei assim na minha carreira muito elegantes, cara, que tipo, se eu tivesse ido pelo caminho X, eu ia foder a minha empresa completamente, e o caminho Y era tipo um ajustezinho assim, é uma mudança, uma palavra que tu troca no teu site que desbloqueia todo um upsell ali. Depois eu vou te contar é sobre isso daí. Mas cara, eu tenho um framework e eu queria compartilhar com o pessoal de casa que é o framework do ICE, que ele me ajuda nessa parte de decisão, que é Impacto, Confiança e Esforço. E daí, basicamente, quando eu vou decidir alguma coisa, eu vejo, cara, qual que é o impacto que eu acho que isso aqui vai ter. Por exemplo, eu vou fazer marketing lá do Performance Golf. Eu tenho duas decisões. A número um é criar um VSL. Número dois, entregar panfleto na estrada. Cara, eu acredito que o VSL vai ter muito mais impacto do que o panfleto. Logo, o VSL ele ganhou um pouco mais de pontos. Aí o segundo é a confiança. O quão confiante eu tô nesse impacto que vai dar certo? Aí, de novo, no VSL eu tenho muito mais confiança do que no panfleto. E o último é o esforço. Então, qual deles que vai ter mais esforço? Cara, acho que o VSL, ele tem… não sei qual que tem mais esforço. Quer entregar panfleto pra não fazer é um saco também, né, mas sei lá, vamos dizer que o VSL porque tem mais conhecimento técnico ali e tal. Aí o VSL ele perde, ele tem mais esforço do que o panfleto. Mas no fim das contas, somando os três ali, o I, o C e o E, aí a gente pode ir pelo VSL. E aí, óbvio, né, tu quer fazer as coisas que tem o maior impacto, com a maior confiança e o menor esforço possível. O ideal seria só tu apertar um botão e o resultado que tu quer já acontecer. Então, isso é um bom framework, assim, que que eu uso, sabe, quando eu vou tomar algum tipo de decisão pra saber: cara, isso aqui realmente é o que eu devo tá fazendo? Uma coisa que tem um grande impacto, eu sei que vai dar certo e não custa nada. Maravilha, eu vou fazer. O que que é uma coisa que eu vou fazer por último? É o que tem baixo impacto, eu não sei se vai dar certo e ainda é difícil pra caramba de fazer. Ou seja, esforço é alto.

Sim. E você tem uma taxa de sucesso alta com esse framework ou qual a porcentagem de acerto e erro aí que cê acha que acontece?

Eu não sei te dizer porcentagem de erro e acerto, porque no fim das contas é meio que uma arte ali, sabe. A gente nunca sabe se a gente acertou de fato, porque meio que eu vejo meio como se fosse um espectro de acerto e de erro. Mas o que eu posso te dizer é que a gente tá indo bem, o Vturb, a gente tá crescendo ali todo ano. Então, tipo, não tá sendo ruim, sabe. Eu acho que tem um framework também que cê tem que colocar na sua cabeça que não existe decisão ruim. Você vai aprender se ela der certo ou errado. É, e você, a gente tava falando sobre outros podcasts antes da gente começar. Aqui tem, ele é… Eu não sei se eu ouvi ele falar disso, mas ele tem um programa de reward pra equipe dele: quem erra mais no mês. Nossa, ele dá um bônus lá e quem tentou mais. Quem errou mais naturalmente a pessoa que errou mais tentou mais, entendeu. E eu acho que a maior, a maneira de você atingir resultados excepcionais é você primeiro testar muito e com intenção, é claro. Você não vai, né, fazer um negócio. Talvez o teu framework entre aí, vamos usar esse framework, mas vamos testar é com intensidade pra gente poder chegar num resultado mais rápido, entendeu. E não tem teste ruim, você vai tá sempre aprendendo, sendo ele positivo ou não.

Sem dúvida. Sem dúvida, exige uma mudança de mindset assim, de visão, pra tu conseguir enxergar isso. Daí, porque pra tu se frustrar com erros é dois toque também, sabe. Sim.

Eu tenho dificuldade, às vezes, de lembrar as palavras em português agora que fica nesse, tá onze anos já lá fora, né pessoal. Já tá mais americano do que brasileiro, fica. É, às vezes eu vou ficar. Mas pior que tem uma mulher que ela, nós temos aí, é… Eu gravei um podcast também com a Gabi, a Gabi Loto, que era aquela empresa que eu tava te falando lá da Chip Offers. Ela trabalha lá e ela também, cara, podcast. Ela é difícil né, é metade português, metade inglês. É cara.

Deixa eu te fazer uma pergunta sobre esse remarketing aí que tu, foi que tu, que eles te chamaram lá pra tu criar. Eu achei interessante tu falar que tu disse que o principal é o público que chegou até o checkout, mas não comprou, que esse é o oitenta e vinte ele do remarketing. Só que parece que também tem outras fases do remarketing: remarketing pra quem viu o vídeo, viu tipo dez por cento, cinco por cento, etc. É, tu consegue me contar um pouco mais sobre como que tu estruturou esse remarketing em termos de, dessa é, do quão granular ele era? Porque lá no Vector, por exemplo, a gente tem uma função lá que te permite colocar um pixel no teu vídeo e a cada cinco por cento, se eu não me engano, um por cento, sei lá, a gente manda lá pro Facebook, pro Meta, os dados de quem viu o vídeo. Só que eu acho que o pessoal não usa isso. Daí eu não sei se isso realmente é muito importante assim. É o que que tu acha que um remarketing bem feito ele pode aumentar a performance da oferta? Ele seria tipo dez por cento a mais de faturamento, vinte, trinta? Se puder explicar um pouco mais sobre ele.

Sim, é. Foi, foi até um ponto de decepção pra mim, porque eu achei que o remark tinha adicionar muito na V Shred, no Moron Line, mas não, não aconteceu. É, aumentou vinte por cento, mas assim, mas ela é bom já né, é não já paga o meu salário, porra, mas já deu roía. Mas eu achava que que eu ia bombar assim. Velho, eu falei: pô, eu vou dobrar o arvenido desse cara aqui, porque o volume de tráfico era tão grande, né, porra. Cheguei lá, tinha dia que a V Shred investia quinhentos mil dólares, cacete, e eu falei: porra, essa muita gente, taxa de conversão um e meio por cento, muita gente né, não, não tá comprando. Então assim, eu vou conseguir alavancar muito isso aqui. Mas não, não deu assim. O remarketing ele é mais pra você é, espremer o resto do suco que tá faltando na na fruta, entendeu? É, e aí eu acho que vale muito a pena fazer, mas não é um negócio que vai é completamente mudar o seu negócio. Ele vai se ajudar, ele vai ajudar é no seu CPA, ele vai ajudar a você conseguir colocar mais dinheiro no no cold traffic, é por ter campanhas tão lucrativas, entendeu? Uhum, entendi. Aí faz sentido, cara.

E depois disso daí, desse remarketing lá que tu operacionalizou em alguns meses ali no no V Shred, o que que tu vai fazer daí? Pois é, aí eu falei com meu chefe, eu falei: cara, a marketing tá rodando redondo aqui, é. Que que tem mais pra mim aí? Eu preciso agilizar, agilizar, vamo lá. Aí eu falei: tem, eu tô vendo aqui que pô, a gente não tem Google Shopping. Eu fazia Google Shopping nas apps, é vamo, vamo tentar. Ele falou: vamo, mete bronca aí. E aí peguei o Google Shopping, é, coloquei na estrutura que eu achava ideal e começou a gerar um… A gente sempre falava em ad spend porque, se eu tô gastando, quer dizer que eu tô gerando. Eu não, eu jamais iria gastar dinheiro sem atingir o resultado esperado. Então, toda minha comunicação com meu chefe era quanto que a gente tá gastando. O que é estranho né, uhum, muita gente sem dificuldade porque cê fala quanto cê tá gastando? Porque eu não gasto dinheiro sem ser eficiente. Então a gente não falava de revenue. Então o que eu tô falando é que o Google Shopping, em dois meses, ele tava gastando cinco a dez K por dia, ou seja, a gente tava gerando mais é, trezentos K aí, é de ad spend por mês. E qual que era o rosto disso? Lembra o ROAS? Contra isso, o net era diferente pro digital e pro físico né. É o físico tem é levar em consideração logística, custo de produção, é refunds, tudo isso. Então pro físico era um ponto seis é, e pro pro digital um ponto três. Uhum, cara interessante velho.

Então nesse começo tu meio que foi trabalhando em auxiliar o tráfego frio. O tráfego frio ele era gerado aí, gerava ali o público de remarketing. Nesse público de remarketing entra o Google Shopping nele também. O Google Shopping era pra tráfego, em teoria frio, de pessoas que estavam lá pesquisando no Google só. O Google Shopping ele atinge os dois né, são pessoas que às vezes assistem o VCS, eles é, querem o seu produto, mas eles não estão totalmente convencidos. Aí eles vão pro Google e digitam lá o nome do produto que eles acabaram de assistir na V Shred. E aí cê pega ele no Google Shopping, é. Mas o Google Shopping é só produto físico né, cê não pode, tem como você colocar um digital lá. Então é, é mais ou menos o final punch ali né, a pessoa chega no Google já com a intenção de compra muito forte, digitou a palavra chave, aí cê pega ele com o link de escrito ou com o link da imagem do Google Shopping. A gente tava presente nos dois ali. Interessante velho.

Mas o não só, aliás, a gente não conseguiria fazer o Google Shopping sem a gente ter o tráfico frio ali rodando né. Não era uma, era um proporcional ao outro. Toda vez que aumentava o volume do tráfico frio, ele aumentava o volume do Google Shop. Era muito é fácil de identificar, o trend era muito forte. É eu, eu acredito tá que o motor principal, aí me corri se eu tiver errado, tá porque foi tu que trabalhou lá, não sei, mas eu acredito que o motor principal é justamente o tráfego frio, porque a partir dele que vai gerar esses públicos pro remarketing, pro Google Shopping etc. E daí, se o tráfico frio tiver dominado a princípio, o resto ali tende a performar também. Tá correto? Isso tá cem por cento.

Deixa eu fazer uma pergunta então. Vai andar lá. Além do remarketing e além do Google Shopping, existe alguma outra estrutura que vocês usavam lá no V Shred que serve de estrutura auxiliar do tráfego frio, ou seja, que potencializa mais ele e que as pessoas que estão aqui vendo a gente aqui de casa é poderiam fazer? Eu sei que muitos já não fazem nenhum Google Shopping, tá, então acho que já demos uma dica interessante aí. Só que eu não sei se uma empresa desse tamanho, pô de nove, múltiplos nove dígitos de dólar, pessoal, não é de real, múltiplos nove dígitos de dólar. Caralho, dá bilhão de reais né, cacete cara. Que loucura, porra. É enfim, uma empresa desse tamanho, eu não sei se existem outras estruturas, outros sistemas que auxiliam também o tráfego frio.

É, eu acho que o remarketing, Google Shopping, native, são, são tudo, todos eles são suporte pro pro volume que a gente gerava no Facebook e no Google. Quanto diz Neil? Ele tá dizendo Tabula, Outbrain. Sim, é, tem muito overlap né de de tráfego assim. A gente tinha relatórios que mostravam que algumas pessoas viam nossos anúncios até sessenta vezes assim. Caralho. Na verdade, a campanha de tráfico frio ela era uma grande campanha de remarketing. É, a quantidade de impressão que a gente conseguia por dia era um Super Bowl por dia. Então assim, não tem como, todo mundo dos Estados Unidos já viu nós anos, entendeu? É, então a questão é a pergunta é: em que momento, quantas impressões você precisa pra converter é essa pessoa? E você vai pegar pessoas em vários estágios diferentes da jornada dela de fitness né. Então porra, tem gente que compra vários produtos de finis durante o ano, é começa, para, volta. Então assim, é importante que você esteja com anúncio sempre na frente deles, entendeu. É por isso que o Nick e o Kevin, o dono, os donos da V Shred, focaram toda a energia deles em VSC e cold traffic, porque aquilo dali era o motor, é, o resto era distração. É, quando eu cheguei lá, o site deles parecia uma oferta do Clickbank assim, sabe, nada especial, um negócio bem é, parecia até amador assim sabe, mas eles não se importavam com isso. Eles se importavam com a conversão com a via série, é com Vince. O Vince, talvez, tenha sido o maior ponto de sucesso da V Shred. O Vince, pra quem não conhece, é o é o face da V Shred, que é um cara extremamente boa pinta, pra não falar bonito, pessoal, bonitão. A gente falou: mano, como é que eu falo? Como é que eu falo que esse cara é bonito sem chamar de bonito? Cabelo bom, é coloca uma foto dele aí Tiago pro pessoal ver. Ó, tá aí na tela pessoal. É e ele é bem rasgado assim, é só só filma sem camisa. Ele é chato, tá Anderson? O cara é desenrolado. Ah é. E aí o Nick trabalhou com ele anos assim pra pra ele ser muito bom de câmera. Aí cê bota um cara boa pinta pra caramba, muito bom de câmera, fala super bem, natural, é os anúncios começaram a performar muito. Cê tirava o Vince do anúncio, tava ruim, tava ruim, não tinha performance, entendeu? É ele era magnético. É muito.

É assim ó, mas isso talvez seja um ponto de alavancagem que é importante mencionar pra galera. O Vince era o principal. E aí depois a gente fechou um contrato com um cara que chama Doctor Drew, que era famoso nos Estados Unidos também. Ele era um médico que já foi na Ellen, Ellen Show assim, bem, não sei se ele foi na Ópera, mas assim ele já foi em vários shows assim muito famosos. E é um cara que galera confia, ele passa confiança, já é um cara mais velho, médico ainda tuando. E ele adorou a V Shred, ele aceitou trabalhar com a gente. O dia que a gente lançou ele no anúncio, o nosso, a nossa performance aumentou. A gente conseguiu dobrar o investimento. Caramba. Então assim, cê fala: ah, qual o porra, ponto de alavancagem? Vamo melhorar essa cópia aqui, vamo melhorar o headline. Por que que cê não faz uma parceria com um cara foda? É aquele negócio que a gente falou: o princípio básico, sabe qual qual é o seu maior ponto de alavancagem? Se você pega um cara, porra, bota o Brad Pitt pra promover tua empresa, vai vender muito né. Mas assim, não precisa ir tão longe. Qual o cara que tá mais próximo aqui do meu produto que eu eu posso fazer uma parceria com ele? Uhum, não, sem dúvida.

E na minha época que eu que eu rodava, tinha minha marca de cosmético, eu lembro que um dos testes de maior alavancagem era justamente trocar o avatar ali, o spokesperson. Hoje em dia, o pessoal que tá rodando coisa com avatar de inteligência artificial, eles tem muita facilidade de fazer esses testes aí, porque não tem que ter ninguém pra aparecer na câmera de fato. Cara, coloca ali dez avatares ali, roda tudo ali, e cara vai, tá zoado tá, mas no meio da da zoeira ali vai aparecer um que vai se destacar. E daí tu vai com o menos zoado, sim, e e tende a funcionar sabe, tende a dar bom. É isso, isso é um negócio novo né, no último ano assim, porque bem novo é. Quando eu tava na V Shred não tinha, a gente não tava nesse ponto ainda, não, não tem é. Muitas empresas não estão fazendo isso ainda. E sem dúvida alguma é algo novo, mas eu não sei se supera um vício da vida sabe, eu não tipo, não tenho ideia. Mas o que eu sei é que isso existe, que as pessoas já estão testando. E cara, tem muitas pessoas que, até mesmo como tu falou, que tu a gente tava conversando antes do podcast, tu falou: cara, tipo copywriting, já vi muita VSL tá, mas não posso dizer que é a minha skill é. E daí tem muitas pessoas que não tem nem ideia do que que tá acontecendo ali, eles só olham pra pra pro ROAS mesmo. Uhum, e aí o cara coloca dez avatares ali mesmo, testa tudo ali, e aí vê cara, o que que qual deles que performa melhor e manda bala sabe, é. Hoje em dia tá muito mais fácil né, muito mais tranquilo. Eu nem sei o que que vai acontecer é, porque vem, vem uma parte de de tem o benefício que é tudo é testado muito rápido, só que também tem a parte de que como tudo é testado muito mais rápido, tem muito mais é velocidade invalidar coisas. O público vai ficar muito mais cético sim. E daí é, pode ser que a conversão do mercado como um todo caia por causa desse volume de mensagem de vendas que estão aparecendo por aí. E e a galera que já é famosa, que já tem crédito, vai vão ficar mais valorizados, entendeu? O Doctor Drew a gente pagava uma pequena fortuna pra ele por mês é, mas assim ele era, todo mundo sabia que ele era real, não era um avatar é, é sem dúvida.

É mas cara, então além do remarketing e além do Google Shopping, tu acredita que não tem nenhuma outra estrutura interessante pro pessoal de casa se atentar que tu fala: cara, descobre isso aqui, investe nisso aqui? É assumindo que eles estão no mesmo modelo ali do V Shred, ele rodando VSL, tráfego frio tal, e estão querendo otimizar o ROAS geral da campanha. Eu acho que você tem é o branding da empresa, que é qual é a imagem que você quer construir em volta da sua empresa né. Mas isso é uma métrica difícil de ser mensurada. É um negócio que eu até tô trabalhando esse ano, um dos meus projetos é trabalhar com o meu CMO lá pra identificar um impacto de campanhas de branding. Mas o que eu quero dizer com isso é: como é que estão seus reviews? Que que as pessoas estão falando da sua empresa? Cê tá ali perto do quatro ponto cinco por cinco ou você tá queimada no mercado, entendeu? São é, são métricas importantes que você às vezes não consegue dizer exatamente quanto tá gerando de venda, mas que é ajuda o cara a tomar a decisão final ali de compra, entendeu? Falar: pô, eu gostei desse produto, deixa eu ver como é que ele tá no Google. Aí ele bota lá no Google, ele vê quantas estrelas cê tem nos sites de de review e no Google Review também. E assim, isso não jogava no nosso favor na V Shred. Na V Shred tinha uns reviews bem ruins assim, porque como a gente era uma empresa de fitness que queria atender a todo mundo, a gente tá falando de trezentos e vinte milhões de habitantes nos Estados Unidos, mais internacional que a gente vendia global. Você vai é adquirir pessoas que odeiam a marca, entendeu, sem dúvida. E aí tem muita gente que meteu o pau na V Shred porque não era pra ela o produto, entendeu. É, mas assim eu acho que a V Shred pecou também de de não atualizar o produto carro chefe deles durante muito tempo. É, o Nick e o Kevin eles ficavam muito focado em performance, otimizar a VSL, otimizar anúncio, e ser o melhor media buyer possível do planeta era, era esses três, entendeu. E aí eles esqueceram o produto durante muito tempo. Cê tem uma ideia: o produto mais famoso da V Shred, que é o Fat Loss Extreme for Female, ele tinha o Nick, que é o senhor da empresa, de camisa regata numa academia de Los Angeles treinando com Vince do lado dele. E cada vídeo era uma academia diferente, porque porque eles não tinham dinheiro pra ter uma academia própria, então cada vez eles filmavam em academia diferente dependendo da onde eles tivessem, entendeu. Então era bem não profissional, entendeu. Então assim, cê porra, você comprou aquele produto, cê pegou lá o opsel um, opsel dois, gastou sei lá duzentos dólares, e aí você começa a fazer o produto e você tem a experiência do do cara, cada vídeo diferente, sem rodar é da maneira profissional, um visual. Isso gerava um feedback negativo. Então assim, eu acho que o que a galera tem que prestar atenção é a marca como todo, que que a sua marca tá fazendo e qual é a imagem dela na internet, entendeu é. Cuida disso sim, porque se você tem uma marca que você quer que ela que ela viva aí muitos anos, você tem que se preocupar com a imagem que ela tá passando pras pessoas. Eu acho que sim.

Quando eu saí da V Shred, é o faturamento, o faturamento dele tava tava caindo. Eu não sei como é que tá agora, mas eu acho que muito por causa dessa falta de atenção no produto. Se você ver, as empresas mais mais bem sucedidas do mundo, Apple, Microsoft, Tesla, todas elas focam muito em produto. E aí tem um boca a boca que que faz muito marketing, entendeu? É o boca a boca é o é pra ser o melhor marketing, porém é o marketing mais difícil de tu influenciar. Que é complicado né cara. Mas eu confesso que eu eu só vi esse poder depois que eu fiz o V Turbo. Que cara, eu nunca gastei um real, bom hoje eu gasto né gente, trouxe aqui e tal, avião porra toda. Mas até pouco tempo atrás a gente não gastava nada em marketing, era só boca a boca, só indicação, e tudo porque o pessoal gostava. E é surreal assim como isso é um vírus cara, porque daí se o negócio é bom a pessoa joga num grupo de WhatsApp, aí alguém pega ali e joga em outro. Então o negócio ele se divulga muito mais rápido sabe, uma vez que que está relonguinho. Mas eu acho que é difícil cara pra, não é impossível né, mas é mais difícil pra uma empresa de marketing direto, de VSL, conseguir cuidar da da marca e tal porque cara, é um tipo de marca a gente já mais agressivo mesmo, sabe. Exato, eu acho que tem isso daí também. Mas é, mas eu acho que lá nas apples lá cara, deve ser bem diferente né. O e-commerce tal é bem diferente. O Tony Shey ele passava boa parte do tempo dele fazendo palestras pelos Estados Unidos é ensinando as pessoas a como promover um atendimento do cliente excelente. Tem nada a ver com e-commerce, não tem nada a ver com sapato, tem a ver com atendimento ao cliente. Era a marca que ele queria que a empresa dele levasse pro resto do mundo, entendeu. É é um é um valor intrínseco que que demora a ser gerado e vai na contramão do nosso mercado de performance, entendeu. Então é muito difícil pra gente pensar nisso, mas é extremamente importante pra longevidade da empresa. Concordo.

Entendeu, tem um existe um ditado né que fala que um conhecimento em uma indústria que que pode ser um conhecimento comum em outra indústria é uma bomba atômica extremamente poderoso. Aí o próprio Elon Musk lá que a gente tava conversando, ele falou: cara, a gente pega a tecnologia de fabricação de carros e aplica isso em foguetes, fica absurdo. A gente consegue reduzir muito o custo de fabricação de foguete. Aí a gente pega a tecnologia de ciência de materiais dos foguetes e joga essa ciência de materiais lá pros carros pra criar materiais diferentes, bum, super poder também sim. E daí isso é muito real velho, de tu pegar coisas de certas indústrias e jogar pra outras. E daí agora eu tô há onze anos aí meio que é, eu tô onze anos, eu tô onze anos no mercado digital empreendendo mesmo. Eu diria que eu tô há uns sete, é oito anos aí. E e eu vi, eu vi claramente cara, que eu fiquei tipo quatro anos com uma empresa de marketing direto, um V Shred aí do Brasil, digamos, e eu tô há três anos e meio com o V Turbo. Cara, lá era VSL, anúncio, performance, era o dia inteiro pensando: cara, como que eu faço anúncio melhor, VSL melhor e tráfego, tráfego, pau pegando ali e tal, é e não focava tanto no produto. Aqui no V Turbo é cara, é o oposto velho, completamente o oposto. Tipo cara, foda-se marketing. Como que eu melhoro o produto o máximo, seu produto, produto, produto? E olha o que cê criou. É cara, e é muito doido isso, entendeu. E daí eu é tem, tem um cara que que eu acho que ele fez isso muito bem lá nos Estados Unidos, que é o Russell Brunson com o ClickFunnels. Porque ele juntou o marketing direto, a forma de vender é da galera de performance, que é muito boa, muito escalável, só que ele juntou isso, comprou tecnologia, bom viral, e cara ele tá aí. Esse cara era um produtor é, ele era igual a gente assim, ele tava lá com a mão na massa, tinha muita gente que não gostava dele, ele queria pô, enfiava os produtos pela garganta da galera, um bestial hardcore. É é, eu lembro que porra, ele vendia infoproduto né, até que ele deve ter tido uma sacada: falou, porra, agora eu vou unir o branding ao marketing direto. E eu acho que isso falta muito. Eu não vejo no mercado cara, até nos Estados Unidos assim, é muito difícil. Talvez o Golden Hippo tem uma ou duas marcas assim pensando nisso sabe. Tu conhece a Gucci Rank? Já ouvi falar. Já ouvi falar. Dizem que eles são os maiores do mundo, acho que é dois bi de dólar ano que eles faturam, até onde eu que eu me recordo, que é do Greg, Greg Ranker e não sei o que. Gucci, esqueci o nome, esqueci o nome lá. Mas tem um cara que é o Brian Kurtz, não sei se já ouvi falar dele. E daí ele tem um ele tinha um mastermind que é o Titans of Direct Response, Titãs do Marketing Direto. E curiosamente, tá pessoal, a gente tem um podcast aqui no YouTube com o Brian Kurtz, vai aparecer aí na tela. Ele também tem um livro chamado Overdelivery, jogando o jogo longo, The Long Game, no marketing direto. Vai aparecer aí na tela também, livro muito bom. Então recomendo o podcast e o livro dele, tá. Quem não, não não queria ver aí, aliás quem quiser ver. E lá nesse evento dele do Titãs do Marketing Direto, ele chama lá o eu acho que é o Greg Rinker, tá que é um desses sócios aí da Gucci Rinker, e daí conta toda a história da empresa e tal. Eles que lançaram o Tony Robbins, tá ô louco é. E daí é antigo, antigaço. Só que eles fazem todo o negócio ali é é infomercial na TV com Google Display. E qualquer marca que eles lançam é com famosa, tipo ah, lançaram a linha de skin care da Jennifer Lopez, da qual que é o nome daquela mulher da Cindy Crawford que é aquela atriz lá famosa lá. Mas aí eles já começaram um passo na frente, porque ele já tem a celebridade que a gente tava falando, entendeu? É não, eles são outro nível, outro nível é. É eles conseguem unir muito bom assim. Só que eles anunciam até na TV né, aí já já é outra coisa. Acho que não é uma, não é uma coisa tão palpável assim pra gente tão, sei lá é fácil de aplicar. Mas cara e e e esse negócio do branding é é extremamente importante pra longevidade da marca. Pronto, concordo. Agora é, se o seu negócio é ficar nessa, nessa otimização de VSL e anúncio e você gosta do jogo, é só saiba que cê vai né, vai ter que fazer isso todo dia. É tem que tá disposto. É tem que tá disposto a fazer. Mas cara, eu vou te falar que a grande maioria das pessoas do Brasil elas fazem isso tá, e tão dispostos a fazer. E eles sabem que cara é um jogo de fluxo de caixa mesmo: a gente vai fazer isso aqui por dois, três anos, vamo ganhar uma grana, depois eu vou fazer alguma outra coisa que talvez seja uma coisa maior. Eu acho que o pessoal tem essa consciência. Só que agora no Brasil tá tendo esse movimento do pessoal criar mais marcas tá, e que que podem ou não envolver VSL, como a gente tava falando, porque o pessoal que roda e-commerce lá nos Estados Unidos é pra pra marcas de commerce, geralmente eles não usam VSL. Então isso tá acontecendo um pouco no Brasil também. Vamo ver se o pessoal vai se preocupar um pouco mais com com com a marca. Daí eu acho que sim tá, mas não sei, vamo ver o que que vai acontecer. É é um jogo um pouco diferente, você tem que é realmente querer criar uma marca que prevaleça aí ao passar do tempo né. É o que parece que não é hoje em dia. O que me atrai mais são essas empresas que que querem criar uma marca forte, porque no começo cê tá aprendendo só marketing, cê tá é querendo fazer dinheiro, cê tá querendo crescer profissionalmente, cê tem outras motivações né. Eu acho que eu cheguei a um ponto da minha vida que eu me preocupo muito com a marca que eu tô representando. É, eu não sou jogador de golfe, mas eu sou esportista, é eu sempre gostei de esporte, e eu sei que o cara que tá por trás da Performance Golf ele ele tá fazendo produtos de excelente qualidade e ele realmente se importa com um cara que quer melhorar o jogo dele, entendeu. E isso pra mim conta muito hoje em dia. E eu sei que ele tá investindo muito forte né na marca dele, porque facilita muito a minha vida como como gestor de mídia, entendeu. Porque se a marca não tiver estabelecida, não tiver forte, não tiver com um review bom e a galera não tiver fazendo falando bem, eu vou ter um trabalho muito maior pra converter meu tráfego. É sem dúvida.

Outro benefício indireto também cara, dessa parada da marca, é justamente conseguir atrair profissionais do teu nível, porque se o cara não se preocupa com o que ele tá vendendo ali, nem todo mundo vai querer trabalhar com ele sabe. Sim, ele teria que pagar muito pro pro cara vencer a barreira ética dele ali pra ele ir trabalhar pra ele. Sabe o que acontece? Não vou mentir, acontece. Mas é difícil cê convencer o cara é, é difícil. E é difícil também ter vários assim, porque tu vai pagar muito dinheiro pra muita gente, talvez tenha um ou dois sabe. É difícil escalar também sim. É e o cara vai pensar duas vezes porque é um castelo de areia assim, cê cê entrar numa empresa aí né que só tá pensando em aquisição, você é, quanto tempo essa empresa vai viver? É pouco. Qual é o risco né pro pro cara que tá aceitando o trabalho? É muitas vezes eles nem percebem isso, eles só aceitam ali, acabou é. Enfim.

E aí pessoal, antes da gente prosseguir aqui com o episódio, eu queria agradecer a todo mundo que assiste aqui o nosso canal e se inscreveu no nosso canal, porque a gente conseguiu reduzir o número de sessenta e cinco por cento pra trinta e oito por cento das pessoas que veem os vídeos aqui no canal mas não se inscrevem. A nossa meta agora é chegar em trinta por cento. Então cara, se tu tá gostando aqui do podcast Segredos da Escala, tu quer que a gente continue trazendo convidados cada vez mais bravos pra entregar um conteúdo de graça aí pra ti, cara, confere se tu já é inscrito. Se tu não é inscrito, clica nesse botão aí pra se inscrever. Isso é rápido, isso é de graça, isso aqui ajuda demais o canal porque a gente consegue crescer, tem mais relevância, e aí obviamente o conteúdo aqui sempre vai melhorando. Beleza, então cara, se tu não é inscrito, se inscreve. E agora de volta pro episódio.

Mas cara, voltando sobre a tua história ali, tá. Depois do sistema de remarketing que tu criou, qual que tu acha que foi o teu próximo passo ali significativo que tu deu no bicho red? Porque tu evoluiu muito, né velho. Tu entrou lá como um assistente de marketing ali, e tu chegou ali a ser o VIP da porra toda.

É, meu primeiro cargo foi como especialista em marketing do Facebook. E aí é Facebook Marketing Specialist, exato. Chique, hein? É muito.

Aí eu falei: bom, remarketing, Google Shopping, o que que vem em seguida, né? Eu falei pro meu chefe, falei: cara, tem como eu rodar a campanha de aquisição cold traffic? Porque a gente já tinha seis media buyers rodando cold traffic, e o que eu tinha pra fazer já tinha feito, entendeu. E eu acho que isso também gerou… ele como empresário, acho que cê consegue reconhecer isso. Se o cara vem pra você e fala: “é João, eu arrumei a casa, tá louco? Cê pode me dar mais trabalho, por favor?” Acho que cê ia gostar, né, porra. Ó, dica pro pessoal do Vitor, veio ó aí.

Ó demais, cara. Tá louca. Eu acho que quando o cara vê a proatividade, e enxerga aquilo como se fosse a empresa dele mesmo, é visão de dono, ele cresce muito mais rápido.

E aí eu peguei a primeira campanha de tráfico frio. Acho que cês chamam de tráfico frio, né? Isso é qual o tráfico é… e aí eu alavanquei ela pra cem k por dia. E assim, em um mês, acho que foi menos de um mês, cara. E assim, aquele negócio de quebrar princípios ao básico de novo. Porque na época, os media buyers da Vishred, todos eles editavam o próprio vídeo. Então o Vince… calma aí, calma aí, como é que é o gestor de tráfego? Ele fazia o anúncio que ele ia rodar. É caralho! Eles tinham lá a conta do… como é que é o nome do software de edição de vídeo? Adobe, é do Adobe. E todos eles tinham que ter conhecimento básico de edição de vídeo.

Aí meu chefe falou: “beleza, você pode, mas você vai editar seu vídeo.” Eu tinha zero conhecimento de vídeo. Aí eu falei: não, mas deixa eu ver que que eu vou fazer aqui. E aí eu comecei a olhar análise de performance histórica de anúncio. E aí eu peguei: porra, anúncio que tinha performado há um ano atrás e que não tava sendo mais usado. Mandei pra ele, falei: posso usar esse anúncio aqui? Ele falou: pode, ninguém tá usando. Falei: tá, onde é que eu acho? Fala com fulano, fala isso aqui. Aí peguei o arquivo dos anúncios que eu queria usar, acho que foram uns três assim, e ela vanquize de novo, entendeu. Só voltou lá pra rodar e foi. Nunca editei um vídeo. Eu só usei o anúncio que tava lá adormecido, que ninguém tava prestando atenção.

E aí, porra, eu lembro que eu fui dormir. Cara, eu acho que a campanha tava gastando dez mil né, era uma sexta feira. Aí eu falei: cara, tá performando muito bem isso aqui, sabe quando tá no flow? Assim que a campanha tá gerando muita venda. Eu falei: era dez horas da noite, eu ia dormir. Falei: cara, eu vou aumentar esse bud aqui pra cem mil. Aí eu olhei pra minha esposa e falei: ó, duas coisas podem acontecer: amanhã a gente volta pro Brasil, pode dar muito certo isso aqui, ou pode ser demitido. E aí deu muito certo, graças a Deus.

E foi a primeira vez que eu gerei aí um resultado top de cold traffic, e ele ficou impressionado com isso né, cara. Ele falou: porra, eu tô com seis media buyers aqui, os cara tão editando vídeo, tão fazendo diabo a quatro, e eles nunca escalonaram a cem. E o Gabriel chegou aqui, porra, em um mês, tá gastando mais que todo mundo. E aí ele basicamente não tinha outra opção a não ser me promover, entendeu. Não tinha gerente, não tinha um cara gerenciando a equipe, e era ele e todos os media buyers embaixo. Eu falei: Kevin, deixa eu facilitar a tua vida, vai cuidar da empresa e deixa eu gerenciar essa galera aqui. Meu computador é o vendedor. Adicionei minha cópia lá, deixa comigo. E eu falei: cê tem muito mais coisa pra se preocupar aí. Ele falou: tá, qual cargo que cê quer? Falei: acho que diretor tá bom, né. Beleza, suave, tranquilo. E aí foi meu primeiro cargo alto, cara.

Deixa eu te fazer uma pergunta, tá? Aliás, algumas boas perguntas. É cara, eu achei muito louco o fato de que os gestores de tráfego da Vishred eles editarem os próprios criativos. Pessoal, isso não é doido pra vocês? Olha que loucura. É, aqui no Brasil tá, como é que funciona? Geralmente a grande maioria das empresas, o pessoal tem uma esteira de produção de ativos. A esteira começa com um copywriter criando o briefing. Então ele cria lá o briefing do que ele vai fazer, se é um criativo, se é um VSL, se é sei lá, coisa X. Aí ele faz ali o texto, entrega essa leva, vamos dizer que é um criativo, ele faz ali sei lá dez criativos, entrega isso pra um editor de vídeo. Aí o editor de vídeo vai editar, aí vai voltar pro copywriter, ele vai revisar do que que foi feito pra ver se o anúncio tá nos padrões que ele falou ou não, se tem ali os ganchos. Gancho é visual aparecendo correto, aquelas coisas lá que cês colocam lá no começo do anúncio ali pra chamar atenção, receita, sabe aquela coisa, é enfim, coisa que chamar atenção. Aí depois disso, aí vai pro gestor de tráfego. Weird food, essas porcaria aí. Aí vai pro gestor de tráfego, e daí ele sobe lá na fonte de tráfego, lá com anúncio pronto, tudo bonitinho, já com as tags ali certinhos, os UTMs tal. E aí eles testam ali com um framework de tráfego ali, que depois eu vou até te perguntar, mas geralmente eles deixam rodar ali aquele anúncio dois a três dias, gasta um CPA por anúncio, pra ver se o anúncio tem alguma perna ali, se ele vai pra frente ou não.

E aí é isso aí. Pelo que eu entendi aqui, meio que os teus gestores eles são mais independentes ali, eles não precisam tanto da editora de vídeo, porque eles mesmo fazem os anúncios deles. Então isso foi o começo. Quando eu assumi a gerência da Vishred, era assim que rodava. Mas evoluiu muito nos seis anos que eu fiquei lá. E aí é legal assim, o Kevin me chamava pra casa dele. Era legal, ele morava na na strip, ele morava do lado do área, ele tinha uma residencial do lado do área. Caralho, na penthouse lá assim, era espelho. A casa inteira cê tinha a visão toda da strip. Ele morava do lado do cassino do área, da casa dele cê via a piscina do área, e se tivesse polícia lá cê via a confusão toda. Era louco. E aí eu ia pra casa dele falar: Gabriel, vem pra cá pra gente fazer brainstorm. Eu ia pra casa dele, e a gente, porra, sabe aqueles quadros com brancos assim? Vamo colocar assim que que a gente visualiza de ideal pro nosso departamento. E a gente começou a pintar uma mudança assim, e nessa mudança o ideal era você fazer um par: você tinha um media buyer e um video editor fazendo tudo que aquele mídia queria. Então assim, como que a gente vai acelerar o processo de teste? Porque na cabeça dele, quanto mais anúncio cê testar, mais chance cê tem de alavancar. Uhum. E como ele tinha… ele que lançou essa modalidade de comida na frente do anúncio, sabe? Ah, é, ele criou essa merda. Ele botava lá um egg com avocado e… aliás, assim, cê quer dar uma dica pra galera: egg e avocado, ovo e abacate. Pessoal, é só coloca aí no anúncio, milhões de dólares, meu amigo. Assim, eu não sei nem como explicar isso.

Cara, olha só, esse mercado é muito engraçado. Vai dizer que tu jamais ia imaginar que tipo: eu vou botar um ovo e um avocado ali, pau podre de rico. Tipo, que que é isso, velho? O cara quebrando o ovo, botando numa bandeja, um negócio… cara, é impressionante assim. Porque o jogo era o seguinte: como você reduz o CPC a ponto de você conseguir alavancar isso a cem k por dia, entendeu? Porque com o CPC ali de dois reais, dois dólares, cê não consegue alavancar. Se você reduzir o CPC pra cinquenta centavos ou setenta, você consegue escalonar muito esse anúncio. Na cabeça do Kevin, ele falava: os primeiros três segundos do anúncio é o que mais importa pra mim. Então ele fazia de tudo que ele podia pra reduzir o CPC, e o CPC é eye-grabbing, né, scroll stopping. Uhum. Então assim, o Kevin no caso ele era copywriter? Não, ele era media buyer. Entendi. O copywriter é o Nick, entendi, que é o CEO. É, mas o Kevin ele… ele chegou a contratar um cara, cara, eu não sei, acho que foi na Filipinas. Ele mandava essa vela pro cara toda semana falar: vai no mercado e compra as coisas mais louca que cê imagina, bota uma câmera na tua cozinha e filma tudo, véi, que cê podia imaginar. É o cara assim ia, a loucura com esse negócio. Tava lá com os peixe muito doido, peixe é alface, aí botava na frigideira, tipo fazia uns negócio cê não imagina, entendeu? Fritava alface. E ele tinha uma inteira véi de comida, mano. Não acreditei quando eu entrei lá, eu falei: que isso, bicho? Ele falou: não acredita? É a fórmula. Por isso que ele não ia em evento. Aí ele falou: o pessoal, ninguém contratar um cara da Filipina lá, mandar ele comprar coisa e filmar. Esse é o segredo. E o que mais dá certo é ovo e abacate, não tem outro, véi. Pode testar. É o pessoal usa muito bacon soda, sabe? Aqui no Brasil é sucesso. Quer dizer, isso é o pessoal do Brasil roda lá né? Vinagre de maçã também. Bom, abacate e ovo pra mim nunca vi igual, mas é isso. Tem uma vida útil, eu acho assim, porque tem uma hora que chega a ficar saturado. Uhum.

Mas é assim. Aí voltando a estrutura que a gente queria: um media buyer, um vídeo editor, e aí a gente botava o copywriter no início do processo, porque ele fazia requisito pro Vince. Fala: Vince, agora grava isso. É, às vezes o media buyer ele tinha a maior quantidade de solicitações pro Vince, mas aí a gente passava pelo copywriter antes. Falava assim: ó, a gente tá vendo, por exemplo, tá bombando a ideia de falar que os atores, assim como os atores, emagrecem tão rápido pra filmar um filme, entendeu? Talvez este tenha sido o maior script de sucesso da Vishred. Aí falava: fala, pede pro Vince gravar alguma coisa em torno disso, começando com isso. Sabe, aí o copywriter ajeitava o script, mandava pra ele, gravava, e aí mandava… a maioria das vezes era o telefone e o Vince falando no telefone. Aí mandava a gravação pra gente, pro editor, e o media buyer pedia todas as alterações que ele queria. E aí movia muito rápido. A gente testava mais anúncio do que qualquer outro player no mercado, entendeu. E aí o Kevin sempre falava assim: e a gente já viu assim uma mudança pequena no anúncio, o anúncio sai de cinco k pra cem k por dia, entendeu, com a mudança pequena assim. Um egg advocado ali na frente mudava tudo, split screen sabe. Realmente era impressionante assim. A gente aplica esse mesmo conceito no BTurbo, que é com a aviação, é a alteração da turbineu ali, da mesma maneira como esse começo do anúncio é um ponto de alavancagem. O começo da página do TVSR ali também é a headline, aquela tambineio que aparece ali. Só que claro que não é tanto quanto o anúncio né, porque o anúncio ele é visto por muito mais pessoas. Aí se tu tiver que alterar só um, vale mais a pena alterar o anúncio sim. Mas tem… eu acho até que a própria Golden Hippo tá fazendo isso agora, eles se ligaram disso de alterar a tambineio do VSL, pra que a tambineio seja uma coisa bem chamativa. A gente fez isso, eu acho que recentemente. Tem muita gente fazendo. As pessoas mais adeptas ali a testar coisas novas tal, e até um cliente bem grande meu que é lá do lado da Romênia, eles começaram a fazer também recentemente, tá dando muito bom. Fica a dica aí pra vocês, tá pessoal.

E tem uma função do YouTube, tá. O YouTube é a única plataforma que tem no mundo que tem isso. Daí se não, tu vai ter que pedir pra um programador pra acordar. Mas se tu colocar lá no auto play, vai ter lá adicionar outro vídeo. E aí tu pode criar um vídeo exclusivo pra botar na tua timeline ali, que não é o vídeo do teu VCSR. Olha que interessante. Então tu pode falar que tu é editor de vídeo, cara, cria uma coisa muito doida, doida, aí enche de ovo com abacate, sei lá. E aí tu coloca lá na timeline. É sério, dá pra fazer. E é muito bom. E dá pra testar também tudo ali no YouTube, não precisa usar ferramenta externa de teste de habilidade. Então recomendo. É um pré-vídeo dentro do vídeo. Antes da pessoa clicar, quando a pessoa vai ficar no VSL, tem ali uma thumbnailzinha que tem um videozinho ali, mostra alguma coisa estranha e tal. Mas cara, como é que é esse processo, velho, pra tu escalar cem k dia de dólares? Tu tem algum framework de tráfego que tu usa? E tu vai subindo o orçamento, anúncio. Aqui no Brasil o pessoal faz umas coisas… aliás tem várias escolas né, mas o pessoal que mais tava escalando até pouco tempo atrás era o pessoal que duplicava a campanha. Então o cara criava uma campanha, tipo criava sei lá dez campanhas, colocava pra subir ali dez da noite. Aí de manhãzinha, de manhã cedo, as campanhas começavam a entregar nove da manhã. Ele ia lá, olhava o que tava acontecendo, tipo o teu Black Friday lá, por exemplo. Aí olhava lá: ah, essa aqui tá boa, do aborrachamento; essa aqui tá ruim; mata essa aqui tá não sei o que do aborrachamento. Aí depois de nove da manhã, olha as onze da manhã. Aí: ah, essa aqui que eu dobrei, manteve o CPA; dobra de novo. Essa aqui que eu dobrei, ela o CPA manteve ou subiu? Ah, subiu, então vou deixar ela assim. E daí eles meio que vão fazendo essa gestão diária mesmo. E aí é meio que um trabalho, sei lá, meio que escravo ali sabe, o cara fica na frente do computador direto. Aí tem essa galera que são os duplicadores. Aí, digamos que eles ficam fazendo isso. E aí tem a galera que não é o duplicador, tem um cara que ele sobe a campanha lá e ele vê a performance dela, e se tiver performando, ele vai aumentando o orçamento da própria campanha, pouquinho em pouquinho, ali. Essa galera de duplicar que geralmente a conta cai, sabe, é uma coisa, é um outro tipo de tráfego. E a galera que aumenta o orçamento pouco a pouco geralmente tende a ser uma coisa mais estável, mais duradoura ali sabe. Tu chegou a trabalhar com alguma dessas coisas ou alguma terceira coisa que eu não sei, ou como é que é?

Eu tenho um tempo, já que eu não rodo campanha né. Eu só tô mandando, eu tento achar as pessoas certas assim né. Se eu precisar, eu vou fazer. Quando eu entrei na Performance Golf, eu tive que gerenciar até eu contratar porque só tinha eu. Os caras me contrataram pra montar a equipe do zero. Então assim, quando não tinha ninguém eu rodei. Mas as coisas mudam muito rápido né nesse mercado nosso. E eu não sei exatamente qual a estratégia que os meus media buyers estão usando atualmente. O que eu posso te falar, a analogia que eu gosto de fazer do Facebook, do Google, são os dois que de longe geram mais receita pra gente. É que o Facebook ele é como se fosse um speedboat. O que que é isso? É um barco rápido que você consegue virar pra direita, pra esquerda a hora que cê quiser, e ele tá ali respondendo imediato, entendeu. Quer dizer que se eu tiver vendo que a minha campanha tá performando bem, eu tô aumentando o budget e o Facebook tá entregando. Se você já chegou ao ponto que eu te falei de colocar um bug dez vezes maior, e a campanha segurar a performance, entendeu. Speedboat, eu posso fazer mudanças muito drásticas e ele segurar, se ele tiver saído da fase de learning ali, tiver performando top, ele consegue segurar a performance. O Google, ele é como se fosse um navio de cruzeiro, ele é mais lentão assim sabe. Uhum, cê quer virar pra direita, cê tem que se planejar, cê vai virar ali ó, devagarzinho. Ele vai indo pra direção que cê quer na manhã. Então cê tem que ser muito mais cuidadoso com o gerenciamento das campanhas no Google do que no Facebook. Uhum.

Quando eu gerenciava a campanha, eu gostava de fazer uma coisa que chama lifetime value, né. Que você bota o tempo da tua campanha, digamos, é pra durar três meses, e um budget. Aí cê multiplica quanto que cê vai gastar nessa campanha: dez mil por dia, multiplica dez mil pelos sessenta dias da lifetime da campanha ou noventa dias. E aí coloca esse total lá, que é um número às vezes assustador. E aí chegou na bicho, no caso da Bicho Red, sábado e domingo era os melhores dias né. E aí a gente sabia que sábado, nas primeiras horas, cê tinha que tá com o maior budget possível. O que que a gente fazia? A gente reduzia o lifetime, ou aumentava muito o budget, ou os dois. Então em vez de noventa dias, a gente botava trinta. Que ele ia fazer… ele ia calcular aquele bud total, digamos lá, um milhão. Em vez de dividir por noventa, ele ia dividir por trinta. Então ele ia gastar muito mais naquele dia. Quando chegava no domingo, de domingo pra segunda, segunda era como se fosse uma curva forte assim que cê tinha que fazer, porque a performance caía muito de domingo pra segunda. O que que a gente fazia? A gente estendia o lifetime de trinta pra noventa, voltava a noventa dias. E aí o Facebook segurava muito melhor a performance da campanha, entendeu. Mas isso era uma alteração que tu fazia na própria campanha.

Caralho, mano! Isso é uma coisa que eu não escutei. Ah não, interessante não. Isso é geralmente o pessoal altera o orçamento, altera isso, mas alterar o tempo… Cê cria uma campanha de lifetime, e aí você coloca uma data limite começando hoje até daqui a noventa dias. Aí quando cê quer explodir ela, você reduz a data. E aí o Facebook faz o cálculo pra aquela redução, e a performance segura muito melhor do que aumentar o bud. Que interessante. E é a Vishred, porra. A gente, acho que foi um dos primeiros a implementar isso. Hoje tá bem popular nos Estados Unidos, cara. Aqui no Brasil não é popular. Ó pessoal, tá uma novidade quentíssima aí, ó direto do mercado americano, tá. Alguém testa aí, fala pra mim aí o que aconteceu. Não deve ter alguém fazendo isso já, não é possível cara. Eu conheço muita gente, né, Gabi. Ele não tem noção. Cê senta, muita gente aqui, tá muito especialista aí, Facebook, ninguém fez isso ainda. Pessoal, não tá rodando isso.

Daí a última coisa que os cara tão rodando aí que eu descobri é que até engraçado o nome né, mas dizem que tão chamando de escala do baiano. É devagar. Dizem que um cara que criou foi o baiano, botaram esse. Mas de fato é, e daí ele meio que sobe mil campanhas, e cada campanha com tipo um dólar sabe, ou dez mil campanhas. E daí tipo, daí fica uma porrada de campanha, daí algumas não gastam, mas aquela que gasta vende, entendeu. E daí o negócio é ter várias contas, cada conta com… com acho que não sei, não sei quanto é que é. Se é duzentos e cinquenta e seis páginas ou campanhas que pode ter numa conta, sei lá, mas tem um limite assim. E eles escalam horizontalmente com essas campanhas de orçamento baixíssimo. E aí cara, fica uma loucura. Aí cê precisa de contratar uma galera na Filipina, é sei lá o que que eles fazem lá, tava acordado de madrugada, é uma loucura. Mas esse foi o último que eu vi de tráfego alternativo assim pra Meta. Saber esse negócio aí de alterar data nunca tinha escutado não, cara.

Cara, funciona muito bem assim. A gente ainda usa isso, inclusive eu implementei isso no Google também. É, teve… começou a dar muito certo no Google porque é o que eu tava te falando. Eu gosto de ter um relacionamento muito próximo com a galera do Google e do Facebook, porque tem certos mecanismos que eu vejo funcionando em um que eu quero aplicar em outro, e não necessariamente tá disponível. Esse do Google não tava disponível, mas a gente fez uma reunião com a galera deles de engenheiro, e aí eu tive a oportunidade de pedir pro cara, o engenheiro do Google, disponibilizar isso pra gente. E aí a gente implementou lá e deu muito certo. E é parte da estratégia assim, não é só essa, esse tipo de campanha que a gente usa, mas aí ainda assim é forte.

Legal, vou te perguntar sobre isso. É, mas cara, e o que mais tu acha que tu dá crédito pra essa tua escala absurda aí dos cem k dia, sendo que tu superou todos os outros media buyers ali? Tu falou que tu pegou um criativo antigo, então é um criativo que em teoria já funcionava. Se tu faz alguma leve mudança nele ou simplesmente só de rodar ele mesmo né, como já funcionou no ano passado e o público se renova, a princípio ele pode funcionar. Mas tu meio que tipo do nada já se destacou assim. O que que tu acha que foi o teu principal ali pra tu conseguir esse resultado?

É um conjunto de coisas, né. Não é só o fato de eu ter conseguido escalonar mais que todo mundo e gastado sem que é… eu acho que é a maneira que você se comunica também com teu chefe, com gerente, é confiança que cê passa, a tua visão de resolver problema. É, isso tudo eu acho que no olho do CEO, no olho do dono da empresa é muito valorizado, né. Uhum. E é com essa, acho que com a experiência cê consegue cada vez entregar mais, entendeu. Você gerenciar crise, por exemplo, é uma coisa que é super importante numa empresa e vai acontecer com qualquer empresa. Como assim gerenciar crise? É, alguém não concorda com a direção que tá sendo tomada em algum departamento, ou dois departamentos não estão se falando bem. Como você resolve isso? Você como CEO cê não quer ficar se envolvendo em cada crise que existe na empresa, né. Sim, você precisa ter gerentes ali que resolvem problemas sem precisar te acionar. E isso é outra coisa que meu chefe eu acho que viu muito assim. Falou: porra, o departamento tá rodando e eu tô tendo que me envolver muito pouco, entendeu. E aí você vai ganhando confiança e crescendo.

Mas o que que isso te permitiu daí? Porque tipo assim, pra tu conseguir botar cem k dia, o teu chefe ele te deu algum input? Não sei se eu… não, o cem k dia foi a visão mais estratégica que a gente tava falando de princípios assim, de como você tem aquela visão do 80/20. Quais são os vinte por cento que eu preciso mexer aqui no parafuso pra gerar oitenta por cento de resultado? E como que eu faço isso mais rápido do que qualquer outra pessoa? É, eu nem tinha tanta experiência com Facebook assim, mas é… eu acho que é uma mentalidade cara de engenheiro, não sei. Acho que esse tempo resolvendo problema na faculdade é ali né, pra me formar, queria essa mentalidade de solução assim.

Eu acho que eu sei… eu acho que eu tenho essa mesma visão assim, cara. Porque bizarramente é, eu tava até falando com alguém isso esses dias que eu lembro quando eu tava na faculdade eu pensava: cara, que porra é essa, eu nunca vou usar isso aqui. Aí agora que eu tô um pouco mais velho, eu tô pensando: é, essas porra aí é… agora que eu tô um pouco mais velho, eu tô pensando: caramba, mano, aquelas besteira lá de fato eu não vou usar, mas o raciocínio, entendeu, a sacada, tu colocar atenção cognitiva ali e tu resolve o problema, de fato é útil. É muito útil. E eu passei várias noites estudando, odiando integral, sem saber como aquilo ia me servir na vida, entendeu. Mas hoje eu vejo que, porra, me ajudou muito: raciocínio lógico, estratégico. As pessoas têm muita dificuldade, cara, de analisar dados, muita.

Mas o que tu fez então, pelo que eu entendi, foi que tu usou de novo primeiros princípios pra tu ver o que que a galera tava fazendo lá de errado, e aí tu consertou isso daí, e aí por causa disso que tu conseguiu se destacar e virar o media buyer ali, digamos principal, o que gerou tua promoção. Depois, pelo que eu entendi, o resultado foi uma delas, a maneira como você se comunica é outra também que gera uma confiança no gestor. Ah, entendi.

Se o meu chefe tivesse visto que a minha comunicação era fraca, que eu não sabia como lidar com pessoas, ou que não tinha experiência, é muito dificilmente ele iria me colocar na posição de gerência, entendeu. E aí tinha lá seis media buyers, alguns deles há mais de dois anos na empresa, e ninguém nunca foi promovido, porque ele não tinha ninguém pra promover, entendeu. Não tinha ninguém que tinha a característica estratégica, a visão de marketing, a visão de comunicação, uma pessoa calma, centrada, que não explode. Porra, já trabalhei com muita gente top que tinha uma dificuldade de comunicação absurda. Cara, imagina, cria drama na empresa, o que atrapalha muito o flow do dia a dia. Se você pega uma pessoa que causa conflito ou que não tem uma facilidade de resolver problema, atrasa muito a vida da empresa, entendeu. Ainda mais na área de mídia, demais, quem tá gerando toda a venda da empresa, aí cê precisa mover rápido né. Então essa confiança é que ele tinha em mim, e a gente virou amigo é. Eu acho que isso deu muita segurança nele, sabe? Falar não, vai lá troca isso aí. E aí né, com o tempo as coisas rodando bem, ele meio que foi cuidar de outra área da empresa. Uhum, uhum.

Nessa época que tu foi pra lá, tal, tu lembra quantas pessoas que estavam na empresa? Cara, quando eu entrei, eu acho que tinha quarenta ou cinquenta pessoas. Vocês já tavam nos nove dígitos por ano? Acho que não né. Já? Ah é, já. Ah, então já era bem grande. Então já é. Quando eu entrei, eu acho que tava nos cem milhões. Caralho. O Kevin e o Nick rodaram a operação bem linha assim durante muito tempo, sabe. E aí eles começaram a investir muito em talento. E é engraçado assim porque nem todo talento gera o resultado que cê esperava né. Às vezes ele tá lá, os cara muito foda de mercado, esperando que fosse entregar mundos e fundos, e aquela pessoa acabava sendo demitida depois de um ano. É então assim, é um aprendizado né, até pra eles assim. Sem dúvida, cê nunca sabe se aquela pessoa vai entregar, comprometido é… não sei bem como é esse esquema aí, sei. Mas cara, que interessante velho.

Aí tu entrou lá então, começasse fazendo remarketing, fez o Google Shopping, depois se falou: cara, quero rodar tráfego frio. Foi você lá pro tráfego frio, tivesse sucesso no tráfico frio, escalasse ali pra cem k dia rápido. Aí por causa disso e da confiança que tu gerou no Kevin, que era o teu chefe, ele resolveu te colocar como gerente, como líder daquela squad, daquele setor, que era o setor de compra de mídia da Vishred, correto? Exato. Entendi.

E aí, cara, tu falou que tu queria ser diretor, tu usou essa palavra né. É, e o que que tu fez daí? Porque tu ficou seis anos lá, tu chegou a escalar pra quantas pessoas a tua equipe? Vinte. E tu tinha quanto no começo? Seis. É, caramba velho. E vocês rodavam quais redes daí? A gente tava presente em todas, cara. É Google, Facebook, TikTok, Snapchat, Native. Testava qualquer coisa que fizesse sentido.

E tu sabia tipo… aliás, tu não sabia como funcionava cada uma dessas mídias, né? Não, a fundo não. Eu que te falei, a gente fez parcerias muito boas. Uma delas foi em Israel com a Kendago. É, eles, sem dúvida, foram a melhor agência que eu já trabalhei na minha vida. Eu já trabalhei com bastante, eu inclusive já fui agência né, algumas. Mas agência de performance é, eu nunca vi ninguém como o pessoal da Kendago. Porque que tu acha que eles são tão bons assim? É, eu acho que eles têm uma dificuldade muito grande no país deles em relação a guerra, e eles valorizam muito o resultado né, porque se eles não entregarem, eles morrem. Tá com literalmente, tem um incentivo atrás e na frente. É os cara atingem um míssil com outro míssil, véi. Caralho, véi. É realmente véi, como é que cê desenvolve uma tecnologia dessa? É pessoal, aí se tu aonde eu tô de tráfego, não tem míssil voando na tua cabeça, aí cara, tá mais fácil. Tá exatamente. É os cara da Kendago tão ali correndo na tua frente. É uma teoria que eu tenho, cara, porque a quantidade de talento em marca de performance que existe em Israel é absurda. É surreal. Surreal. É verdade. Até o atendimento, o atendimento do Facebook e do Google é muito melhor em Israel. Eu tive atendimento do Facebook, do Google no Estados Unidos, e era muito chato entrar em call com eles, porque era assim: como você vai colocar mais dinheiro aqui? Mas eles nunca falavam do que eu queria ouvir, que era performance. Como a gente vai melhorar o funil? Quem que tá entregando mais no mercado? Fora da Shred, quem são os concorrentes que estão performando melhor? O que que eles estão fazendo?

E aí, era uma perda de tempo entrar em call com eles. A gente mudou pro Israel e a conversa era outra. Os caras do Facebook faziam apresentações assim: “Tá aqui ó, são cinco os principais competidores da V Shred. Esse cara tá escalando com quiz, tá aqui o quiz dele, cada página do quiz.” Aí a gente criou um quiz score. Aí eles faziam uma análise do quiz e davam a nota de zero a cem do quiz do competidor. Basicamente, qual quiz você vai usar a referência do seu. Entendeu? Caramba. Então assim, aí a conversa muda, bem mais útil hoje.

O meu tempo ele vai pros representantes do Google e do Facebook. É o que eu te falei, eu tô indo encontrar com eles de novo em fevereiro. A galera da Meta. Por que? Porque eu sei que vale muito a pena gastar tempo pra escutar o que eles têm de informação. Então, se é tem outra coisa aí pra recomendar pro pessoal, é relacionamento com pessoas que realmente conseguem impactar o teu negócio. Entendeu? Até na questão de aprovar anúncio. Tenho certeza aí que tem muito player no mercado que tem dificuldade de anúncio reprovado, ainda mais no Google. Demais.

Pensa só em tudo, toda hora. Véi, pau. Pega pau. Pega lá. Fitness, mercado de saúde é muito chato isso, porque quebra completamente o ritmo da sua campanha. Esse relacionamento que a gente criou com o Google, a gente tinha um processo lá dentro que nenhum anúncio nosso ficava reprovado mais de vinte e quatro horas. Entendeu? Eles tinham uma maneira de escalar lá pra pessoal mais sênior pra provar isso rapidão. Não tem nenhum anunciante com esse benefício. Isso é uma puta vantagem competitiva.

Mas assim, é um relacionamento. Eu tenho que manter relacionamento com esse cara. Entendeu? É, por exemplo, vou te dar um outro exemplo aqui. O Facebook ele é muito melhor pra tráfego de performance, porque você consegue colocar a sua window attribution pra um one day click. Você pode remover o view through e tem um one day click. O Google não tem essa opção. Quando você faz o setup do pixel, ele só tem a opção de one day click, one day view e one day engagement. É o mínimo que você consegue contar. Eu não quero saber de view through, eu não quero saber de engagement. Eu sei que tem várias pessoas que vão ver meu anúncio várias vezes. O que me importa é o last click attribution. Eu não consigo mudar isso no Google.

Aí eu conversei com o pessoal de engenharia do Google, falei: “Cara, se vocês conseguem mudar isso aqui pra mim.” Eles fizeram um ajuste lá no back-end deles que só nossa conta tinha esse setup. Caralho. Esse assim é o extremo do que você consegue no relacionamento próximo com eles. Entendeu?

Esse relacionamento ele foi desenvolvido por causa do gasto com anúncios ou tem alguma outra coisa que tu acha que é interessante? Tem gasto e tem potencial de crescimento. São os dois fatores. Se tem uma marca que ano passado gastou dez milhões no Google, mas esse ano tá com pace de gastar vinte, eles são um target pra galera do Google. Eles vão colocar resource atrás deles. Entendeu? Colocar pessoal atrás dele. É se você tem um força aí de dobrar ou triplicar mais ainda.

O mínimo que eu saiba hoje pra você ser atendido pelo Google Israel são quarenta milhões de dólares por ano. Caralho. A gente tá tentando. Eu tinha esse acesso pela V Shred, perdi na Performance Golf e tô tentando reganhar agora com o relacionamento que eu já criei lá. Mas, graças a Deus, hoje os nossos reps da do Google Estados Unidos são bons. Eles não são nível Israel, mas eles são bons. E no Facebook, cara, é parecido também. São políticas um pouco diferentes, mas são parecidos.

É a outra coisa que eu faço também que é muito legal de ter relacionamento com eles é o seguinte. A gente acabou de colocar um contrato em place que se eu atingir certo número pra esse ano de gasto no Google, eles dão um cashback pra conta. E aí eu consigo ganhar aí até duzentos, trezentos mil dólares de cashback de volta pra empresa. De novo. Como é que você é uma pessoa única no mercado? Você não só gera lucros, resultados incríveis, você retorna dinheiro pra empresa. O meu chefe quando ele ficou sabendo falou: “Caralho, como é que cê fez isso?” Através de relacionamento. Eu sabia que a possibilidade existia quando eu trabalhava na V Shred. Quando eu fui pra Performance Golf, eu iniciei a conversa: “Sabe como é que eu consigo cashback?” Aí cê cria um target. Não é fácil, mas se você atinge aquele número, são trezentos k que voltam pra empresa. Entendeu? Muito bom. Excelente.

É cara, de fato, ter esses relacionamentos parece ser uma coisa bem interessante. Só que é muito caro. Velho, porra, quarenta milhões de dólares por ano. Acho que tá difícil, pessoal. Pra gente aí, os meros mortais, tem que ter caixa, velho. Tem que ter caixa. E talvez tenha aqui pra Israel. Tem que começar o relacionamento lá. Talvez tenha um caminho mais barato assim, eu não sei. Entendeu?

Quando tu começou lá no V Shred, tu já tinha esses relacionamentos ou tu criou isso aí do zero? A gente criou, cara. Sabe como? Através da Kendago. Como a gente tinha agência em Israel e a galera da Kendago tinha relacionamento com o Facebook, Google Israel, eles apresentaram os representantes de lá. O Kevin e o Nick pegaram o avião e foram pra Israel, passaram uma semana lá tomando vinho com a galera do Google, do Facebook, da Kendago. Talvez tenha sido o melhor investimento que eles fizeram pra empresa até hoje. Não é possível. Entendeu?

Interessante. Então, basicamente, pelo que eu entendi, tinha lá o Nick. Ele fez uma cópia violenta. O Vince, que é muito bom de câmera, gravou essa cópia. Isso daí deu certo pra cacete, que foi o suficiente pra crescer a empresa, trazer tu não sei o que e tal. Aí jogaram isso na mão lá da Kendago. A Kendago estourou ainda mais e criou esses puta relacionamentos aí, que agora se tornam vantagens competitivas de alta barreira de entrada, porque não é qualquer um que consegue ter quarenta milhões de dólares pra gastar. Além disso, não só gastar, mas ter que construir o relacionamento do zero em primeiro lugar. Então se torna uma barreira de proteção bem alta, sim.

Tu acha que isso aí explica o sucesso da V Shred? O sucesso da V Shred começou muito, muito antes disso. Mas isso reforçou. Isso foi como se fosse um insurance. Fortaleceu muito a marca. E assim, deu muita segurança pra gente, porque volta e meia a gente tinha a conta do Facebook que era cancelada, sabe, do nada. Mesmo com esse relacionamento, a gente ainda acontecia. Só que a gente conseguia virar muito mais rápido a chave. Era cancelada e um dia tá resolvida, já voltava. Agora, imagina uma pessoa que não tem relacionamento, tem a conta cancelada e demora um mês pra voltar. Acabou o negócio. Se é que volta.

Eu já tive algumas contas minhas aí que estão até hoje lá pra voltar. E cara, o Facebook assim, eu não sei pra ti, mas pra mim era, quando eu era anônimo, era como se fosse uma ditadura maluca ali. E eu nunca tive um bom relacionamento com eles. Conversava lá no máximo com um atendente no chat e eles não tinham ideia do que eles estavam fazendo ali. Eu acho que eles nem sabiam o que tava acontecendo. Eu lembro que um dia eu tava tão frustrado com o banimento que eu falei: “Cara, eu vou subir o anúncio que eles falam que é permitido lá no help desk deles.” O que tava de exemplo que falavam: “Ó, esse aqui não pode, esse aqui pode.” Tinha um checkzinho verde. Eu subi aquele anúncio ali na minha conta e aí minha conta caiu. Daí eu: “Porra, foda.” Aí provavelmente algum flag do meu PC, do meu IP, sei lá, alguma coisa ali. E daí eu nunca consegui conversar com eles. Já no Google eu conseguia por telefone.

E aí o Facebook, cara, no fim das contas, como eles nunca ofereceram um serviço bom assim pra gente, ficava nessa loucura de criar conta e cair, sabe isso? Volta no que a gente tava falando da marca. Se eles perceberem que você tem uma marca forte, que você realmente se preocupa com teu cliente, com teu produto, eles vão se esforçar mais pra te dar o atendimento VIP. Entendeu? É por isso que é mais um benefício de ter uma marca forte, de se preocupar com o teu produto. Você consegue criar esses relacionamentos dentro das plataformas que ajuda muito assim. Agora, se você for afiliado e tiver ali só no black hat querendo conquistar cliente a qualquer custo, cê nunca vai conseguir um atendimento, vai sofrer. Nunca.

Por isso que assim, qual o jogo que você quer jogar? Qual o nível que você quer tá? Quando eu te falo que eu não aceito mais trabalho de produtos e marcas que eu não gosto, que eu não confio, também é pra facilitar o meu trabalho. Entendeu? Eu sei que se eu for pra uma marca séria que tá jogando the long term game, eu vou conseguir entregar muito mais. Entendeu? Porque quando eu fui pra Performance Golf, eles não tinham relacionamento com Israel. Outra coisa que eu trouxe pra empresa foi esse relacionamento, foram esses reps de Israel. Entendeu? Eu tô trazendo uma política de seguro pra empresa também, o que facilita muito a minha vida, o que facilita muito a performance do meu time. Eu provei. É essa a palavra, sei lá. Provei, não provei. Ah, pessoal, ele proveu aí, seja lá como é que é esse verbo aí. Facilitei a vida. Provided. Whatever. E assim, pra eles é muito mais divertido trabalhar dessa forma. Entendeu? Então, eu sou muito seletivo no lugar que eu trabalho agora. Entendeu?

Cara, eu tenho mais umas perguntinhas aqui pra te fazer. É que eu achei muito interessante essa evolução, sabe, tua de pô, entrou ali como cara de especialista ali de remarketing, subiu pra diretor e aí tu começou tinha seis pessoas, chegou até vinte. E vocês começaram a rodar todas as fontes de tráfego que tem, pelo que eu entendi. Aí cara, minha pergunta número um é: como que tu fez pra montar essa equipe de tráfego? Tu tinha lideranças ali? Como que tu organizou esse esquema aí?

É uma excelente pergunta. É uma pergunta que eu me perguntei muito tempo, como estruturar isso. E a melhor maneira que eu encontrei é você realmente identificar talentos, pessoas que entregam um nível muito acima das outras. Eu tinha um gerente abaixo de mim. Ele era um cara muito bom. Ele tinha uma noção de mídia, de performance, que é difícil achar até nos Estados Unidos. E a gente remunerava ele de acordo. Era um cara fora da curva. E ele gerenciava a minha equipe. Ele era muito bom em criativo, ele era muito bom em brainstorm de ideias. E a gente lançou, por exemplo, o primeiro podcast, anúncio de podcast dos Estados Unidos que explodiu. O Vince, um microfone desse e um background vermelho, eu acho, e não tinha ninguém entrevistando ele, mas ele respondia as perguntas dos cristãos. Vocês que criaram isso daí? Caralho, mano, isso aí ficou famoso no Brasil também. É o Mike, que é o meu gerente, que teve essa ideia lá. E aí a gente criou isso, todo mundo começou a imitar, escalou muito. Depois a gente botou até o Doctor Drew. Eu não sei se eu falei do Doctor Drew aqui, mas é, falei. Então é ele também mudou completamente a performance e a gente pô, vamo botar ele no podcast. Convence. Mas aí depois a gente fez sério, a gente botou ele numa salinha dessa com os dois conversando e demos pontos de script pros dois. E realmente a gente usou isso em todos os anúncios. Então ele era muito bom nisso. E ele basicamente criava da criação e da parte de ideias.

Mas ele então não era só um gestor de tráfego, ele também era… Ele tinha as contas dele. Foi até um ponto de discussão que eu tive com o Kevin, falei: “Será que a gente deixa ele rodando campanha ou a gente remove ele da parte braçal e deixa ele só tendo ideias e gerenciando o time?” Só que ele também era muito bom o media buy. Então a gente deixou ele. Com ele tinha tempo assim, sinceramente eu acho que era bom pra ele até pra ele ficar com um dedo no gatilho assim pra ver como é que tavam as mudanças. Toda hora o Facebook tá mudando. É cara, seis meses é uma fonte nova ali, praticamente. Então era bom pra ele também entender se alguém tava vacilando ou perdendo, deixando de testar. E a gente deixou ele lá. Então tinha esse cara. E com o passar do tempo, a gente identificou pessoas também que eram diferenciadas e a gente colocou um supervisor e um líder. Então assim, por um time de seis pessoas, tinha bastante liderança assim. E aí eu tinha seis vídeo editors e cada um ficava com media buy. E aí a gente sentiu que precisava de alguém pra liderar os vídeo editors, porque assim eu não sou cara de edição, eu não tenho experiência em copywriting, eu não tenho, eu não sei te dizer visualmente se um anúncio tá… Influencers que a gente trabalhava com Doctor Drew, comunicação com copywriter, comunicação com time de mídia. Mas ela era do meu time essa pessoa. Tu chama ela de product manager ou era project manager? Ah, de projeto. É, projetos. Então ela ajudava as coisas a fazer as coisas acontecerem dentro do departamento. Entendeu? Até mesmo criar contas no Facebook pra gente rodar, cartão de crédito foi cancelado. Entendeu? Pra não distrair a equipe, a gente tinha esse project manager, ele mantinha a lubrificava ali. Exatamente. E até a gente contratou um assistente pra ela. Então tinham dois project manager. Foi assim que a gente atingiu vinte. Tinha dois project manager, eu tinha um cara de análise de dados que ele implementava todos os relatórios que eu queria visualizar da maneira que eu queria visualizar. E aí era basicamente a equipe: pessoal de edição, media buyers, project managers, meu gerente e o cara de dados ali montando relatório. Não tinha copywriter, tinha, mas não era no meu departamento. Entendi. Mas os anúncios já chegavam pra ti, então já… É, o Mike ele tinha o nosso time, ele tinha a maioria das ideias. A gente tentava dividir, porque o copywriter ele quer criar as ideias dele, mas as ideias do time de mídia tinham uma taxa de sucesso muito maior do que do copywriter. E aí a gente chegou a um acordo: metade da implementação vai ser de ideias do time de mídia, metade do copywriter. Aí tentava organizar isso de uma maneira que todo mundo ficasse feliz.

Eu imagino que o time de mídia eles vão ter mais intimidade com aquilo que está funcionando agora. Exatamente. Então a princípio, eles vão conseguir criar anúncios mais previsíveis. E o copywriter, como ele não tá tão por dentro, ele era pra tá, mas como ele vai ter essa visão de fora, ele pode trazer inovações que a chance de dar certo é muito menor, mas se der certo tende a explodir. Sabe até que o pessoal aqui no Brasil, quando eles vão criar anúncios, eles dividem por isso. Eles falam: “Cara, a gente vai criar anúncios de previsibilidade e anúncios de escala.” Previsibilidade é mais do mesmo ali, variações daquilo que já a gente já sabe que funciona. E escala são conceitos completamente novos que provavelmente vai dar merda, mas se der certo vai. A gente tem muito isso também. Era mais ou menos assim que a gente organizava: iterações dos mesmos e net new ângulos completamente novos. Net new é interessante. Ah, legal, cara. É, pessoal, a gente não tá tão atrás assim. Entendeu? Só algumas poucas coisas. Mas cara, que interessante.

Mas aí a princípio então, tu tinha pelo que eu entendi squads onde cada gestor de tráfego ele tinha um editor de vídeo pra trabalhar com ele que daí esse editor ficava fazendo alterações em anúncios já existentes, ou seja, scripts já gravados, já existentes, que o Vince aqui gravou, pra daí, por exemplo, criar diversas variações dos primeiros segundos pra dar pro gestor de tráfego pra daí o negócio ir pra frente. Além disso, tinha o gestor de projetos que daí seriam dois, que serve pra lubrificar, pra fazer andar toda essa operação, conectar todas as pontas. Só que tu falou também que tinha um cara que ele era líder dos editores de vídeo. Eu achei que o editor ele era… Então eu achei que o editor tava dentro daquela squad. Aí no caso ele liderava todas as squads ou como é que era? É, ele dava direção pro pessoal de edição pro negócio não ficar bagunçado, porque antes dessa pessoa entrar, o pessoal de edição ele tinha meio que liberdade pra fazer o que quisessem e não tinha um controle de qualidade. E aí o media buyer era que tinha que dar feedback pra ele e aí ficava um negócio meio desorganizado. Entendeu? Esse cara mais sênior ele era um controle de qualidade dos editores, assim é: “Falar, ó, esse aqui não tá encaixando. Eu sei que tem um tempo aqui que tá muito vago, sem som, sem ação. Vamo cortar esse clipe aqui. Sabe esse tipo de direção assim? Vamo fazer esse anúncio performar top assim. O que que cê precisa fazer com ele?” A gente contratou essa pessoa, isso ajudou bastante assim.

Teve alguma contratação assim que tu acha que foi que tirou o time da água pro vinho ou foi alguma coisa muito importante que tu acha que outras equipes de performance por aí que elas devem se atentar pra isso? É da água pro vinho. Cara, a gente tá falando de pelo menos aí vinte por cento de ganho na minha opinião. Eu acho que o Doctor Drew, o fato de a gente trabalhar com um cara extremamente reconhecido, foi um deles. É advogado com ovo. Advogado com ovo, pessoal. Esse com certeza. É usar comida na frente de ofertas de fitness. Eu acho que assim não tem receita melhor. Entendeu? É impressionante como funciona. A gente já testou vários tipos. Eu acho que vocês também têm exercícios, pessoal. Eu lembro que eu vi uns anúncios de uns pessoal mexendo assim. Mas aí cê tinha, por exemplo, algumas imagens. Cê dava o zoom nas partes mais interessantes do corpo, bunda, parte que mais chama atenção. E aí o Facebook falava não, reprovado. O Google então nem pensar. Assim, cê não pode. Aí cê tem restrições. Não pode dar zoom muito forte. Tem que ficar mais zoom out.

Tem um negócio. Eu tava assistindo um dos podcast da Amanda. Ela tava falando de como ela quebra o raciocínio do anúncio que não às vezes não fazem muito sentido. Cê solta frases assim aleatórias. É isso funciona demais, cara. Cara, quando ela falou isso aí eu falei: “Porra, é essa velho.” Até agora tu tá falando que funciona também, porra. Eu acho isso muito doido, cara. Avocado e ovo. Esse aí, ó, bota junto, vai dar um bug na cabeça da pessoa: “Cara, que porra é essa? Tem que clicar, velho.” A gente mudava assim. Qual era a genialidade da Kendago? Criar uns Frankenstein de anúncio, velho, que cê olhava aquela porra, cê falava: “Não é possível que cê vai escalar.” Ou vai escalar. Não fazia sentido assim. Se eu olhava o anúncio, ele cortava da celebridade pro Doctor Drew, pro Vince, pra mulher na academia com exclamações diferentes, com pegada diferente, pergunta, afirmação, curiosidade, tudo no mesmo anúncio assim. Aí cê fala: “Puta, não faz sentido isso.” Mas funcionava. Funciona. Eu acho que o pessoal aqui chama de empilhamento de ganchos aqui no Brasil. Pronto.

Eu lembro que tinha um podcast de criativos que foi com o Diogo Cobata. Pessoal, vai aparecer aqui na tela. Cara, eu tenho de podcast aqui de criativo. Tem o do Diogo, vai aparecer aí. Tem o do Tiago Fulamão, tem o da Amanda, tem o do Anthony Carreiro. Tem, ah, vai. Deve ter mais aí. Pessoal, são mais de cento e poucos podcast. Sabia que se tu ver uma hora todo santo dia do podcast do V-Turbo, tu vai demorar mais de um ano pra terminar. É muito conteúdo. Olha, cês estão produzindo muito conteúdo. É um episódio de duas a três horas por semana, já faz dois anos. Gabi, quanto tempo o episódio dele aí? Duas e oito. O teu também vai ser mais um. Duas horas e meia. Parece que tem meia hora, só que a gente tá aqui, cara, a gente vai conversando, o tempo vai passando. Entendeu? É meio louco.

Pessoal, se tu tá gostando aqui desse podcast, o que que tu vai fazer pra dar uma moral aqui pra gente? Compartilha isso aqui num grupo de WhatsApp. Sabe aquele grupo de WhatsApp que tu tem lá que tu faz o network ali do pessoal do marketing digital? É pega esse link aqui, joga lá e fala: “Cara, o João trouxe o que fala que ele é gringo.” Entendeu? Mas ele não é carioca, mas fala não. O cara veio lá, ele tá dos Estados Unidos, tal, trabalha na Performance Golf, trabalhava no V Shred, tal. É nove múltiplos nove dígitos de dólar. Joga essa cópia lá nos cara lá. Pronto. Vai ajudar nós.

Mas mudando um pouco de assunto, cara, o teu vídeo de vendas ele já tá no YouTube. Se não tá, então olha, tu tá perdendo bastante dinheiro, porque o YouTube ele é o único player de vídeo feito cem por cento pra aumentar a conversão do teu vídeo de vendas. Ou seja, se tu trocar o teu player de vídeo pelo YouTube, o teu vídeo ele vai converter mais, tu vai faturar mais e no fim do mês tu vai ter muito mais lucro. Que cara, é o que a gente quer. Hoje já são mais de dez mil empresas que usam o V-Tube todos os dias. Então assim, eu acho que se tu usar, tu testar também, cara, tu vai também, assim como eles, ganhar mais dinheiro e aumentar tua conversão. E por causa disso, eu tenho um link aqui na descrição onde tu vai ter quatorze dias de graça pra testar o V-Turbo. E também tem um QR code que tá aparecendo aqui na tela. É só escanear ele pra tu criar tua conta também. Então assim, se tu não tem conta, faça isso. E agora de volta pro podcast.

É, mas cara, que interessante velho. E uma outra dúvida que eu tenho é que vocês começaram ali em poucas pessoas, tipo seis, ali pelo que eu entendi, chegaram até vinte com uma equipe muito mais multidisciplinar. E aí tu falou que começou a desenvolver relações com fontes de tráfego. Tu falou que tu anunciou também em várias fontes de tráfego: TikTok, native, etc. E eu assumo, se eu tiver falando besteira tu me avisa, mas eu assumo que teve um momento que tu teve que meio que desbloquear essa fonte de tráfego em primeiro lugar, no caso, aprender a rodar ela, porque apesar de ser compra de mídia, existem as particularidades ali de TikTok Ads, por exemplo, pra YouTube, até pro próprio Facebook ali, o Meta. Como que tu fazia, cara, pra não só selecionar qual mídia que tu ia testar, porque isso também é importante, mas pra desbloquear aquela fonte de tráfego ali? Eu não sei se tipo tu tinha um budget ali de teste, ia testando ali pra ver o que acontecia, ou se tu já chegava e contratava alguma consultoria.

Essa habilidade assim de desbloquear canais de aquisição eu acho que é muito importante assim, sabe? Muito válido. Porque às vezes, imagina o cara só tá rodando Meta. Se ele consegue fazer funcionar aquela mesma oferta, mesmo funil que ele tem no YouTube, cara, alavanca outro negócio, adiciona muito mais na empresa. A gente, cê tem duas opções. Uma é você adquirir aquele talento dentro de casa, o que é caro e incerto. Ou você usa um parceiro. No nosso caso, a gente usava a Kendago. Ela tinha um time aí, acho que são cento e vinte pessoas que eles tinham. E eu fiquei sabendo que pelo menos umas quarenta trabalhavam pra V Shred. Caralho. É o que eu te falei. A gente pagava muita comissão pra eles, porque eles eram muito bons em Google. E aí eles devem ter contratado o cara mais top de TikTok e Snapchat lá na Kendago, lá em Israel. E eles conseguiram escalar os dois pra vinte k por dia. Os dois. Eu lembro que ficava brigando assim: TikTok, Snapchat. Chegando ao ponto de um às vezes um chegava a trinta e baixava pra vinte. Aí baixa a temporada, ia pra cinco. Às vezes ficava ali entre brigando entre si. Entendeu? Hoje o Snapchat ele já não é mais relevante nos Estados Unidos, ou ele ainda é? É. É dá pra você gastar ali. Que no Brasil deu uma morrida legal assim, é lá ainda tem vida.

E aí a outra coisa que eu fiz foi alocar um media buyer do Facebook que não tava performando bem pra explorar Snapchat e TikTok. Porque assim, quando você gerencia vários media buyers, eles inevitavelmente vão ter fases boas e ruins. É muito difícil de se arrumar um media buyer que tá sempre inconstante assim. Cê acha, mas é um outlier. E aí, quando o media buyer não tava performando bem, cê tinha duas opções: ou você demitia ou você arrumava alguma outra coisa pra ele fazer. E aí, como é a Kendago que tava rodando Snapchat, TikTok, eu falei: “Por que que você não explora uma plataforma nova? É te dá um desafio novo. Você começa a desvendar isso.” E aí, ao mesmo tempo, eu consigo economizar em comissão. Em vez de pagar dez por cento pra cada Kendago, que é uma paulada, eu vou usar o meu media buyer interno aqui que já tem um salário fixo. Entendeu? E aí eu meio que remanejava o time também com o tempo, de acordo com a performance e interesse de cada um. Entendeu? Então às vezes eu fazia os dois e funcionava. Funcionava.

O que o cara tem que ter uma certa cognição. Cê tem que ter paciência, cara. Essa menina, por exemplo, que a gente alocou pro TikTok, pro Snapchat, ela demorou seis meses pra desvendar. Mas ela passou a Kendago depois. Você, como gestor, você tem que tentar enxergar isso também. Entendeu? A pessoa tá tentando mesmo? Ela tá vagabundeando ali? Essa menina já tinha sido top performer no Facebook. Eu sabia que ela tinha potencial. Mas às vezes a pessoa tá passando alguma coisa na vida pessoal dela que ela tá distraída, que ela tá sofrendo com alguma situação familiar. Cê tem que ter meio que tato. Quando você, de novo, questão da marca, quando cê tá tentando criar uma marca longeva que vai durar aí anos, cê quer um time que fica, cê não quer um time que tá rotacionando o tempo todo. Entendeu? Cê quer que as pessoas se sintam seguras ali e estejam entregando o melhor possível. Faz parte dessa entrega manter a pessoa o mais tempo possível. Se ela, você sabe que ela performa, você vai tentar achar maneiras de manter ela no time. Mas cê tem que ter paciência. Às vezes não é do dia pra noite. Essa menina, no caso, demorou seis meses. Teve um cara de Google que ele demorou sete ou oito meses pra completamente desbloquear o Google. Mas de novo aconteceu, de novo a segunda vez a gente passou a Kendago em gasto no Google. Esse cara não sabia nada de Google. Eu simplesmente transferi ele do Facebook pro Google. E aí ele ficou struggling, acho que aí uns cinco meses. Até que um chegou um ponto que eu falei assim: “Cara, eu vou te ajudar. Eu vou entrar nisso com você.” Aí eu passava trinta por cento do meu tempo em call e analisando conta com ele. “Vamo fazer isso, vamo mexer nisso, vamo testar isso aí.” Cê tem que resistir também olhar o que a Kendago tá fazendo, porque a gente tem acesso a conta deles, é a nossa conta. Aí a galera caía na tentação de: “Vamo imitar a Kendago, porque o que ele tá fazendo tá funcionando.” Falei: “Não, não vamo imitar a Kendago. A gente vai acabar competindo com eles. A gente tem que achar uma nova forma de escalar.” E aí, de volta aquela conversa que a gente teve, é voltar no básico, é raciocínio lógico. Quais são as peças que a gente tem que mover aqui? E a gente escalou o Google de uma forma completamente diferente da Kendago e muito mais sustentável. Inclusive, eu fiquei sabendo agora que a V Shred perdeu a conta, a Kendago perdeu a conta da V Shred recentemente, porque o time tá rodando tudo em casa agora. Entendeu?

E cara, o que que tu acha? Aliás, como que a gente pode balancear esse investimento assim de tempo? Porque uma coisa é a gente ficar ali, sei lá, tipo seis meses com salário fixo da pessoa e depois a pessoa desbloqueia ali a fonte de tráfego. Fechou, maravilha. Pode valer a pena. Só que e se a pessoa ficar, sei lá, um ano e ela ainda não tá dando sinal ali que ela vai conseguir o mesmo? Se for uma pessoa boa, como que a gente pode fazer esse balanço assim de saber até onde eu devo investir, até onde eu devo cortar as minhas perdas ali e daí alocar aquele recurso, aquela pessoa em alguma outra coisa? Eu sei que existe um pouco de arte aí de tu tipo, como tu falou, ver se a pessoa tá se dedicando ou não. Mas eu não sei se tu tens algum critério. Por exemplo, esses tem esse tempo aí que tu falou de investimento. Eu achei isso muito longo. Eu não sei se eu tô vacilando que geralmente eu dou três meses. Cara, tem três meses aqui pra resolver a parada. Se não deu, esquece, amigo. Só que eu não sei se eu tô sendo agressivo demais com isso. Entendeu? E que não, na real exige mais tempo mesmo. Como que tu mede assim pra saber tipo: “Ó, eu vou investir tanto tempo nisso aqui com tanto dinheiro?” Ou não tem isso aí? Enquanto a pessoa tivesse dedicando ali. Eu acho que tem sinais de vida. Cê vê sinais de vida no trabalho dela. Talvez tem um dia, uma semana que tem ido bem e a outra semana cai. Então assim, cê tá vendo sinais de vida mesmo, mostrando que pode dar certo, mas não tá constante. E aí a outra coisa que eu usava muito era como que a Kendago tá performando nesse tempo que ela tá gerenciando. Eu tentava sempre a Kendago era como se fosse um seguro mesmo, porque assim, se a Kendago não tá indo bem e o interno não tá indo bem, tudo bem, tem alguma coisa estranha. Não tá funcionando pra ninguém. Agora, se a Kendago tá indo bem, mas o interno não, a gente tá perdendo algum detalhe aí desse negócio que é possível. Entendeu? Então era muito isso de analisar assim: tão os dois falhando, tem um que se dando bem e o outro não. E se eu fico vendo esses sinais assim, se eu vejo sinais de vida, eu continuo o processo.

E assim, conversar com a pessoa também, ver se tá, se é isso que ela quer mesmo. Cê quer continuar nessa vida de media buyer? Cê tá feliz? Cê quer ir pra outro lugar? Cê quer fazer outra coisa? Eu sempre fui muito aberto assim. Sabe o que é que você quer fazer da sua carreira? Por exemplo, teve um cara de gerente de projetos que eu notei que ele não queria mais trabalhar com isso.

Ele perdia prazos. Ele não ficava em cima da galera, só que ele focava muito no relatório.

Aí eu transitei ele pra área de dados, porque eu vi que era isso que ele queria fazer, e ele virou uma pessoa incrível, que gerou muito valor.

Então, às vezes, você consegue reposicionar a pessoa em outra área. Ou a pessoa está de saco cheio do Facebook, já fez aquilo por cinco anos e quer mudar um pouco de plataforma. Aí você vê se ela não quer passar pro TikTok, pro Snapchat, tentar uma coisa nova.

Mas você tem que – é o que você falou – é uma arte. Você tem que, mas você também não pode rodar no negativo. Não é que a pessoa falhou durante seis meses; ela não entregou o resultado constante durante seis meses, mas tiveram vários pontos de entrega ali, e com certeza ela mais do que pagou o salário dela. Mas não era constante. Eu tinha perdas semanais, perdas mensais. Às vezes, resultados muito bons que caíam em seguida.

Entendi.

Que interessante que você falou que essa pessoa interna descobriu uma maneira completamente diferente de escalar no Google.

Existe isso. Então existem tipos diferentes de formas de escalar. Existem, mas são – assim, eu não sou media buyer, não tenho. Eu, tipo, sei lá, rodei quinhentos mil reais no Facebook quando era afilhado, do jeito mais fácil possível: sobe ali e acabou. Nem olhava, nem tocava mais no computador, porque eu tinha medo que bloqueasse a conta. Aí, depois, tava dando o ROI ali, eu fechava o PC e pronto. Acabou, a oferta é boa mesmo. Graças a Deus.

Mas, cara, isso é tipo… Existe muita variabilidade nesse negócio. Existem várias formas de escalar ou tem tipo duas ou três? Na tua experiência, que tu vê várias? Eu não sei, mas que existem mais de uma, com certeza.

Você consegue me dar um exemplo, pra tipo ter um contexto disso, de duas formas distintas que funcionaram?

A gente até falou disso um pouco mais cedo, que é o lifetime versus duplicador, versus o básico. Método do baiano também. São várias metodologias.

E quando você começa a analisar os dados, você começa a achar pontos de ineficiência também. Por exemplo, a gente reparou que muitos anúncios que a gente subia no Google tavam sendo reprovados. O que que a gente precisa alterar no processo pra eles serem menos reprovados?

O Google é bem mais chato que o Facebook em termos de reprovar anúncio. Sabe, às vezes a gente fazia o quê? Pegava o anúncio do Facebook e botava no Google, mas a taxa de reprovação era muito alta. Então a gente falou: não dá pra fazer essa transferência um por um. Então o que a gente fazia era: vamos ajustar esses anúncios do Facebook e preparar eles pro Google.

Então, quando tinha uma imagem mais sensual de mulher ou de homem, a gente botava um texto em cima. Vamos subir o subtitle, botar ele amplo e botar ele na frente da parte sensual, e aí o Google aprovava isso. Então a gente começou a identificar quais são os padrões de aprovação do Google pra ter uma taxa de aprovação muito maior. O que quer dizer que as nossas campanhas eram muito mais estáveis do que as da Kendago, porque a gente achou esse ponto de estabilidade.

Então não é só – eu não tô falando só de estratégia de campanha, eu tô falando de tudo, de operação de uma forma geral.

Às vezes, por exemplo, o ângulo de falar de celebridades, como as celebridades emagrecem tão rápido para filmar um filme, funcionava muito melhor no Google do que no Facebook. Então, às vezes, um ângulo funciona melhor no Google do que no Facebook. Aí é bom você alocar um cara de edição focado no Google. Deixa aquele cara de edição focado no Google, porque aí ele vai saber tudo do Google e vai mover muito mais rápido nessas alterações. Ele vai saber exatamente o que mudar.

E aí você tem que também mudar o anúncio: dezesseis por nove pra nove por dezesseis. Quais são os formatos que funcionam melhor no YouTube? Então tem essas alavancagens, essas particularidades.

Aqui, a informação que eu tenho do pessoal que vem no podcast é que o Google é muito chato com edição chamativa. Então, geralmente, o pessoal aprova anúncios o mais seco possível, talvez só com cortes, assim, pra ter uma certa fluidez na fala da pessoa. Mas o vídeo mais simples possível geralmente é o que a galera tende a subir e aprovar. Pelo menos era até alguns meses atrás, quando eu fiz os podcasts de YouTube. Aí agora eu já não sei mais, cara.

O pessoal do Google – a gente sempre teve – o Facebook sempre foi responsável por mais ou menos sessenta por cento do gasto que a gente tinha, e o Google, quarenta. O pessoal do Google sempre ficava chateado porque a gente não fazia o Google ficar em primeiro. Por que que o Facebook gasta tanto mais que a gente todo mês? É a mesma coisa. Falei: cara, aprova o meu anúncio. Eu tenho muito mais liberdade no Facebook do que no Google.

Então, se você conseguir achar mecanismos – seja com relacionamento com a galera do Google, seja com blur no vídeo, seja com subtitle em cima de partes que não podem ser vistas –, se você achar a sua fórmula ali e você ajeitar o seu processo pra resolver isso de forma sistemática, você vai ter muito mais sucesso com o Google.

A questão do Google é porque ele é tão chato. Geralmente, a galera sobe anúncio que é mais boring do que no Facebook. Se você pudesse usar o mesmo anúncio que você usa no Facebook no Google, você teria muito mais sucesso com o Google. Então, acho que o raciocínio é: o que que você precisa fazer pra manter o seu anúncio super atrativo e conseguir rodar ele no Google? Porque você vai alavancar, você vai retirar todo o potencial que o Google tem pra te dar, mas você tem que ter liberdade de criação nele, senão fica muito chato.

Aí o YouTube é mais difícil de converter, mas o ROI é muito maior. O pessoal que vem do Google – historicamente, eu acho assim, todo lugar que eu trabalhei, o ROI é maior, bem maior. Historicamente, eu também. O tráfego do Google, do YouTube principalmente – aliás, YouTube, né, que a gente tá falando aqui – tráfego frio, tal, ele é um tráfego muito mais premium, muito mais qualificado, o ticket é mais de maior. É uma fonte de tráfego mais constante também.

Sim.

Teve uma coisa até que o pessoal – às vezes eu crio umas coisas no Vetor e o pessoal inova em cima. Tipo assim: quando tu vai criar um negócio, tu nunca sabe pra que as pessoas vão usar. Aí eu criei uma função lá que é um filtro de tráfego. O que que tava acontecendo? Tava tendo muito problema com plágio no Vetor, e ainda tem pessoas lá baixando os vídeos, etc.

Aí eu criei duas funções. A primeira é o Fake Download. Aí, quando alguém vai baixar o teu vídeo, tu não baixa o vídeo que tá lá; vai baixar um outro vídeo que tu selecionou. E daí é uma forma do plagiador achar que tá baixando teu vídeo, mas não tá. É o Fake Download. Se tu não conhece essa função, pessoal, vai aparecer na tela. É só tu usar, é bem legal.

Aí o que eu recomendo é: coloca um vídeo que é parecido com o teu, mas não é o teu. Não é o vídeo controle ali que mais converte; é só uma variação ali. Que daí o plagiador vai baixar, vai achar que baixou, vai testar, vai dar ruim e vai tentar copiar outro. Porque se a gente impede o download, ele vai dar um jeito de baixar. Mas se a gente entrega pra ele o vídeo – tipo: ó, vai, meu amigo, baixa aqui – daí ele se ferra.

Interessante.

E aí essa foi a primeira coisa que a gente fez pra combater o plágio. Daí a segunda, a gente fez um filtro de tráfego. O que que é isso? Só vai ver o teu vídeo, teu VSL ali, se o tráfego que tiver chegando no vídeo bater certos critérios, como se fosse um cloaker, só que pro vídeo.

Qual que era a ideia daquilo ali? A ideia era o cara selecionar lá que só vai vir tráfego aqui do Google, só vai vir que tem essa tag aqui na URL. Esse token não é… R, desculpa. Que daí vai conseguir acessar o VSL principal. Senão, vai acessar um VSL fake, que é o outro ali que não é o principal. Tudo isso pra impedir os plagiadores.

Aí os caras estão usando essa função do filtro de tráfego pra subir VSL no Google e colocar um outro vídeo lá pra própria revisão do Google não pegar aquilo ali.

Ô, louco.

E daí, meio que a rejeição que o anúncio ia ter não era por causa do anúncio; era por causa da landing page. Só que, como tem um vídeo diferente lá por causa do filtro de tráfego, aí ele passa.

É um pouco de black hat, né. É black.

Eu nem sabia que esse negócio ia existir em primeiro lugar. Pessoal, eles têm essa sacanagem. Melhor fazer o relacionamento. Se eu conseguir isso, daí, pessoal, sem dúvida algum, é mais longo prazo. Mas tem muitos desses hackzinhos assim, cara. E o foda é que eu não sei até onde esses hacks são sustentáveis, sabe. Tipo: bota um negócio ali, faz o negócio aqui.

Por isso que é melhor criar uma marca. É sustentável, longo prazo. Mas eu entendo que não é pra todo mundo. Mas facilita muito a nossa vida, demais. E a tua também, né, porque você não quer pessoal de black hat usando tua plataforma.

É, então. É coisa pra – sei lá, velho. Eu tenho medo de, algum dia, pegar algum link do Vetor e banir alguma fonte de tráfego, sabe, alguma coisa assim. Aí eu já pensei nisso.

Eu acho que até – sei lá, não sei se acontece. Deve acontecer, né. Os caras banirem links específicos das plataformas.

Ah, não, acontece sim. Porque volta e meia, link de checkout das plataformas acabam caindo. A gente tinha a conta física e a conta digital da Bichara. A conta física era suplemento; a conta digital era programa fitness que você assiste. Muito baixo o risco. O suplemento é um risco muito maior. A gente pagava um CPC muito maior de tráfego vindo da conta física do que da conta digital, justamente pelo risco.

Então, assim, com certeza, o Facebook vai banir se entender que aquele site tá violando as regras. Volta e meia, eu sei que tem checkout banido da Hotmart. Não sei se conhece a Hotmart. Aí, volta e meia, tem essas coisas. Mas aí tu entra, manda uma mensagem lá – pelo menos na época que eu lembro que isso acontecia. Mas com o YouTube nunca aconteceu, graças a Deus.

É, cara. Eu tenho mais umas perguntinhas aqui sobre esse teu dia a dia. Tu falou que tinha um rapaz de dados lá que ele ficava criando relatórios ali pra ti.

Às vezes eu penso em contratar um cara de dados. Mas esse teu rapaz é de dados. Ele ficava só fazendo isso o dia inteiro, fazendo relatório? Mas é relatório infinito.

Então, o que ele fazia? Não, cara. Por incrível que pareça, não é. Porque tinha muita coisa que ele tinha que desvendar como fazer. Ele gastava muito tempo descobrindo como estruturar a informação da maneira que eu precisava, como pegar os dados em primeiro lugar.

E a gente tinha uma galera bem cênica assim de engenharia de dados. A nomenclatura é super importante: como você usa os nomes pra nada quebrar no fluxo de dados.

E uma dúvida: por exemplo, eu quero ver – eu acho que, na verdade, o Brasil tá um pouco na frente dos Estados Unidos nessa questão, porque eu não vejo ninguém reclamando disso aqui. Eu não tenho um relatório que eu consigo confiar, e tal.

Tô dando um exemplo. Como a gente tinha um quiz na frente da VSL, na VShred, eu queria ver – era um quiz. O quiz tinha seis ou sete páginas. E aí, depois disso, você ia pra seis VSLs diferentes. E aí você tinha um ninho de louco ali, né, porque depois você tinha upsell, downsell. Não sei o quê.

Eu queria ver a performance de cada uma dessas VSLs. E eu queria ver meio feminino, eu queria ver iOS, Android, eu queria ver estado, eu queria ver país. Então, assim, era muito granular. Como é que você faz análise de cada VSL, de cada segmento?

Então, assim, é complexo. Você tem que – às vezes você mergulha, vai tão fundo que você fala: caralho, não tô vendo porra nenhuma. Eu acho que eu já me perdi aqui. E, às vezes, você não consegue achar um ponto de otimização assim que você tava procurando.

Então, várias vezes – é aquilo que a gente tava falando – é a sua hipótese. Eu começo com uma hipótese. Qual é minha hipótese? Que, sei lá, male 55+ é quem pode gerar um ROI muito maior do que male 35+. Aí você mergulha pra tentar achar essa hipótese. Às vezes você não acha nada. Isso não quer dizer que você falhou; quer dizer que a tua hipótese não validou. E aí você vai e tenta achar uma outra hipótese.

Mas cada vez que você tem uma hipótese, você tem que pedir pra esse cara criar o relatório que te dê aquela visão. E o trabalho dele era descobrir como montar o que eu queria. Eu dava o problema pra ele, ele falava: beleza, agora eu vou lá e vou descobrir. Era isso que ele era apaixonado. Ele passava o dia inteiro fazendo isso.

Entendi.

É, pessoal. Tem muita gente que eu converso que eles têm essa limitação de contratar esse cara de dados em primeiro lugar porque eles acham que o cara vai ficar ocioso, sem fazer nada. Aí tem muito trabalho.

Inclusive, na Performance Golf, hoje eu tô com um Data Scientist no meu time. Ele é mais sênior. E tem um cara que é super sênior. Ele tem sessenta anos já. Mas, caralho, ele manipula a plataforma Domo. Ele sabe tudo que acontece na Performance Golf.

E é muito complexo o que a gente trabalha. A plataforma de e-commerce é Shopify. A plataforma de VSL é Checkout Champ, porque eu não posso trabalhar com Shopify, porque eles não aceitam o ecossistema que a gente tem. Então você precisa de duas. E aí você imagina a quantidade de dados ali que tem que organizar e gerar de formas diferentes.

Sem dúvida, no caso do Vetor é bem mais fácil, porque é uma recorrência. A pessoa paga mensalmente. E, na verdade, tem até ferramentas que já fazem todos esses analíticos. Sabia? Pra SaaS. Então é isso aí, que eu acho que é bem mais tranquilo que a gente precisa achar.

Seria muito bom, cara. Tinha uma ferramenta antigamente que era o Hyros. Não sei se tu conhece.

Eu já usei o Hyros, mas ele não chega nem perto do que eu preciso. Ele não me atendeu também e era caro, né, velho. É caro. Aí, porque eu usava – pra mim era pela realidade do Brasil – acho que eu pagava dez mil dólares. Aí pra gente era caro.

Acho que a gente tá pagando três mil dólares por mês.

Porque o Hyros é bom pra quem vende high ticket. A gente tem um ciclo de venda muito maior. Ele marca um click, ele aparece no click ou não, aí ele converte num período de um a sete dias. E aí o Hyros te dá essa visibilidade: mesmo que ele converteu no dia sete, você consegue jogar atribuição pro dia um. Aí você consegue ver exatamente qual o retorno que você tá tendo.

Mas pra tráfego de auto escala, que igual a gente tem com digital e físico, o Hyros não ajuda muito. Ele é mais pra long windows.

É. Aqui, eu acho que o pessoal tá mais usando o RedTrack. Não sei se tu conhece essa ferramenta. Não é brasileira. Vixe, cara. Acho que é da Lituânia, sei lá, lá pra pro leste da Europa.

Lá. Não conheço esse.

É bem famoso. RedTrack. Aqui no Brasil a gente usa a UTM Fire. Mas ele – eu não acho que não faz o mesmo papel do RedTrack. Acho que ele agrega as UTMs ali e tal. Não sei muito bem como é que funciona.

Essas plataformas, eu acho que elas são mais pra otimização de campanha. O que eu tô falando é mais análise de oportunidades mais avançadas, assim, que você quer tentar. Que é o LTV por canal, no caso. O LTV da pessoa que veio, LTV por canal, LTV por gender, por age, por device.

Eu já – porra, a gente já viu iOS ou Android performar completamente diferente. A gente tinha inclusive campanhas dedicadas a não – ele performa. No YouTube também é bem diferente assim a performance deles. Geralmente, o iOS converte mais. Exato. Pelo que eu, pelo menos historicamente, depende do produto.

Na Performance Golf, com certeza. Na VShred, tinha no Google, Android era melhor.

Interessante.

É, cara. Mas como que era o teu dia a dia, tu sendo o vice-presidente, o diretor de marketing? O que que tu fazia assim? Acordava, tu só ficava olhando relatório? Como é que é o negócio?

Muito relatório. Muita conversa com outros departamentos, principalmente tecnologia. Porque, como eu te falei, infelizmente a tecnologia da VShred quebrava muito.

E foram quatro sócios. Nick, que era o copywriter; Kevin, media buyer; e o Roger, que era o cara de tecnologia. Mas ele não era formado em tecnologia. Ele aprendeu a montar por necessidade. Eles se juntaram e ele começou a montar o site. E aí começou a crescer a VShred. E aí ele criou um castelo de areia mesmo. Porque, imagina, várias ofertas, VSL, aqueles caminho maluco. Se o cara não sabe, isso aí é complicado mesmo.

E aí você trocava uma coisa que não tinha nada a ver com a VSL e quebrava. Aí você tinha que descobrir qual VSL quebrou, em qual browser, e pra todos os canais. Aí eu, porra, eu gastava um tempo muito grande tentando descobrir aonde que tinha quebrado. Porque uma oferta que tava performando top, gastando cinquenta, cem, duzentos mil por dia, às vezes ia pra dez assim da noite pro dia. Então, com certeza, alguma coisa quebrou.

Qual é o maior valor que eu posso gerar pra empresa naquele momento? Voltar aquela performance. Certo. Não tinha nada mais que eu podia fazer. Então, assim, eu não queria saber de anúncio, não queria saber de versão, não queria saber de nada. Só queria descobrir aonde tinha quebrado. E eu passava horas, muito tempo, investigando isso.

Por isso que eu precisava desse cara de dados também, pra ele montar todo esse visual de acordo com a hipótese que eu tinha de onde, do que tinha quebrado. E várias vezes, a gente salvou a empresa por causa disso, de conseguir consertar o que tava quebrado e retornar a performance.

Tu acha que isso é uma coisa normal assim de empresa grande, ou cês tavam vacilando mesmo?

Eu acho que era um problema muito sério na VShred. Não é tão – não é comum ser tão sério assim. Mas é porque a gente cresceu muito num sistema completamente do castelo de areia, como tu falou. Que não era fixo, que não tinha flexão. Não era escalável. Não tinha consistência. Você não podia confiar nele.

E aí era um problema muito sério pra eles. Podia realmente acabar com a empresa.

É, eu lembro que quando eu tinha minha empresa de tráfego lá, a gente tinha uns servidores mais ou menos que até aguentavam. Mas conforme a gente foi escalando, foi tudo pro pau mesmo. Daí a gente teve que criar uma estrutura própria lá, tal, começado do zero.

É exatamente o que eu acho que eles deviam ter feito há muito tempo. Eu fiquei sabendo depois que eu saí que aconteceram outras vezes e ninguém conseguia consertar isso.

Caramba, cara. O cara de dados lá até falou: cara, queria que cê tivesse aqui de novo, porque a gente não consegue não. Sabe o que tá acontecendo?

Meu Deus.

É, era sério.

Pra ver, né, pessoal. Até empresas aí gigantes, todo mundo tem seus problemas. Então, se tu tem problema na tua empresa aí, cara, normal. Eu tenho na minha, tu tem na tua. Vistoria aí tem problema com o site. Então, porra, todo mundo tem que resolver.

E, cara, daí tu ficou seis anos nessa brincadeira aí do VShred? Que loucura, velho.

Ficou seis anos.

Na VShred, ela não é a maior empresa de marketing direto de VSL dos Estados Unidos? Tem a Golden Hippo. Acho que eles são a mesma coisa de VSL.

É, é o que a gente tava falando. Essa informação vem da galera da Meta, que eles fornecem pra gente. A gente era a maior empresa de tráfego de VSL. Porém, tinha uma galera gastando muito mais mandando tráfego pro quiz.

Eu tô falando de BetterMe. Não sei se cês já ouviram falar.

Claro. Sim.

Eles vendem aplicativo. E aí o que eles faziam? Eles criavam esqueletos do mesmo aplicativo focado em um certo grupo de pessoas. Male 55 plus. Então botava um cara mais idoso sarado, um esqueleto mais velho, voltado pro público masculino. E aí eles faziam a mesma coisa pro público feminino. E aí usavam atores e influencers na idade que eles estavam. Então eles segmentaram tudo muito granular assim.

E o Facebook mostrava pra gente. E assim, outra coisa: eles são app subscription. A retenção deles é de seis a nove meses. Eles conseguem perder muito dinheiro na aquisição de cliente. Porque a gente não tinha esse luxo. Então, assim, enquanto a gente tinha que atingir um ponto três de ROAS, eles conseguiram escalar com zero ponto cinco, alguns até zero ponto três.

Cara, cacete assim. Quanto dinheiro você pode gastar se o seu target é zero ponto três?

É, eu já ouvi falar de dois milhões por dia.

Caralho. BetterMe.

É porque é muito mais fácil, sabe. Eu já ouvi falar que eles são grandes mesmo. Eu só não sabia que era tanto assim.

Muda muito o jogo quando você pode perder dinheiro na aquisição. Muda muito o jogo.

Tá louco, mano. É basicamente aumentar o orçamento e tal, né. E quando tem investidor também. Essas empresas elas trabalham com dinheiro de fora.

Ah, é. A VShred nunca teve dinheiro de fora. Foi tudo com o dinheiro do Nick e do Kevin lá.

Mais difícil.

Tem uma outra também que é uma tal de Kibo Health, que tá bem rapada também.

Não conheço.

Essa é de quiz também, cara. Tá tendo várias dessas empresas de quiz. Esses quizzes longos pra vender aplicativo no final. Volta e meia alguém tá falando disso aqui no Brasil também. Tá começando o borburinho, cara.

Isso é muito forte.

A gente teve uma reunião com o pessoal do Facebook agora. Eles falaram: foca nisso.

E hoje eu tenho colocado aí três recursos grandes dentro da empresa só pra fazer esse quiz. A gente tem um quiz já funcionando que, quando eu entrei, não existia. É o nosso funil que tá performando melhor. E a gente tá criando um longo que foi baseado no Simple. Não sei se já ouviu falar Simple Piano, que é um aplicativo de como aprender a tocar piano. Eles são gigantescos e eles têm um dos melhores quizzes que o Facebook já identificou de performance. E eles falaram: se tem alguém que você deveria se inspirar, é nesses caras aqui.

Então a gente pegou, dissecou o quiz deles e adaptou pro golfe. E agora a gente tá trabalhando pra construir isso aí.

Mas então esse quiz aí não é o que tá funcionando?

O que tá funcionando é um quiz pequeno de seis perguntas que manda pra VSL. É similar ao da VShred que tinha. E são seis perguntas, mas uma delas é a que manda pra VSL certa. Então, assim, é meio que um gatilho. Eu tô te fazendo entender que essas perguntas vão te direcionar pra um produto customizado pra você.

Quando nem todas elas são importantes pra gente. A pergunta que determina qual o produto que eu vou te recomendar é flexibilidade, no nosso caso. Porque a gente conversando com um instrutor de golfe, ele falou: esse pra mim é o fator mais importante. Então, assim, não é que a gente tirou da cabeça.

Flexibilidade. O com o quê? Com flexível a pessoa é?

Caralho. É, tá aí uma que eu realmente não sei porra nenhuma de golfe.

Nem eu. Não tinha nem ideia que isso era importante.

É importante.

Cara, chegou uma hora, no entanto, que tu quis sair do VShred e recebeu uma proposta pra tu ir pra Performance Golf. Caralho, velho, tu é requisitado, hein? Saiu do VShred pra Performance Golf.

Mas eu fiquei seis anos lá, né. Então, assim, seis anos lá foi um bom tempo. Foi o máximo de tempo que eu já fiquei numa empresa. Foi um tempo altíssimo. Foi o tempo necessário, eu acho.

Geralmente, os contratos de pra tu virar sócio da empresa, o cliff investing é cinco anos. Então tu ficou é um ano de cliff pra tu ganhar e depois quatro anos ali dividendos pra tu ganhar a tua sociedade, o teu equity, conforme tu vai progredindo na empresa. Então tu, em teoria, tu zerou o que tu poderia zerar em contratos padrões.

Sim. É um tempo muito bom. Não é toda pessoa que fica esse tempo todo na empresa.

Não foi muito bom, cara. Muito bom. Isso também diz alguma coisa, né.

É, eu acho que as pessoas ficam mais confortáveis de contratar quando veem que você foi um cara que ficou num lugar um certo tempo e que você ficou naquele cargo durante esse tempo. Porque o que que eu olho – ó a dica aí, pessoal – eu olho primeiro: a pessoa foi promovida? Ou ela ficou lá tantos anos e nunca fez nada?

Aí, segundo: quanto tempo que ela ficou na empresa? Ela fica pulando de galho em galho ou ela fica na empresa e é promovida?

Aí, só que cara, o mais top assim pra mim é recontratação. Tipo, se cê tá lá no teu brinquedinho lá, tipo, ele foi pra VShred, foi pra Performance Golf, voltou pra VShred. Os caras da VShred gostaram tanto que te contrataram de volta. Mano, aí tu é brabo, top. Porque tu tem a segunda contratação da mesma empresa. Então tu é a prova de que tu realmente tirou valor. Senão, os caras não iam te contratar de volta.

É uma boa mesmo.

É, cara. O que que tu poderia dizer que foi algum diferente – aliás, teve algum diferencial, alguma coisa que tu acha que é importante que tu aprendeu na VShred que não é dito em outros lugares, em outras empresas, sobre essa parte de media buy?

Pelo que eu entendi, cara, eu não sei se eu tô correto, mas pelo que eu peguei aqui, eu acho que a coisa mais importante, pelo menos que eu aprendi aqui, é a importância desse negócio de relacionamento, velho. Porque parece que o relacionamento de vocês era tão forte com todo mundo – não só com a Kendago, mas também com as fontes de tráfego, Google, Facebook – que tu tinha meio que essas vantagens injustas.

Que aí, mesmo tu, sei lá, tipo, mesmo se tu fizer besteira, tipo, porra, fiz um anúncio aqui que ele não foi aprovado, cara, mas eu tenho essa arma secreta aqui, o cara vai lá e aprova pra mim. Ah, eu não sei rodar essa fonte de tráfego aqui direito, e tal, mas a gente tem aqui a Kendago que tá fazendo tudo e tá dando certo, a gente consegue também.

Aí parece que facilita muito, sabe. Essa parte aí. Tu diria que foi isso daí o principal diferencial desses teus anos que tu ficou lá no VShred, ou tem alguma outra coisa que fez com que a empresa desse tão certo assim?

O Vince, com certeza. Ele era um talento fora da curva. Tanto é boa pinta quanto bom de câmera. É difícil de achar. A oferta era muito boa. O Nick era muito bom copywriter. Ele criou um produto que, porra, foi muito sucesso. E o quiz, com certeza, ajudou.

Um dado interessante aqui: o quiz da VShred permaneceu o mesmo durante sete anos. Caralho. Sem nenhum teste. Cacete. A gente não conseguia testar porque o sistema era completamente instável e as VSLs não tinham nenhum A/B test.

A gente escalou pra trezentos milhões de dólares no ano sem rodar A/B test nas VSLs. Caralho, velho. É quase inacreditável. Isso é surreal.

E quando eu saí de lá, a gente tinha começado a fazer A/B test.

Cara, isso daí é muito doido, velho. Isso é surreal demais. É isso daí é tipo assim: se vocês não tavam testando, o que que tava acontecendo? O Nick acertou uma cópia fodida e o Vince é um monstro. É um monstro.

Olha só, pessoal, como oitenta, vinte é importante. O cara acertou uma cópia com uns poucos, persona foda, e nunca mais testou um produto.

Não posso falar que é um produto de bosta, né, que tem um monte de gente que usava e gostava. Mas assim, poderia ser melhorado muito. Sim.

É, não. Pra vocês aí, pessoal, cara, muito interessante.

É, e daí tu saiu. VShred faturava ali tipo trezentas milhas, duzentas milhas de dólar no ano. Aí tu foi pra Performance Golf, que ainda tá nos nove dígitos, é um faturamento menor, né.

É. E, cara, o que que tu viu de diferença quando tu saiu de um pro outro? Tu achou que a Performance Golf tava mais preparada pra escalar ou tinha muito trabalho pra fazer? Como é que foi esse processo?

Então, tinha um VP de Growth antes de eu entrar. Ele saiu. E, no mesmo dia que ele saiu, a única media buyer que tava lá com ele saiu também. Ou seja, eu entrei na empresa e era só eu rodando o departamento de mídia com oito ofertas, com físico, digital e high ticket – três linhas de negócio – e gigantes.

Falei: caralho, preciso contratar rápido.

Mas calma, era só tu mesmo? Não tinha nenhum braço? Braço, caralho.

Aí eu comecei tudo do zero. Como que a empresa tava rodando? Eu tinha duas contas de Facebook, cacete, com todas essas ofertas. Então, assim, foi um três meses caóticos assim. Sabe, eu falei: porra, onde é que eu me meti, velho?

E, além de ter que gerenciar isso tudo, eu tinha que contratar. Então eu tinha que começar a procurar talento e rápido.

Eu comecei. Tinha um cara que trabalhava com a empresa que foi até o cara que me achou, um headhunter, que ele foi atrás pra mim. Excepcional. E aí eu consegui um processo legal que eu implementei: eu não entro em entrevista sendo o primeiro. Eu vou depois de um filtro já.

Então o cara do headhunter já fazia o filtro. E quando eu tinha o meu gerente, ele entrava e fazia entrevista também. Eu só entrava depois. Então você meio que consegue pegar assim só candidato top que você vai falar. Fazer aquela filtragem. E eu ainda mandava um assessment pro candidato.

Então, se ele não passava no assessment, nem falava com ele também. Aí eu contratei essa galera e eu reestruturei toda a conta de mídia da Performance Golf. Estava uma bagunça, estava bem bagunçada assim. Volta um pouco aquilo que a gente falou, sabe? Eu acho que é ter foco. O cara que tava lá antes de mim, ele era VP de growth, e aí ele se envolvia com copy, ele se envolvia com CR, ele se envolvia com mídia, ele se envolvia com tudo. Ou seja, o tempo dele era completamente disperso e ele não tinha foco em uma coisa assim. Quando eu entrei, a galera veio pra cima de mim com a mesma mentalidade: você é o cara que vai resolver tudo. Eu falei: galera, pausa, peraí, time out. Eu não sou esse cara que tava aqui antes. O meu cargo aqui é media buyer, eu vou focar em media buy. Eu tenho muita coisa pra fazer nesse departamento. Então, assim, vamos segurar aí essas requisições que estão vindo, entendeu? E é difícil, cara, você falar não sendo novo, sabe? Pô, esse cara aí entrou novo, já tá falando não pra gente. Você tem que ter personalidade, tem que saber o que você tá fazendo, entendeu? Tem que ser carioca, tem que ser malandro, desenrolar com ele. É difícil, entendeu? E aí, ainda mais quando você ninguém sabe se você vai performar, sabe? Ninguém. Tá todo mundo, os holofotes estão em cima de você, mas você não tem histórico nenhum pra mostrar.

Mas cara, deixa eu te fazer uma pergunta: por que que tu acha que a Performance Golf eles tinham tanto resultado assim, mesmo lutando com as coisas, meio que, enfim, deixando um pouco ali a desejar, talvez faltando um pouco de organização? Sem dúvida alguma tinham coisas boas também, né, pra eles conseguir ter esse resultado tão absurdo assim. O que que tu acha que foi o fruto do sucesso deles ali? Eles tinham nove copywriters. Caralho. Acho que agora tem um pouco menos, mas eles focavam muito em copy, entendeu? E criaram ofertas que produziam bastante e tinham produtos bons. Se você olhar no Google Review da Performance Golf, é top em vários canais diferentes. A gente tinha um produto bom e eles tinham vídeos muito bons. Assim, a gente ia lá pro golf range, pro golf club, fazia shots assim top, sabe? Zoom de produto, qualidade bem legal assim. Então, assim, por mais que os anúncios tivessem bagunçados e a estrutura de conta não tivesse boa, os anúncios eram bons, a cópia funcionava. Funcionava, via-se que ela era boa. Tinha muito… Você já chegou a ver aquela cópia do golfista de uma perna? Não, one-legged golfer? Nunca vi, não. Essa é doida. Do John Carlton, essa cópia aí, famosíssima. É um advertorial que falava assim: “Amazing secrets discovered by one-legged golfer”. É, acaba com as slashes, de ar, não sei o quê. Daí é um advertorial que falava, é bem interessante. Depois eu vou te mandar. Eu acho que esse ângulo pode ser adaptado pra fazer alguma coisa, tá? Vamos explorar isso com certeza. É um puta ângulo isso daí. Com certeza alguém lá na Performance Golf já deve, porque tipo, é muito viciado em golfe, cara. Com certeza esse anúncio ele é muito famoso.

Mas cara, aí tu pegou. Tu entrou lá na Performance Golf, as coisas tavam desorganizadas, tu resolveu organizar as coisas, e tu tinha esse time ali de copy. E na tua opinião, a Performance Golf ela tava funcionando por causa desse time de copy? Então, mesmo que não tivesse ali organizado o tráfego, cara, a mensagem ainda tava sendo veiculada, ainda era uma mensagem boa, o vídeo era bom, o anúncio era bom, ainda vendia. Tu percebe que isso é meio que a mesma coisa que tu falou ali lá do Wishfred, que cara tinha o Nick que era no Banco Prairie, tinha o Vince, às vezes o site caía, mas ainda vendia pra cacete. Pelo que eu tô entendendo aqui, tu trabalhou com dois times de cópia excelentes, tanto na Performance Golf quanto no Wishfred, né? Tu acredita que esse é o oitenta e vinte das duas empresas? Acredito que a copy alavancou elas, porque elas são hoje, sem dúvida, se não fosse o top copy, eles não seriam o que eles são. A Performance Golf eu acho que ela tem um foco mais em produto, que eu acho que ajuda muito também. Vai ser mais estável a empresa. Sem dúvida, mais estável ela é. Ela é mais velha que a Wishred? Não, mais nova. Mais nova, seis anos, eu acho. Sete anos. Mas sim, o copy, cara, com certeza. A gente tá tentando mudar isso agora. O que eu tô te falando, eu acho que a VSL ela precisa se renovar um pouco. Por exemplo, eu acho que tem que ter um viés interativo, assim, sabe? Que você consegue, dentro do viés, direcionar o cara pra caminhos diferentes, como se fosse um quiz baseado no que ele responde. Dentro da VSL, sabe? Você faz o pitch e você dá uma opção pra ele: qual o nível de golfe que você tá? Você tá jogando no top golf? Você já sabe o que que é top golf? Você dá uma porrada na bola. É um range, você só fica dando porrada na bola e tem uma rede gigante no final. Lá em Vegas tem top golf. Os cara nunca vai pro campo mesmo andar, jogar com carrinho de golfe. É só beber cerveja e dar porrada na bola. Dá porrada. Esse é um tipo de golfe. Tu tá nesse nível? Ou você… Eu estaria nesse nível, acho. É, eu também. Pra mim tá legal. Acho que eu joguei umas cinco vezes no golfe. Quanto mais cerveja, pior ficava. E aí tem um cara que vai pro range com os amigos, mas é uma bosta, quer melhorar o jogo. E tem um cara que já, porra, já joga cinco anos, já tá ali no que eles chamam de par. Como é que é o nome? Handicap. Já tá com o nível de handicap out. E você não pode comunicar da mesma maneira pra esses três diferentes tipos de golfers. Se você conseguir perguntar pra ele qual é o seu caso e depois direcionar o resto da VSL pra comunicar com o caso dele, é muito mais poderoso do que um VSL genérico, entendeu? Que fala com todo mundo da mesma forma. Tem uma ferramenta americana que faz isso aí que é o Vung Le. Não sei se tu conhece. Já é do… Sabia que eles falavam isso? Eles faziam isso. Acho que o Vime faz também, mas o Vôlei, ele é o wrestler branco. A headline era assim: “Crie vídeos interativos”. Sei lá, mas até agora eu não vi isso aí funcionar. Por isso que eu nunca fiz no vetor. É, eu não sei. Eu não sei se vai funcionar. Eu acho que assim, alguma coisa diferente tem que existir. Hoje o quiz, de longe, é o que mais escala nos Estados Unidos. Mas aí a gente tá falando também de aplicativos, e aplicativos que são subscription, e você tem que levar em consideração que a galera fica aí de três a nove meses, dependendo do aplicativo, e a maioria deles consegue perder dinheiro na aquisição. É outro jogo. É outro jogo. Até porque assim ó: a gente tá assumindo que a pessoa vai ficar esse tempo todo. Aí pra pessoa ficar esse tempo todo, tem que ter alguma coisa no aplicativo que seja boa, top. Então o aplicativo por si só tem que ter alguma engenharia ali, alguma gamificação, alguma coisa que gera essa retenção em primeiro lugar. Então o cara que é muito bom de marketing não necessariamente vai ser bom de criar o aplicativo. Então tem que ter algum time de produto, tem que ter alguma coisa que realmente faça a pessoa ficar. A gente contratou o cara mais top do mercado pra criar o aplicativo da Performance Golf. Mas ele é programador? Não, ele é um cara de marketing, mas que ele sabe como organizar os features do aplicativo e como fazer aquilo super fácil de usar, as habilidades, e como direcionar a otimização do app pro que tá dando resultado. Ele fez o My Fitness Pal. Eu acho que assim, talvez seja o aplicativo mais famoso de dieta. Ele era o cara, o diretor lá usava né esse aplicativo aí. Todo mundo já usou. Acho já usei. Já usei. É muito fácil fazer acompanhamentos de caloria quando você tá consumindo, os macros ali. É, e ele trabalhou em outros aplicativos também gigantescos. A gente contratou esse cara pra mudar o aplicativo da Performance Golf, fazer o melhor aplicativo de golf que o planeta Terra já viu. Essa é a ideia do CEO, entendeu? E comunidade, tem que ter. A gente tem atendimento um a um ali. O cara consegue gravar o swing dele, fazer o upload pro aplicativo pra receber feedback imediato de coach. Então assim, você tem vários. É o que eu te falei, cara, é o produto, entendeu? Quanto você investe no seu produto. É caro, é muito caro você investir no aplicativo. É um investimento forte, mas assim é um produto que pode gerar, a longo prazo, uma receita incrível pra empresa.

Cara, vocês hoje, o funil principal de vocês, até onde eu me lembre, ainda é quiz, VSL ainda na Performance Golf? No digital é, no físico é a advertorial. Ah sim, pra vender os tacos lá, aquelas coisas né. E lá no Wishred, lá até onde eu me lembre, ainda também é quiz e VSL. Até onde eu me lembro. E só que os maiores anunciantes do mundo hoje, olha, sem dúvida alguma não os maiores do nosso nicho né de performance, dessa coisa. Eles não têm VSL. Essa galera do quiz aí. O que que tu tá vendo assim, cara, em termos de futuro do nosso mercado lá nos Estados Unidos? O que que tu acha que tá acontecendo? A galera tá indo pra esses aplicativos de fato, ou tu vê o pessoal inovando em termos de VSLs, criar esses VSLs interativos aí que tu mencionou? Eu já vi algum um ou dois testando, tá, mas eu não vi tanto assim. O que eu posso te dizer dos meus números, cara, é que a gente só cresce, principalmente lá fora, tá. Todo mês ele tá crescendo. Então é hoje, tá. Eu acho que a gente é a maior plataforma de VSL do mundo, pelo menos em termos de tráfego no site e volumes de sites que estão por aí. Verificado por ferramentas externas, a gente. Então eu acho que a gente é um ótimo termômetro do mercado de VSL pra ver se o mercado ele tá indo ou não. Só que eu não sei. Só que o mercado de VSL é um subnicho de um subnicho, é muito pequeninho. O que que tu vê assim dessas empresas grandes, empresas sérias que têm marcas como Wishred, Performance Golf, Golden Hippo? O que que tu acha que elas estão se movimentando pra fazer num futuro breve? É como se fosse o cara batendo na tua porta pra vender ou o cara que faz a venda pessoal indo pro local físico? É a visão. Vai sempre existir na internet, na minha opinião. O que eu acho que a gente deveria fazer nesse mercado é diversificar o funil. Você tem um funil de VSL que funciona, cria um quiz também. Cria um… Por exemplo, Golden Ripple tem muitos funis de sucesso aonde a VSL, a VSL ela é o anúncio e o cara bota lá cinquenta minutos lá no urso dele a mais de bala. Ele joga o cara pro checkout, entendeu? Já vi outro funil. Se você conseguir fazer vários funis funcionar, você protege a sua empresa. Você tem várias maneiras de capitalizar, entendeu? Não vai depender de um só. E o quiz ele te dá uma outra abertura de portas. No caso da Wishred, por exemplo, eu conseguiria se eu não tivesse uma VSL. Porque que acontece quando eu uso Vince no anúncio e se eu não usar ele na VSL, não converte tão bem. Quando você vai Vince pra Vince, converte top. Quando você vai influencer pra Vince, não converte tão bem. Se você for de influencer pra influencer, tipo um ator, na VSL não vai converter tão bem quanto o Vince. O quiz ele te dá a oportunidade de você diversificar muito seu anúncio. Você não precisa mais linkar o Vince com o Vince. Você pode testar quantos avatares você quiser. Então assim, você protege a sua empresa criando funis diferentes que performam, entendeu? Eu acho que é assim que se blinda a sua empresa. E, sem dúvida, isso é fato. Facebook mostra pra gente isso. Hoje os funis que mais escalam no mercado de performance são quizzes. Não tem discussão. Às vezes quiz pra VSL, às vezes só quiz, mas a VSL tá ali. Ela também é um funil top, entendeu?

É cara, eu não sei o que que vai acontecer. Tô, sei lá. Mais e mais, é que esse negócio agora da inteligência artificial, velho, vai mudar muito, velho. Tá louco. Vai ser um balde de água fria. A gente nem sabe o que vai acontecer. Talvez daqui a dez anos a gente só aperte um botão, aí pula um robô da Tesla, aí já vai fazer tudo pra gente, entendeu? Eu acho. Tá, a gente vai comprar uma caixa assim ó, vai apertar um botão, vai pular um robô e vai falar: mano, vai lá fazer tal coisa, não sei o quê. Mas você ainda tem a parte de humana né, gerenciar pessoas e tal. Eu não sei se a galera vai gostar de ser gerenciada por um robô. Não seria o ideal não. Essa parte interpessoal ela vai tá sempre presente, entendeu? Sem dúvida.

É mas cara, o que que tu achou do podcast? Gostaste? Muito legal, velho. Tu achou que tu ia conseguir falar três horas? É, eu não acredito ainda que foi três horas. Ó, Gabi, foi três horas e um minuto. Não foi, três e dez, tá. Mas é mentira, foi três horas e um minuto. Porque a gente começou duas e quarenta e oito, agora são cinco e quarenta e nove. Incrível. É, mas é assim mesmo, tá. O podcast ele realmente é um podcast mais longo. Eu tento fazer uma conversa longform, como é o Diary of a CEO lá, como é o Joe Rogan. É o único podcast de marketing de resposta direta no mundo que tem, pelo menos eu não sei, tá. Outro que seja longe como esse é? Eu não conheço. Tem um do ClickBank, que só que não é tanto assim. Acho que eles falam sei lá quarenta minutos, uma hora, e não tem tanta repercussão assim. Acho que a maioria de views deve ser uns quinhentos views. Aqui é dez mil. É, você tá inovando no mercado. Tô. E daí agora a gente tá começando a traduzir tudo pra inglês. A gente já tá com dois episódios em inglês, usando IA, né, que a gente tava só esperando aquela função do YouTube de ter múltiplos áudios em um mesmo vídeo. Aí, a princípio, se Deus quiser, a gente vai conseguir levar o conteúdo global. Aí vai ser bem legal. Vamos ver se a gente cresce ainda mais esse ano. Sim, imagina. Todos os podcasts traduzidos para todas as línguas do mundo. Agora vai ser uma loucura, né? Uma paulada. Mas se você quiser gravar um em inglês também, vamos lá. Cara, é possível, tá. Eu quero ir lá pros Estados Unidos pra fazer aquela volta lá. Como eu te falei, a gente poderia gravar um em inglês. Seria bom. Mas cara, queria te agradecer pelo teu tempo. Pô, tu veio lá dos Estados Unidos, pessoal, veio lá dos Estados Unidos, tá pra dar essa moral aqui pra gente aqui no podcast do V-Turbo. Puxa, prazer meu. É muito bom. E cara, te agradeço, tá, mais uma vez. E eu sempre encerro o podcast deixando o convidado dar alguma palavra aí pra audiência do V-Tube. Eu já vou te dar essa palavra, tá. Antes eu só queria falar que pessoal, se tu tem uma operação de marketing de resposta direta aqui no Brasil, é o Gabriel aqui, ele faz de vez em quando, tá, consultorias. E não é pra qualquer pessoa. A gente tava conversando isso aqui no almoço. Lá é uma coisa que só ele, ele escolhe quando ele quer fazer e tal. E a gente meio que pensou em falar isso aqui, porque sei lá o que que pode acontecer no futuro. Mas no momento, né, pelo que eu entendi, tu não faz, não é o teu padrão aceitar. Não tá buscando. Claro que se aparecer algum cara doido e for uma portagem muito boa, tu tá disposto a conversar. Assim como eu tô também, se alguém quiser comprar o V-Turbo aí, sei lá, estamos aí, pagando bem que mal tem. Exato, né. Mas é raro. Se tu acha que tu tá nesse nível de conversar com alguém ali que tá à frente de equipes de aquisição que faturam nove dígitos de dólar por ano, então cara, existe a chance aqui de tu conversar aqui com Gabriel. E ele não usa o Instagram, tá. Ele usa o LinkedIn. Então tu vai ter que ir lá no LinkedIn chamar ele lá, que foi como eu fiz. Eu chamei ele lá. Não foi verdade. Agora ele tá aqui. Então cara, vai aparecer o link do LinkedIn aqui. Aliás, vai ter uma coisa aqui na tela, tá, sei lá um print, alguma coisa da página do LinkedIn. E aqui nos comentários vai tá o link do LinkedIn também, caso tu queira entrar em contato ali com o Gabi.

É cara, teve gente, tem como colocar automação no LinkedIn? Não tem. Tem, tem. E alguém te mandar uma palavra-chave e receber uma automação? Tá, tem a galera fazendo isso forte. É inclusive ó, a dica que eu vou te dar, tá, se se incomodar, tá, porque às vezes eu já recebi esse feedback que tipo o cara fez uma RT aqui e encheu de mensagem e o cara não conseguiu acompanhar. É, se pessoal, se é a dica que eu dou, tá: vai lá no Instagram e digita lá no Instagram no link, é digita V-Turbo. Se vier automação, aí segue automação. Se não vier, aí tu segue normal, porque eu não sei o que que vai acontecer, tá. E eu não quero tipo estragar o teu brinquedinho. Já aconteceu algumas vezes do cara tipo chegar e ele vem aqui fazer o pitch, daí o podcast fica infinito, né, porque o controle fica sendo recomendado e fica caindo, pingando gente lá. Então vai aparecer o link aí, tá, caso tu queira algum tipo de consultoria com a pessoa que liderou o time de aquisição do Wishred e agora lidera o time de aquisição do Performance Golf, duas empresas de nove dígitos por ano de dólar. É, tá aqui, entendeu? Se vocês falar que a gente não traz as melhores pessoas não só do Brasil, mas do mundo, pro podcast do V-Turbo, é mentira, porque o Gabriel tá aqui. E cara, finalmente, tá, eu queria te deixar mandar uma mensagem pro pessoal de casa aí. Aí tem gente que fala de Deus, tem gente que tem de tudo. Tem gente que manda uma mensagem motivacional. Tem gente que fala de consultorias que faz, por exemplo. Aí cara, política é também tem, tem de tudo. Olha pra câmera aí, pros teus amigos brasileiros aí. Fala alguma coisa aí pra eles.

É cara, tá difícil de entrar nos Estados Unidos agora, um pouquinho. Não recomendo. É uma assunto que a gente conversou aqui que eu acho que é importante reforçar. É a questão de relacionamento, né. Eu acho que foi talvez aí o ponto chave da nossa conversa. É a questão de branding, né. Se você quiser criar uma empresa a longo prazo que viva aí por muitos anos, eu acho que você tem que se preocupar com seu branding. É aquela mentalidade oitenta, vinte, né, de identificar o problema. E cara, não tem medo de falhar, né. Todo mundo vai falhar. Veja isso como uma oportunidade. Tira o aprendizado que você pode daquela falha, ajusta e segue em frente, entendeu? Acho que o segredo do sucesso aí é a gente andar, aprender com os erros e andar rápido pra fazer as coisas acontecerem. E eu acho que, se não ficou claro com a nossa conversa aqui, eu acho importante repetir: se vocês focarem relacionamento com as fontes de tráfego e com agências fortes. Mas é isso, cara. O pessoal focar em relacionamento, eu acho que cria uma blindagem muito forte pra sua empresa. É como se você tivesse adicionando um seguro. Então, eu não vejo muita gente fazendo isso aqui no Brasil, mas com certeza foi algo que eu aprendi lá fora que é muito, tem muito valor.

Boa, muito bom, cara. Mais uma vez, muito obrigado por se dar o tempo aqui pra gente aqui no podcast VTurb.

Um grande abraço, pessoal.

Te vejo no próximo episódio.

E valeu, cara, muito obrigado aí por ter assistido aqui mais um episódio de Segredos da Escala.

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