Duda Serenine: O Passo a Passo Para Vender no Pinterest

Episódio: EP #035
Publicado em: 31/07/2026
Convidado(s): Duda Serenine
URL: https://segredosdaescala.com.br/episodios/035-duda-serenine/

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Resumo

Duda Serenine saiu de afiliada para rainha do Pinterest e detalha o método: palavra-chave, formato do pin, descrição que converte e CPM de R$ 2 contra R$ 30 no Meta.

Aprendizados principais

  • Título antes da imagem. No Pinterest a ordem de importância é palavra-chave no título, depois imagem, depois descrição. Foto excelente sem palavra ranqueada não tem alcance — a plataforma é buscador, não feed social. Valide volume e sazonalidade no Pinterest Trends antes de produzir.
  • Fure a bolha com palavras adjacentes. Ninguém entra no Pinterest pesquisando "marketing digital" ou "hospedagem de vídeo". Misture as keywords do seu nicho com as que seu público realmente busca — moda, casa, casamento, pose de foto — para aparecer no funil de descoberta.
  • Inverta a copy do Meta. O Pinterest é plataforma de bem-estar: criativo que bate na dor, antes e depois ou apelo agressivo repele a entrega e pode gerar bloqueio. Fale de benefício e de futuro. Quem vende nutra ou estética precisa reescrever, não reciclar.
  • Congruência entre pin e destino. Se o pin fala de laranja e a página fala de limão, você gera clique e não gera venda. O mesmo vale ao mandar tráfego para o Instagram: o perfil precisa entregar o mesmo tema do conteúdo que trouxe a pessoa.
  • Diagnostique a campanha por etapa. Impressão baixa é problema de palavra-chave. Impressão alta sem clique de saída é problema de descrição. Clique de saída sem venda é problema de página. Isso resolve a maioria das campanhas sem trocar criativo à toa.
  • Respeite o tempo de otimização. O pago do Pinterest leva cerca de quatorze dias para otimizar. Não aumente orçamento bruscamente — a campanha pode simplesmente não gastar — e não pause por vários dias, porque volta à estaca zero. Para diminuir, reduza mantendo a campanha rodando.

Eu nunca tive uma carteira de trabalho. Então eu pagava ali pra uma seiscentos reais, pra outra quatrocentos, e voltava ali cinquenta mil no mês, quarenta mil no mês. Era um absurdo, cara. Foi assim que eu me tornei top afiliada.

Tô organicamente falando: no Pinterest, ele já, disparado, é melhor que o Instagram. A mesma pessoa que acessa o Pinterest, que acessa o Instagram, elas compram duas vezes mais dentro do Pinterest.

Geralmente é isso que retorna: coloca ali cem mil, volta quatro vezes mais.

Aí eu uso essas palavras pra poder furar a bolha e aparecer pra elas.

Eu tenho conteúdo de um ano atrás que tá gerando venda até hoje. E o CPM é dois reais, três reais. No Meta, pra mesma campanha — porque a gente anuncia lá também — a gente paga quase trinta reais de CPM.

Te converter pro cê usar o Pinterest.

Sim, estou convertido, uai.

Fala, pessoal! Sejam bem-vindos aqui a mais um episódio do podcast Segredos da Escala, que é o podcast do Vturb. Se não conhece o Vturb, aí a maior e melhor hospedagem de vídeo de vendas do mundo todo — não só do Brasil, e realmente é do mundo. Só tu ver aí as maiores ofertas do ClickBank, tanto do Brasil, tão todos no Vturb. Então, se tu tem vídeo de vendas, se cadastra no Vturb, sobe teu vídeo de vendas lá, vai aumentar tua conversão, vai gostar bastante.

Se não me conhece, sou o João Campos, sou um dos hosts aqui do podcast — aliás, o único host do podcast. Ainda não conseguimos contratar uma pessoa aqui pra fazer meu trabalho, mas quem sabe no futuro.

E hoje, pessoal, tô com uma pessoa aqui que eu gosto muito. É uma pessoa que eu conheci vai fazer uns dois anos, acho, ou três, não sei. Eu fui num evento, numa palestra do Caíque, o Caíque de Anizésca — pra quem não conhece, tem um podcast do YouTube aqui também dele. E aí lá ela veio falar comigo ali na plateia, tava meio tímida, e daí ela falou: “ah, sou…” — na época ela era um pouco minha fã, acho que ainda é, acho que ainda gosta de mim. Mas ela me chamou ali, a gente trocou umas dicas, ela foi crescendo, crescendo, crescendo. Hoje em dia é uma grande infoprodutora, alcança milhares de pessoas aí no Brasil. E ela é especialista em Pinterest. Então, quem aí que já escalou no Pinterest? Olha que coisa interessante. Que é nada mais, nada menos, do que a Duda Serenine.

Então, gente, hoje ela vai contar pra gente por que que você não deveria abandonar o seu emprego pra começar no digital; a estratégia que ela usou pra faturar trinta mil reais por mês no Pinterest de forma cem por cento orgânica, sem gastar um único centavo; as principais diferenças aí entre vender no Pinterest e vender no Instagram; e como que tu pode usar o algoritmo do Pinterest ao seu favor pra daí tu conseguir perseguir o teu público; os três passos que tu precisa seguir pra montar um pin que vende muito — esse pin aí, pessoal, é aquele criativo lá do Pinterest; por que que tu nunca deve tocar na dor do teu cliente no Pinterest, e se tu fizer isso provavelmente vai dar algum tipo de problema — então é diferente das outras fontes de tráfego; e como que ela faz pra criar rituais com a comunidade dela, pra ela ter uma marca tão forte que a Duda tem.

Então, pessoal, espero que vocês aproveitem aí o podcast com a Duda. Eu garanto que tu nunca rodou tráfego no Pinterest — pelo menos eu nunca rodei. Uma mídia completamente nova pra mim. Então, com vocês, Duda Serenine. E aí, Duda?

E aí, João! Seja bem-vinda, tudo bom?

Obrigada, é um prazer estar aqui. Tava ansiosa por esse podcast, finalmente saiu o episódio. Era pra ter saído ano passado, não deu certo pra vir. Tô animada, vamo conversar bastante, trazer bastante estratégia pro pessoal aí de casa poder aplicar.

Isso aí, ficou de boa. Eu também tô. Eu não entendo nada de Pinterest. É “Pinterest” que se fala?

Pinterest.

Pinterest. Tem gente que fala “Pinterest”.

É. Eu, quando eu fui lá na sede, eu vi a forma que eles falam. Eu falei: “não, quero saber como que a galera aqui dentro fala”. Daí eles falam “Pinterest” também.

Boa. Então, pessoal, pra não passar vergonha. E como é que tu fala o nome da minha empresa? Que eu não vou falar, como é que eu digo.

“Vêturbe”. “Vêturbe”, é assim? Não sei.

Cada um fala de um jeito. Tem gente que fala “vêturbe”, tem gente que fala que é “vitúrbi”.

Então eu falo assim. Cê fala “vitúrbi”?

É o “vitúrbi”. Mas, cara, eu não sei nem se tá certo. Pra mim, vocês falam… eu acho que tem mais gente…

É, eu acho que tem mais gente que fala dessa maneira do que tem gente que fala de como eu falo.

E pra mim tanto faz, cara. Partindo do ponto, pessoal, que vocês vão usar e me dar dinheiro, é o que importa. Pra mim, eu tô feliz com isso. Então, se tu não usa Vturb ainda, usem Vturb. É a melhor plataforma de vídeo de vendas que tem, não só do Brasil, do mundo. E realmente é do mundo.

Desde quando eu comecei eu tô usando o Vturb.

Boa, gostei. Show de bola. Cara, então, primeiramente, muito obrigado por tu comparecer aqui. Como tu falou, a gente tentou marcar no passado, daí teve os empecilhos, mas aí finalmente a gente conseguiu.

Agora foi.

Agora vai. E daí, obrigado por ter dado um pouco do teu tempo aí, ter se arrumado todo aí, colocado essas coisas vermelhas aí que tu colocou. E eu queria começar falando pras pessoas que não te conhecem — pras poucas pessoas que não te conhecem —, conta um pouco o que que tu faz, quem que é a Duda, aí pro pessoal se situar um pouco. Que daí depois a gente vai começar a explorar aí a tua mente pra entender como que tu, enfim, faz as coisas que tu faz.

Então, pra vocês entenderem melhor o que que eu faço: eu sou especialista em vendas pelo Pinterest. Há três anos e meio eu empreendo no digital, então eu comecei em meados de dois mil e vinte. Esse ano vai entrar aí no quarto ano. E eu comecei como afiliada. Então eu comecei na Internet empreendendo como afiliada.

Antes disso eu queria ser médica, fazia cursinho pra medicina.

Hum. Então eu vim de escola pública… vamo retomando, vamo desde o início. Então, eu vim de escola pública, vim de uma família humilde. Nunca passei dificuldade assim de passar fome, essas coisas, mas nunca tive dinheiro, nunca fui rica. Apesar de que o pessoal sempre achou que eu era rica porque eu tenho cara de rica.

Ah, é?

Sério. Minhas amigas daquela época falavam assim: “ai, a Duda tem dinheiro, não sei o quê”. Eu falei: “gente, eu tenho culpa que eu tenho cara de rica?”.

Pois é, eu te acho com uma cara de rica também. Eu acho que é porque o teu rosto ele é bem…

Mas eu não era rica, não tinha nada, não tinha nem vinte reais pra ir no shopping. Só tinha mentalidade.

Só tinha mentalidade. Tanto que chegou aqui, pessoal.

E daí eu queria ser médica, sempre foi algo que eu queria muito, porque meu pai ele era diabético, tinha pressão alta, e eu aplicava insulina nele desde quando eu era criança. Então eu já tinha isso em mim, de querer cuidar das pessoas.

E eu estudei sempre em colégio público. Eu falei: “poxa, vai ser difícil conquistar o sonho da medicina”. Não tinha dinheiro pra pagar dez mil numa mensalidade, e daí eu teria que ir pra um colégio particular.

Aí eu perdi meu pai com treze anos.

Nossa.

Sou filha única, é só eu e minha mãe. E daí, quando eu entrei no terceirão, eu comecei a pagar uma escola particular pra eu poder estudar e me preparar pro vestibular. Nesse mesmo tempo eu era modelo — então, era modelo comercial. Sou baixinha, aqui não dá pra vocês verem muito, mas eu sou baixinha. Então era modelo de foto, vídeo, fazia catálogo, ganhava ali cento e cinquenta, duzentos reais por catálogo. E eu ia juntando esse dinheiro pra poder pagar a escola no terceirão, com dezessete anos.

Eu entrei ali toda cheia de ilusões, achando que eu ia entrar no colégio e já ia passar no vestibular. Fiz meu primeiro vestibular de medicina, fiquei sabe Deus em qual posição, bem longe. Aí fiquei frustrada. E eu falei assim: “nossa, agora eu vou ter que ir pro cursinho”, porque o terceirão acabou e agora eu tenho que continuar, porque era meu sonho. Não me via fazendo outra coisa a não ser sendo médica.

Fui pro cursinho, comecei a pagar as mensalidades também. Era uns oitocentos, novecentos reais de mensalidade, fora os materiais. Então era um dinheiro que eu não tinha, mas eu dava um jeito de conseguir. Me preparei pro vestibular, fazia vestibular e não passava, fazia e não passava. Mas sempre naquela de querer continuar.

Quantos anos tu ficou nessa brincadeira aí, de fazer e não passar?

Quatro anos inteiros.

Ah, é? Quatro anos. Tem quantos anos?

Vinte e cinco.

Mas então tu começou…

No cursinho eu entrei com dezessete pra dezoito.

Ah, tá.

Então ali eu fiz dezoito, dezenove, vinte, vinte e um. Até os vinte e um, quando eu comecei em dois mil e vinte, eu tava entrando no quinto ano já de cursinho. Aí veio a pandemia, e daí foi meu ponto de inflexão, que é o que o Flávio Augusto até fala.

Sim.

E eu fiquei nesse tempo todo — então, foram quatro anos inteiros vendo o mesmo conteúdo, porque repete em cursinho. Então eu sabia as piadinhas dos professores, sabia o que eles iam falar. O professor de matemática chegava lá e falava: “nossa, essa matéria aqui…” — ele já vai falar essa piada. Que daí eu nem dava mais risada, perdi a graça.

E daí, depois, no segundo ano de cursinho, eu comecei a não escrever mais as aulas. Eu usava os cadernos dos anos anteriores, daí eu só acompanhava assistindo e olhava o professor dando a aula, que eu já sabia tudo assim de conteúdo. Meu problema era em passar na prova. Era comparação: se olhava pro lado, uma pessoa melhor estudando.

Aí começou dois mil e vinte, veio a pandemia. E era o ano que eu tava com uma nota boa pra passar, que era na universidade lá de Maringá, na UEM. E lá é muito concorrida, ela só perde pra USP de concorrência pra medicina.

Ah, é?

É a segunda mais concorrida do Brasil, é muito concorrida.

É muito, muito, muito.

É a UEM, Universidade Estadual de Maringá.

De Maringá, Paraná.

E daí começou a pandemia, dois mil e vinte. Aí eu sempre fiz extensivo — extensivo é um curso que dura de fevereiro até dezembro, quero vestibular.

É tipo um cursinho o ano inteiro?

Isso.

Eu fiz isso aí também, o ano inteiro.

Aí, em dois mil e vinte, eu entrei no semi, que é metade do ano.

Semiextensivo.

Semiextensivo. Cê vê o conteúdo do ano inteiro em seis meses.

Seis não, quatro. É o pau pega ali.

Aí é mais puxado. Eu falei: “não, vou tentar, porque agora tem que ir”.

Tava bem animado, empolgado.

Falei: “não, esse ano vai ser meu ano, que eu vou passar, vou pintar minha cara, levar ovada na cabeça”. Aí veio a pandemia. O coordenador do cursinho chegou na sala e falou assim: “gente, a gente vai parar as aulas por uma semana”. Que era aquele período que teve o lockdown, primeiro, sabe, todo mundo teve que fechar tudo. Aí ele falou assim: “ah, mas daqui uma semana a gente volta”. Não voltou mais, continua tudo fechado.

E daí eu fui pra casa, estudava em casa. E um dia eu tava assim no meu celular, mexendo, e eu vi um anúncio de “veja como você pode fazer x reais por mês na Internet trabalhando de casa”. Aí eu entrei nesse anúncio e fui assistir. Nem sabia o que que era VSL, não sabia nada — depois que eu fui descobrir e tudo mais. Eu assisti essa VSL, ela devia ter uns quarenta minutos.

Ah, é? Foi muito boa a copy?

Era boa, a copy era boa. Assisti uns quarenta minutos dessa VSL.

Tu lembra quem que era o expert? Assim, não sei se vai querer falar. Era o João Castanheira?

Não. João… João… e agora? Será que era… eu não lembro, não.

João Pedro Alves?

Ah, o JP! Isso, era dele. Foi o primeiro treinamento que eu comprei, o do “Já Ganhou Dinheiro Hoje”.

É “Já Ganhou Dinheiro Hoje”, JP. É gente boa.

Era o dele. E daí eu assisti essa VSL, fiquei muito interessada. Acho que na época era duzentos e noventa e sete o treinamento dele, mas eu não tinha dinheiro. Daí eu assisti, fiquei interessada, mas passou. Aí depois continuou, daí veio o remarketing, ficou aparecendo pra mim.

Aí eu falei pro meu noivo, falei assim: “amor, eu quero comprar esse curso aqui”. Daí ele falou: “não, compra”. Aí eu peguei o cartão da minha mãe emprestado — cartão de crédito, eu não tinha cartão de crédito até três anos atrás. Peguei o cartão da minha mãe, parcelei acho que umas cinco, seis vezes. Aí eu falei: “mãe, ó, vou parcelar aqui. Pelo menos eu tenho que fazer sessenta reais por mês ali, o valor da parcela, pra poder dar conta de pagar”. Falei: “não é possível que eu não vou fazer isso daqui”.

E daí eu comecei assistindo o curso, não tava entendendo nada, porque era algo novo pra mim. Marketing digital — eu estudava física, química, biologia. Tava vendo ali o que que era pixel, lead, tráfego orgânico. Não entendia nada. Aí comecei, fui caminhando, fui caminhando. Depois de um certo tempo — demorou, acho que mais de uns dois meses, por aí — pra eu fazer minha primeira venda.

E eu comecei com um curso de crochê. Eu me afiliei a um curso de crochê e eu queria vender esse curso de crochê na Internet. Falei: “não, vou vender isso daqui”. Eu gostei, eu me interessei. Criei uma fanpage no Facebook, eu comecei a fazer tráfego pago no Meta, e comecei ali, comecei, comecei.

Aí um dia eu e meu noivo a gente foi na casa de um casal de amigos nosso. Aí eu tava lá, chegou um barulhinho de notificação de comissão. É que tinha saído a primeira venda.

Sim.

E tipo assim, eu fiquei ralando pra caramba…

Deixa eu te interromper aqui, como eu falei que eu ia fazer.

Aham.

Cara, ó, já anotei quatro perguntas.

Tá bom. Cê falou pra eu resumir, eu já tô contando muita coisa?

Não, não, é assim mesmo. Vamo voltar pra isso. Aliás, vamo continuar daqui a pouco sobre esse caminho aí pra tu, enfim, terminar o que que tu faz hoje. Só que eu achei umas coisas muito interessantes aqui que tu falou. Então tu falou que o teu noivo ele te deu esse impulso principal. Tu acha que se ele não tivesse ali talvez não teria feito isso? Tu acha que tu teria feito de qualquer maneira? Não sei se já parou pra pensar qual que foi o impacto dele nessa decisão.

Pior que eu nunca parei pra pensar assim, se eu teria feito ou não se ele não tivesse me impulsionado. Mas ele sempre me apoiou, isso é fato. E eu vejo que é algo que não acontece com todo mundo. Tem muita seguidora minha que fala: “Duda, meu marido, ele não me apoia, ele não me motiva, ele fala que isso daí não vai dar certo pra mim” e tudo mais. Então, teoricamente, eu tive muita sorte, que ele sempre me apoiou. A gente tá treze anos juntos.

Ai, que legal! Que bom.

Ele é meu primeiro namorado. Eu tenho vinte e cinco, então eu comecei a namorar com treze.

Nossa, com treze! Quando os meninos aqui nessa idade… eu tava namorando o Vini mesmo. Vini recebeu o arroba aqui da Duda. Agora o Vini vai ficar chato, tô até falando dele aqui no podcast.

É, caramba, Vini, agora ficou famoso.

Ficou famoso.

Mas é que assim, com treze anos eu já tive que amadurecer, porque foi quando eu perdi o meu pai.

Sim.

Aí o Wesley chegou a conhecer meu pai, tudo, meu pai adorou ele. E, devido a vida, eu tive que… tipo assim, com treze anos eu já parecia que eu tinha vinte, literalmente. Mentalidade, tudo.

Sim.

E ele sempre me apoiou. Então a gente começou junto, eu fui a primeira namorada dele também, e sempre foi um apoiando o outro, batalhando e tudo mais.

Que incrível isso.

Então eu tive muita sorte, sabe, de ter ele me apoiando, de falando assim: “não, vai dar conta”. Eu lembro que quando eu comecei, eu comprei o curso do João Pedro, aí tinha um rapaz da minha cidade, Maringá, o Mateus. E ele tinha uma mentoria, porque ele era afiliado e ele tava vendendo muito naquela época, em dois mil e vinte. Ele fazia tipo setenta mil reais por mês.

Setenta mil reais por mês em dois mil e vinte, como afiliado, parecia um milhão.

Era muito, e chamava muita atenção. E ele tinha uma mentoria — acho que a mentoria dele naquela época custava quinhentos reais, e eu não tinha, porque eu tinha acabado de comprar o curso do João Pedro. Aí eu falei pro Wesley, eu falei assim: “amor, eu tô querendo comprar essa mentoria, mas eu não posso”. Ele falou assim: “compra, que eu vou te ajudar a pagar”. Aí ele me ajudou a pagar, eu entrei pra mentoria do Mateus, aí comecei a ter mais resultados também, e foi acontecendo.

Mas assim, eu acho que se ele não tivesse me motivado, talvez eu não estaria aqui hoje contando essa história de vitória, de crescimento.

É, isso é muito interessante. Porque o fato de tu ter perdido… aliás, a conclusão que eu tirei foi bem essa: pô, tu perdeu teu pai muito cedo, com treze anos, tu falou. Então, sem dúvida alguma, isso te força a amadurecer absurdamente, deve ter crescido horrores, como tu falou.

Sim.

E daí isso daí é uma situação que é adversa. Pô, ninguém gosta de perder um pai. Eu também perdi meu pai até recentemente, faz quatro anos, não, tinha vinte e seis. Não foi como tu, foi o dobro da tua idade. Foi chato também pra mim, não foi uma experiência que eu gostei, obviamente.

Sim.

Mas aí, o fato de tu ter perdido ele, tu amadureceu muito rápido. E daí eu pensei: cara, será que foi por isso que a Duda teve essa vontade de trabalhar, estudar e realmente querer evoluir? Sabe, porque tu já botou, já foi faca na caveira ali, sabe, de querer executar. Ou será que a influência aí do teu marido — qual que é o nome dele mesmo? Wesley?

Wesley.

Eu falei com ele hoje no WhatsApp. Eu esqueci, eu pedi o teu WhatsApp, que eu sabia o teu WhatsApp como Maria Eduarda, não coloquei Duda. Daí eu, putz. Daí eu pensei: será que foi isso? Será que a motivação principal pra ela querer ter evoluído a vida foi o fato dela não ter ali uma estrutura no começo da vida pra suportar ela? Ou será que… tu ainda teve, porque, beleza, tu não tinha o teu pai, mas tu tinha o Wesley que te apoiava. E daí, por isso que eu perguntei, eu queria entender o quão importante que era isso. Porque tem muita gente que não tem isso, e tem gente que, mesmo não tendo isso, ainda consegue ir pra frente. Tem gente que tem isso e não vai pra frente também.

Então é uma coisa que é muito bizarro assim, porque parece que a motivação tá meio que intrínseca na pessoa, da maneira como ela pega os eventos e ela acaba interpretando eles da maneira correta. Então, cara, muito interessante isso.

Eu acho que vem muito também de como que a pessoa é. É isso que cê tá falando, intrínseco é ela. Porque antes do meu pai falecer — ele faleceu quando eu tinha treze —, quando eu tinha onze ele me colocou numa escola de modelos. Porque, pra você ser modelo, cê tem que ter uma carteirinha de DRT, como se fosse uma OAB da vida, essas coisas.

Nossa, não sabia disso.

Mas é à toa, porque ninguém nunca me pediu. Só pra gastar dinheiro, só pra falar “eu sou modelo oficial aqui”. Aí eu fiz o curso de modelo, foi durante seis meses, e meu pai pagou. Naquela época ele não tinha cartão de crédito, acho que nem devia existir, sei lá. Ele pagou em cheque, cento e vinte reais cada mês, cada cheque. Aí eu fiz o curso de modelo.

Então, assim, eu sempre tive em mim: eu quero ter meu próprio dinheiro, não quero depender dos outros. Por mais que nunca me faltou nada assim, de passar fome, de dificuldade, mas eu sempre quis ter o meu, sabe.

Aí vai ser aquela filha que suga os pais. Sempre foi em mim desde pequena. E eu sempre batalhei muito por ver o exemplo do meu pai e da minha mãe batalhando também, trabalhando. Meu pai era caminhoneiro e minha mãe era empregada doméstica. E daí eu sempre vi eles ali trabalhando muito e tals, e eu sempre quis. Desde pequena eu já era ambiciosa, no bom sentido, de querer ter uma vida boa, de não querer ter que ficar passando por aquilo de trabalhar pros outros.

Então, que nem, teoricamente eu era modelo, mas eu trabalhava pra mim. Eu era minha chefe desde onze anos de idade. Eu nunca tive uma carteira de trabalho, eu nem sei o que que é FGTS.

Como que funciona esse rolê todo eu também não sei, não faço ideia.

Eu vejo às vezes o pessoal conversando, eu falo: “gente, eu não entendo nada disso”. Eu nunca tive uma carteira de trabalho. Então eu trabalhei durante uns dez, onze anos como modelo, e meu ambiente de trabalho era um estúdio fotográfico ou a rua, porque daí era foto externa, que a gente fazia em algum ambiente assim que eles locavam. Então eu nunca entrei numa empresa também, nunca, nunca.

Nunca. Pra mim foi uma grande dificuldade quando eu comecei a empreender, porque eu não sabia o que que era um gerente, o que que um gerente fazia, o que que um comercial fazia, nada. Quando que tinha que abrir um CNPJ — literalmente nada. Porque eu nunca entrei numa empresa, nunca pisei pra ver como que são lá os setores, a galera trabalhando no computador. Nunca. Então foi uma dificuldade que eu tive.

Mas isso de ter essa garra de querer trabalhar, conquistar minhas coisas, eu acho que veio interno de mim, pelo exemplo dos meus pais, e pelo incentivo do meu noivo também, que me ajudou. Foi tudo um ambiente que favoreceu.

E tu acreditas que tu tem alguma facilidade talvez em… não sei se a palavra é acreditar em ti mesma, mas, ou pelo menos, acreditar em oportunidades? Porque o que mais tem é gente achando que curso de marketing digital é golpe. E o primeiro curso que eu comprei eu paguei dois mil reais, então foi bem mais caro. E eu lembro que foi tráfego frio — o ROAS deve ter sido alto, entendeu?

Caramba.

E eu não tinha grana, eu tinha juntado um pouco de dinheiro que eu tinha.

Cê comprou o curso na loucura.

E eu lembro que eu comprei porque tinha um contador na página e falava assim: “cara, isso aqui vai acabar”. Contador fake — então hoje em dia eu penso: meu Deus, mano. Só que eu fui dormir, e eu não… cara, eu lembro que eu fui dormir, daí passou dez minutos, eu acordei e falei: “não, mano, preciso comprar, senão vai acabar minha oportunidade, vai fugir”.

É.

Aí eu fui lá, comprei um negócio. O curso era meio que nada a ver. Aliás, não, o curso era bom, era bom, só que tava desatualizado — essa é a verdade. Então a pessoa tinha feito há muito tempo atrás e deixou lá, deixou ali. Falava “ah, vai ter uma comunidade de pessoas engajadas” — porra nenhuma, tava tudo esquecido lá. Mas aí a minha mentalidade era assim: cara, como que eu posso tirar o melhor disso aqui pra eu poder realmente aprender com isso? Eu podia ficar puto, ou eu podia parar e entender: beleza, eu gastei minha grana, mas onde que eu posso encontrar uma coisa boa pra eu usar e de fato ganhar dinheiro?

Curiosamente, nesse curso eu também fiz a minha primeira venda. Foi com um tráfego pago também, só que eu gastei duzentos reais e vendi cem, então deu merda. Mas foi legal.

E daí, enfim, eu fui assim. Daí eu queria saber de ti: tu chegou a pensar que o curso lá do JP era algum tipo de golpe? Ou tu pensou assim: “cara, isso aqui vai dar certo independente, porque eu vou fazer dar certo”? Ou tu confiou nele, e tu não sabia se era golpe, não sabia que ia dar certo, tu meio que delegou a responsabilidade pra ele e pensou “ah, esse cara aqui vai salvar minha vida”? Como que foi esse processo, cara? Pra ver se a gente tira um pouco dessa crença, dessa visão de “ah, isso é golpe, mano”. Porque senão o pessoal, se o cara nem começar, nem tirar isso da cabeça, ele nem consegue começar, não desbloqueia.

Exatamente, o primeiro passo é esse. Eu, quando eu comprei… até legal se perguntar isso daí. Porque quando eu comprei o curso do João, eu falei assim pra minha mãe — ela me emprestou o cartão, tudo —, eu falei: “mãe, se eu fizer quinhentos reais por mês com isso daqui, eu já fico feliz”. Então eu já comprei pensando no valor que eu poderia fazer, porque nunca passou pela minha cabeça parar o cursinho e viver de Internet. Eu comprei pra ter quinhentos reais por mês. Que daí eu fiz as contas: “nossa, quinhentos reais por mês, no final do ano eu vou ter tanto, tô rica”.

Aham.

Que eu não tinha nada no banco, nada.

Sim.

Mas eu nunca cheguei a pensar que era golpe. De verdade, eu nunca pensei. Mas eu cogitei em pensar assim: “é algo difícil, será que eu vou conseguir?”. Isso passou pela minha cabeça, principalmente quando eu comecei a assistir as primeiras aulas — e eram aulas de uns quarenta minutos, era bem longo, bem extenso. Então eu assistia e eu ficava… sabe quando cê assiste e cê tem que voltar tudo de novo porque cê não entendeu nada? Então tinha aula que eu assisti umas três vezes, porque era algo novo pra mim.

Mas eu nunca cheguei a pensar que era golpe, porque já tinha outras pessoas da minha cidade que já estavam trabalhando com a Internet. Aí postava ali uma foto do Apple Watch, print de comissão, print de comissão do celular. E eu falava: “gente, eu quero ter isso daí também”. Então, na minha cabeça ficava: se essas pessoas estão fazendo isso, e elas fizeram um curso pra isso, pra aprender, é só eu fazer o curso que eu vou ter isso também. Mas pensar que era golpe, não, nunca cheguei a cogitar isso.

Mas com certeza foi difícil pra mim. Então vinha desmotivação, eu demorei pra fazer minha primeira venda.

Sim.

Só que eu acho que, pelo ambiente de quando foi na pandemia, não tinha outra solução. Eu parei de ser modelo porque a pandemia fechou tudo, ninguém contratava modelo com medo de pegar Covid. Então, ou eu tinha que fazer aquilo dali dar certo pra ter um dinheiro, uns trocados, ou eu ia ficar zerada, não ia ter dinheiro nenhum. Então eu tinha muito que estudar, aplicar, estudar, aplicar. E eu ia fazendo.

Mas eu acho que a galera hoje em dia fica muito nessa mentalidade que “ai, é golpe, tem alguém me enganando”. Porque existem, infelizmente, pessoas maldosas, que fazem promessas milagrosas, não cumprem nada, não entrega nada, deixa abandonado. Realmente existem essas pessoas. Mas eu acho que é muito fácil a gente identificar quem são pessoas golpistas.

Cara, tu é muito foda, porque tu acabou de prever minha pergunta. Eu ia te perguntar exatamente isso daí.

É muito fácil a gente prever quem é uma pessoa golpista. Cê consegue pegar no ar. Se a pessoa tá te prometendo mundos e fundos, que você vai ficar milionário em um mês, ganhos muito rápidos, tá na cara que isso daí ela tá apelando muito pra arrancar o seu dinheiro, pra te vender.

Agora, se uma pessoa… eu acredito muito no trabalho. Eu acho que eu cheguei até aqui porque eu trabalho pra caramba.

Você trabalha pra caramba.

Eu acho, se a pessoa ela vem com uma promessa de que “cê vai, sim, cê pode mudar a sua vida, mas você vai ter que estudar e vai ter que se dedicar, não é só assistir uma aula e achar que agora vai cair comissão pra você”… Eu acho que é muito fácil, então, você saber distinguir quem que é o golpista e quem que é a pessoa que realmente vai te entregar algo valioso. Foi assim que eu fui distinguindo as pessoas no meio do caminho. Graças a Deus, falando de marketing, nunca aconteceu isso comigo, de comprar algum curso de alguém golpista. Mas eu já perdi dinheiro na Internet, já caí em pirâmide.

Ah, é?

Já perdi cem mil reais.

Nossa.

Da noite pro dia. Foi bem no início que eu comecei — no início assim, depois de um ano.

E quando você é um pobre emergente e você começa a ganhar dinheiro, primeira coisa que faz é a merda. Só faz coisa errada. Ganha uma grana, fala: “cara, como é que eu posso fazer uma merda? Como é que eu posso torrar tudo?”. Aí vai lá e pau. Aí cê leva seu cu de vida, não guarda dinheiro. Aí foi tipo isso daí?

Aham. Começava a comprar, comprar, blusinhas, roupa, não sei o quê. Eu sempre gostei de me vestir bem, só que eu me vestia bem com o pouco que eu tinha, aí agora eu tinha dinheiro.

Aí agora meteu os dois pé dele.

E daí eu vi uma proposta de que o dinheiro que eu tinha ali ele podia se multiplicar muito. E eu falei: “poxa, eu vou colocar esse dinheiro aqui, ele vai multiplicar, eu vou ganhar”. Fiz as contas ali — sempre fazendo as contas de quanto que dá isso em um ano. Eu falei: “nossa, é maravilha”. Eu e o Wesley, meu noivo, a gente fez isso. Aí, do nada, essa pirâmide caiu de um dia pro outro.

Graças a Deus foi assim, de todos os males: o pior foi só nós dois. Não era aquele tipo de pirâmide que envolve outras pessoas. Então era um negócio que a gente colocava o nosso dinheiro, comprava falsos produtos, e daí esses produtos ficavam tipo num e-commerce à venda, e depois, teoricamente, quando eles eram vendidos, você recebia comissão por isso, por você ter investido no produto. E a gente perdeu esse dinheiro todo da noite pro dia. A gente perdeu cem mil reais, e era tudo que eu tinha praticamente.

Nossa, que complicado isso, cara.

E eu tinha custos ali pra mais três meses, de uns quarenta mil reais, e eu não tinha mais dinheiro.

Sim.

Então, assim, foi uma fase bem difícil da minha vida. Essa vez foi quando eu caí no golpe, mas não envolveu o marketing digital, foi uma burrice minha, de verdade.

Cara, e uma coisa que eu te digo é que isso é tão comum. Eu acho que tem um mercado pra isso, pra, como tu falou: o cara ele não tem grana, de repente ele começa a ganhar dinheiro, daí ele se sente exclusivo. Ele pensa: “não, pô, agora eu sou rico. Como assim, mano? Agora eu posso fazer essas coisas legais, que chique”. E daí aparece alguém e fala: “pô, agora que tu é rico, parabéns, tu é foda. Agora que tu é rico, não vai mais investir aqui em renda fixa, não tem essa. Pirâmide aqui, ultra top, mano. Bem, faz essa loucura aqui, faz isso aqui”. E eu caí também, cara.

Cê caiu também?

Só que meu valor foi mais.

Meu Deus do céu!

Papo de dois milhões.

Meu Deus!

Mas, graças a Deus, a gente depois conseguiu ganhar muito, muito dinheiro, e tamo bem.

Caramba. Mas é uma coisa que no começo não percebe, entendeu? Cê fica cego.

Tu fica cego completamente.

E cê tem um pouco de informação, porque cê vê as pessoas falando: “gente, não existe isso de retorno de dez por cento ao mês”. Aí, ok, mas na hora que acontece cê fica cego.

É a ganância, ela te consome. Parece, sei lá, é muito louco.

Sim. É uma coisa que tem que passar, tem que ter a experiência pra daí tu criar a casca.

É, depois que tu faz isso. Hoje em dia, por exemplo, eu tô muito mais pertinho.

Então, pessoal, aprendam com os nossos erros. Cara, esse negócio aí é besteira. Sem dúvida alguma vai ter gente que vai começar a ganhar grana, que vai tá vendo isso aqui. Até os guri aqui, ó, viu? Pessoal, tem dois guri aqui de, sei lá, treze, quatorze anos, que eles vieram aqui pra ser os nossos assistentes. Ó, não é pra fazer merda, não é pra cair em pirâmide. Vai começar a ganhar grana, é pra tua conta. Guardem o dinheiro de vocês.

É, não façam igual eu quando eu fiz no começo.

Opa, desculpa interromper aqui o teu podcast. Eu só queria te dar uma mensagem aqui super rápida. Cara, se tu tem um vídeo de vendas, então tu precisa hospedar esse vídeo aqui no Vturb. O Vturb é não só a melhor hospedagem de vídeo de vendas do Brasil, mas também do mundo inteiro, e ele vai, sem dúvida alguma, aumentar a tua conversão. Então tem o link aqui embaixo nos comentários, e aí tu pode ir ali, clicar e já criar tua conta do Vturb. Tu vai receber daí um treinamento pra tu fazer isso, e tu vai poder aumentar a conversão do teu vídeo de vendas ainda hoje. Então, cara, clica aqui embaixo, faça a conta no Vturb, e te espero lá. Valeu, e bom podcast.

Mas enfim, aí outra coisa que tu falou também: tu disse que tu resolveu começar como afiliada porque tu meio que fez o curso aí do JP, a princípio era isso que ele ensinava, pra tu começar com isso. E daí, cara, isso daí foi o quê, há três anos atrás? Quatro?

Mais ou menos, vai fazer quatro.

Vai fazer quatro. Beleza. Então, depois de tudo isso, já tem bastante experiência, já fez um monte de coisa: tu recomendaria esse mesmo caminho pra uma pessoa começar, ou tu recomendarias algum outro caminho? Que que tu vê sobre isso hoje?

Se eu tivesse começando hoje, eu começaria criando um infoproduto. Eu comecei como afiliada, eu me tornei top afiliada — então, esse curso de crochê que eu comecei a vender, eu me tornei top afiliada dele. Eu ganhava trinta e um reais de comissão, aí eu fui top afiliada dele. Depois eu comecei a vender curso de renda extra, me tornei top afiliada também.

Só que hoje eu vejo que o mercado ele tá caminhando pra galera querer ter a sua própria autoridade. Ou então, se a pessoa não quer ser autoridade, de se mostrar, ela quer ter um conhecimento próprio e vender isso. Hoje eu não começaria como afiliada. Não porque “ai, Duda, você começou lá e agora está batendo martelo” — não, também é uma forma ótima, eu não acho que tenha mudado isso. Mas, vendo hoje os dois caminhos, eu começaria como infoprodutora já, vendendo algum conhecimento na Internet, tendo ali o seu próprio infoproduto. Porque eu acho que assim você consegue ter mais informações do seu público, cê vê as dores que ele tem, você consegue ficar mais próxima da sua audiência e consegue gerar mais transformações, sabe, até escalar.

Como afiliada eu cheguei num momento que eu não consegui escalar mais. E, até falando de escala, que é o tema do podcast, o máximo que eu cheguei como afiliada acho que foi cinquenta mil reais por mês. Que já é ótimo, claro, é maravilhoso. Mas como infoprodutora cê não tem teto. Talvez eu esteja na minha bolha falando, deve ter afiliados que fazem muito mais. Mas, vendo hoje os dois caminhos, eu começaria como infoprodutora, eu acho que é um caminho melhor.

Sim, sem dúvida, cara. Fazendo um comentário sobre isso: eu não sei se tu vai acreditar, mas eu te juro que é verdade. A pessoa que mais ganha dinheiro que eu conheço hoje — e eu conheço praticamente todo mundo do mercado —, ele é um afiliado. Ele fatura quinze milhões por mês.

Quinze milhões?

Quinze milhões. Ele tem um podcast aqui do Vturb.

Sério?

Só que na época que ele fez o podcast ele faturava só cinco. Que é o podcast do Tiago Lucena. Só que é um nível de afiliação que o pessoal não… bem profissional.

Meu Deus!

Não é nem no Brasil. É uma coisa que o pessoal não compreende. É totalmente… é extremamente difícil o que ele faz, não é uma coisa que é trivial. Por isso que ele tem resultados assim. E ele é o cara mais claro que eu conheço. Então, assim, é um modelo que funciona, mas a gente tá falando aqui, pessoal, pra começar. Pra começar, não vai querer começar pelo mais difícil.

O negócio dele aí, do tu… porra, tipo, caramba, é possível. Pois eu vou procurar o episódio dele pra assistir, eu não conhecia.

É “Os segredos do afiliado que fatura cinco milhões por mês”, o Tiago Lucena. Caramba, ele sentou aqui onde eu tô, e eu sentei onde tu tá, e daí a gente começou a falar. E ele começou no mercado literalmente pouco tempo, cara, menos tempo que tu — papo de talvez um ano e dois meses. Ele era mentor do Ítalo.

Caramba, que legal.

Se bobear tu conhece ele. Ele te conhece talvez, porque tu foi no evento do Ítalo, palestra, não foi?

Foi palestra.

Pois então, ele tava lá. Se bobear ele até tirou foto contigo.

É possível.

Mas então, quando diz infoprodutos, tá querendo dizer uma pessoa vendendo o próprio infoproduto dela, no caso dá uma mentoria, alguma coisa assim?

É, eu acredito muito em… por exemplo, eu, meu conhecimento, eu vendo a minha especialidade em Pinterest, que foi o que eu adquiri com o passar do tempo. Eu acredito muito ou da pessoa ela vender algum conhecimento que ela tem — porque às vezes as pessoas falam: “ah, Duda, mas eu não tenho nada que as pessoas possam se interessar”. Sempre tem, sempre você vai ter algum conhecimento que as pessoas vão querer aprender. Mas, se você não tem, você pode pelo caminho de talvez descobrir uma oferta ali, criar um infoproduto pra isso, vender mentoria, vender consultoria — mas algo que seja seu, porque eu acho que você consegue construir até um negócio.

E eu falo até por conta de mentalidade. A mentalidade que eu comecei lá no início como afiliada, eu queria só fazer quinhentos reais por mês. Se eu tivesse feito só quinhentos reais por mês, ia chegar algum momento que eu ia parar, sem dúvida. Aí, quando eu virei a chave de que dá pra criar um negócio com isso daqui, foi onde eu parei de fazer o cursinho. Não tô incentivando ninguém, mas eu parei de fazer o cursinho porque eu comecei a equilibrar na balança: eu tô tendo liberdade, tô tendo tempo com a minha mãe, minha mãe parou de ser empregada doméstica.

Ai, que legal! Fica de casa.

É, fica em casa, daí não trabalha de casa mais. Então, assim, minha vida mudou totalmente, mas porque eu tive uma mentalidade longo prazo de negócio.

Eu acho, se você começa… se, por exemplo, você for iniciar como afiliado e você ficar com uma mentalidade muito pequena, de “eu só quero fazer x reais”, quando você atingir esse valor cê vai parar, e daí não adianta. Eu acho que esse mercado não é pra você entrar, fazer um dinheiro e sumir. É pra você construir um negócio mesmo, empresa e tudo mais. Então, nesse que você esteja começando, já esteja começando com uma mentalidade de “eu vou viver disso daqui, eu vou transformar minha vida”. Então eu prefiro muito mais cê ter o seu conhecimento, vender isso e construir algo em cima disso, um negócio.

E isso daí é a coisa mais sólida a se fazer, sem dúvida alguma. Conforme tu faz isso, tu vai criar tua audiência, tu vai ter mais pessoas pra vender ao longo do tempo, tu vai conseguir fidelizar aqueles clientes ali. E o nível de escala que te proporciona o digital ele é muito alto. Eu acredito sinceramente que é o melhor modelo de negócio que tem.

Mudou completamente minha vida.

É um modelo de negócio que tu escala sem permissão de outras pessoas.

Isso.

Então, pô, se tu vai, sei lá, tu vai querer montar uma empresa física, cara, tu vai ter que contratar gente, a pessoa vai ter que querer trabalhar pra ti. Não que no digital não tenha isso — tem também. Mas tu consegue escalar muito só tu mesmo na tua casa. Sim, eu era afiliado, eu cheguei a faturar mais que tu: eu faturava de trezentos a quatrocentos mil reais por mês como afiliado, mano. Isso daí só que bem antes de ti, numa época que era mais fácil. E tal, isso aí dois mil e dezessete. Então é um negócio muito poderoso. E tu acredita que talvez a pessoa se especializar em marketing e virar um coprodutor, tu acha que é uma boa ideia pra começar também?

Eu acho que é uma boa ideia, porque eu conheço alguns coprodutores que vivem apenas disso. Porque ele não tem um conhecimento como expert pra vender, ele não quer ficar aparecendo ali na tela, ele fica nos bastidores. Então é uma pessoa boa de bastidores, cuida de toda parte estratégica, e a expert vem e faz ali a parte dela. Então acho que como coprodutor é uma boa opção também. Então, se você não tem um conhecimento pra ser um expert — “ah, eu não quero ser igual a Duda, que fica gravando stories, que fica aparecendo” —, coprodutor é muito bom também.

Sim. Se eu fosse começar, cara, eu acho que o que eu faria hoje seria coprodução, muito provavelmente. Eu ficaria bom em marketing, ler livros, essas coisas assim, e daí a partir disso eu iria começar a talvez achar algum expert tipo tu — não tem o nível, é uma pessoa mais simples — ou então simplesmente criar algum tipo de oferta e começar a vender ela. Sinceramente, tem uma pessoa ali… eu acho que vai te dar muita bagagem, tu vai aprender muita coisa, vai aprender sobre várias áreas do digital, vai te tornar uma pessoa bem eclética, digamos. E daí, com isso, cara, quando for mirar pra novos horizontes, tu vai conseguir escalar muito mais fácil, porque tu já vai ter esse conhecimento prévio que tu adquiriu nessas habilidades principais.

E eu acredito que, cara, pelo menos pra mim, na minha história, ser afiliado foi essencial. Porque se tu é afiliado não tem choro, cara. Tipo, ou tu vende ou tu não vende, não tem nada que… não vai entrar dinheiro. Não existe nada de lista, de marca, cara. Tu é bom em vendas, sim ou não? Se tu é, tu vai vender; se tu não é, tu não vende. Então essa escola aí, cara, é difícil, é chicotada.

É pauleira.

É difícil pra caralho. Eu acho que é a coisa mais difícil de se fazer, porque tráfego pago, na minha opinião, é uma das coisas mais difíceis de se fazer. Só que é uma coisa que, se tu acerta, aí vai. Pra daí pra ter noção: quando eu comecei lá pra as minhas campanhas, o primeiro mês eu faturei tipo trinta k, no segundo faturei cem.

Nossa!

E sendo que no mês zero eu não faturava nada. E daí, tipo, de zero pra nada, de zero pra trinta, pra cem mil. Então é muito rápido se tu acerta alguma coisa ali. Só que é realmente bem complicado.

É uma escola. Pra mim também foi, sendo afiliada foi uma escola. Pra mim, acho que me trouxe bagagem pra aguentar hoje sendo infoprodutora, expert. Eu tenho certeza disso. E eu acho também que ninguém nasce expert, você se torna.

Exatamente.

Eu descobri o Pinterest, eu me aprofundei na plataforma, investiguei, comecei a testar, pra depois, aí sim, eu ter bagagem pra trazer esse conhecimento. Então a maioria dos experts que existem, ele não nasceu um expert. “Ah, eu acordei hoje, eu sou expert em posicionamento.”

Tem uns que falam que são.

É, tem uns que falam, mas que é de verdade não é.

Mas a pessoa ela estuda sobre. Então você pode se tornar um expert se identificando em alguma área, estudando sobre aquilo, se aprimorando, pra depois você sentar na cadeira de ensinar, ou na cadeira de coprodução, que é a parte estratégica, que muita gente também precisa.

A maioria. Todo mundo precisa, na verdade.

Então tem um baita caminho aí, na verdade. Só não começa, eu acho, quem não quer.

Exatamente. A prova aqui é o Miguel. Aparece aí, Miguel, chega aí. Aí, ó, vai ficar famoso agora. Pessoal, o Miguel, ó. Põe ele na câmera. Olha ele na câmera ali, ó, tá vendo? Esse é o Miguel. Fez quantos anos? Fala aí no coisa aí.

Treze anos.

Fala aqui, ó.

Oi. Treze anos.

Aí, ele tem treze anos. Pronto, pode se mandar. Ele tem treze anos, ele veio aqui visitar o estúdio. E, cara, porra, o moleque tá aqui começando. O outro ali também, ó, o Vini, ali também não queria porra nenhuma da vida, agora já tá mais focado ali. E os amiguinho dele tão aonde? Tão lá fazendo besteira, entendeu?

Então é muito interessante, cara, a alavancagem que o negócio te dá. O fato de tu querer, pô — conteúdo é de graça, mano, muita coisa. Isso aqui é de graça, esse podcast aqui, e olha o tanto de gente boa que vem aqui.

É, tá louco, mano.

Eu paguei por tudo isso aqui, mano, sabe, todo esse rolê. Então eu pago pra fazer isso pra vocês, pra vocês consumir de graça. Então, porra, usem. No mínimo usa isso.

Cara, eu queria ir nesse assunto de tu se tornar expert em Pinterest, porque eu gostaria muito de entender sobre isso. E daí eu gostaria que tu me contasse o que que rolou ali depois que tu falou que tu fez aquela tua primeira venda, que tu demorou dois meses pra tu fazer a tua primeira venda. Daí, se tu puder continuar a história dali pra gente poder engatar no Pinterest.

Daí, quando eu fiz a minha primeira venda, foi uns dois meses por aí, foi bem sofrido, porque eu ficava fazendo… Na verdade, assim, ó, até uma dica pra quem tá começando: eu queria fazer tudo que eu via naquele curso. Ou era tráfego pago, ou eu queria fazer orgânico. Eu não tinha um foco. Então, por isso que demorou tanto, eu acho, pra eu fazer minha primeira venda. Porque a gente fica meio que se… não sei a palavra aqui, mas você fica se enganando, querendo fazer de tudo. Você fica com aquela sensação que cê tá muito bom, mas cê não tá fazendo nada, não tá gerando resultado nenhum, cê não tem foco.

A minha primeira venda veio quando eu tive foco. Então eu foquei, eu criei ali uma fanpage, alimentei ela ali no orgânico. Mas depois disso eu falei: “poxa, não tá rolando no orgânico, deixa eu fazer um tráfego pago aqui”. Aí aconteceu. E depois disso começou ali, foi saindo mais venda, mais venda, fui estudando, entrei pra aquela mentoria e fui me aprofundando.

Só sobre isso do foco, vamo abrir uma vertente aqui — é assim mesmo, pode ficar tranquilo, podcast: quando eu acho uma coisa interessante eu pergunto, vamo perder tempo. É, cara, o foco é uma coisa que eu percebo muito no digital, e não só no digital, mas qualquer lugar: é que as pessoas elas sempre acham que a grama do vizinho é mais verde. E ontem mesmo tava jantando com o pessoal que veio aqui no podcast também — ontem eu gravei também —, e daí eu falei: “cara, o cara mais foda que eu conheço é o Tiago, por exemplo, que eu falei”. Pelo menos falando de faturamento, em nível de empresa daí são outras pessoas, mas em nível de faturamento, ele.

E daí o pessoal falou: “ah, vou ver o podcast dele e tal. Ah, será que é difícil fazer?”. E sabe o que que eu recomendo? Eu recomendo assim: cara, tu nem deve pensar nisso, sabe. Talvez seja interessante tu consumir o conteúdo, vale a pena, porque talvez tu aprenda alguma coisa nova. Mas a gente sempre acha que a grama do vizinho é mais verde. E a gente, no começo, tem uma coisa que é chamada de otimismo inconsciente. Então tu acha que aquela oportunidade é melhor porque tu vê dando certo pra uma pessoa e tu quer ir lá fazer aquilo lá. Só que tu não sabe o rolo que é aquilo lá, tu só sabe o lado bom, não sabe as dificuldades daquilo ali.

E aí, se tu for fazer aquilo ali, vai pensar: “poxa, o cara tá ganhando essa grana toda como afiliado, pô, mas eu tenho que me afiliar a um produto bom, eu preciso ter uma ótima equipe de tráfego, eu preciso ter isso, isso, isso” — e todo um monte de coisa que tu nem sequer sabia que existia. E aí, quando tu começa a saber disso, o que acontece? Tu passa daí do otimismo inconsciente pro pessimismo consciente. Porque daí tu pensa: “porra, tem um monte de desgraça aqui, eu não vou conseguir fazer”. Que que a pessoa faz? Ela desiste daquele veículo de oportunidade, vai ir pra outro veículo, e daí ela acha que faz a mesma coisa, aquilo ali é legal. E daí uma hora descobre que é difícil e ela não consegue executar. O que acontece é que a pessoa fica pulando de galho em galho e nunca consegue executar alguma coisa até o final.

Só que a verdade, pessoal, é que tudo funciona. Então, cara, tudo dá certo: dropship funciona, ser afiliado, tudo dá dinheiro, tudo. Abre uma padaria, dá dinheiro. O negócio é tu continuar, tu perseverar numa skill, e daí tu… aliás, não, numa oportunidade, e até o final.

Então, tipo, com esse contexto, minha pergunta é o seguinte: tu falou que tu queria fazer tudo, tentou fazer tráfego orgânico e tal, um pouco de tráfego pago. O que que tu acha que é interessante hoje em dia, se tu fosse recomendar pra alguém que quer começar também? Tu acha que é interessante a pessoa testar pequenas coisas e ver quais dessas coisas ela talvez se identifique mais ou tem um pouco de resultado? Ou tu acha que a pessoa tem que escolher um negócio e perseverar naquilo ali por uma quantidade x de tempo, porque se ela ficar esse x de tempo ali eventualmente ela vai descobrir se realmente é o que ela quer ou não? Como que tu vê essa situação?

Eu acho que a pessoa ela tem que focar numa coisa só que ela se identificar. Ali ela vê um monte de oportunidade. Eu acho que ela tem que analisar e ver assim: “ó, essa oportunidade aí eu me interesso, sim, mas eu vou gostar de fazer isso daqui por um longo tempo? Se não tiver dando resultado eu vou continuar?”. Não? Então já descarta. E dentro dessas oportunidades que ela vê, ela faz essa análise em todas e ver assim: “ó, se tudo tiver dando errado eu vou continuar fazendo?”. Porque é o que acontece: nem sempre vai tá aquele mar de rosas, tendo resultado o tempo todo. Acontece dificuldades, e é assim que funciona até hoje. E só tem resultado quem persevera, quem continua.

Sem dúvida.

Então eu bato muito da pessoa ela escolher uma única coisa, por experiência própria de quem já tentou fazer várias coisas ao mesmo tempo e não deu certo.

Sim.

Eu tentava fazer de tudo. Eu brilhava os olhos quando eu via um anúncio novo na Internet, falava assim: “nossa, dá pra vender por isso daqui, por isso”. E literalmente, igual cê falou, tudo funciona — tudo funciona, mas só vai funcionar se a pessoa se dedicar, se a pessoa tiver foco. Então, na minha visão de mundo, assim, ela tem que escolher uma coisa pra fazer, continuar naquilo independente da dificuldade, continuar mesmo no longo prazo, que o resultado vai vir. Não tem como não dar certo se ela continuar.

Eu concordo contigo.

Só não vai dar se ela desistir.

Ou se ela morrer.

Ou se ela morrer, é verdade.

Sim, matematicamente, pessoal, é um fato: ou tu desiste ou tu morre, porque senão não tem como não dar certo.

Não tem como. Tu vai ficar tentando.

E sabe uma coisa que eu falo constantemente? Mesmo se tu for muito burro, e a tua chance de sucesso é só um por cento, tá tudo certo: tu tenta cem vezes e uma delas vai dar certo. E essa que dá certo vai ser o que vai te deixar rico. E aí pronto, aí tu conquistou aquilo que tu queria, conquistou sua vida. Porque só tem que acertar uma vez só, não precisa acertar mais de uma vez. Uma vez bem acertado.

E é o que as pessoas tentam: quer acertar mais de uma, quer acertar um monte de vezes, e não consegue acertar nenhuma.

Cara, mas eu acho muito engraçado essa discussão, porque tem gente que vem aqui bate o pé: “não, porque o legal é fazer tudo, eu tenho um ecossistema”. O cara fala que “eu faço isso, não sei o quê”. Um deles é o Ítalo. Tu, Ítalo, ó, viu, tá aqui, ó. O Ítalo, ele tem a operação dele de infoprodutos lá, tem a mentoria dele, ele não tem um, são dois produtos de tecnologia — uma espionagem de YouTube Ads e um produto que faz e-book lá —, tem as coisas da Gabi também. Fala “Gabi”? Eu falo “Gabi”. Será que é verdade, será que é Gabi ou Gabi? Fala aí, Gabi, pra gente. Eu acho que é Gabi. E, cara, o bicho faz tudo ali. E daí ele bateu o pé: “não, porque olha só, porque isso aqui é alimentamento, eu não sei o quê, tal”. Cara, pra mim isso é uma loucura, eu não consigo fazer isso, não.

Eu também não.

É uma coisa só, uma coisinha ali bem feita. E sem dúvida que vão ter muitas dificuldades. A maneira como eu explico isso pras pessoas é como se fosse uma luta do UFC: tipo, o teu objetivo é ganhar a luta, e tu tem que ir lá pro ring e tem que bater no cara, mas as chances são que tu vai apanhar também. É muito difícil não apanhar. Talvez seja muito bravo ali — se tu for, sei lá, o Flávio Augusto, aí tu pode chegar lá e pá, dá um soco só no cara e deu um knockout, saiu bonitinho, saiu ileso, nem suou. Pode ser. Mas, cara, as chances são que um soco na cara tu vai tomar.

Sim.

Entendeu? Pelo menos um soquinho. Ele tem que tá disposto a fazer isso, esse é o mínimo, esse é o ticket de entrada pra tu brincar na arena dos adultos, entendeu?

Eu acho que até, tipo, quem tá assistindo aqui e tá iniciando, o caminho melhor, gente, é você focar numa coisa só. A não ser que cê já esteja no nível de maturidade de negócio muito grande — aí cê pode se dar o luxo de “ó, se eu tentar por esse outro caminho agora, em paralelo com o que eu já tô fazendo, e der errado, eu me garanto aqui”. Mas quando cê tá começando, cê não tem nada, como é que cê vai se garantir? Aí cê sempre vai se afundando, vai ficando triste, desanimado, e não consegue avançar.

Por exemplo, hoje a gente tá no nível de maturidade que hoje a gente tem equipe, hoje a gente tem time, a gente tá escalado, e a gente pode, se quiser, correr o risco de fazer algo novo. E se não der certo, ok — claro que a gente quer que dê certo, mas pode dar errado. Só que lá atrás, quando eu comecei, não podia dar errado. Então, pra iniciar, eu bato muito nisso: que é uma coisa só, é um foco só, não tenta fazer loucura.

Sem dúvida. E pra deixar claro: caso tu tem um emprego, tu que tá em casa — eu não sei qual que é a tua opinião sobre isso, mas eu não recomendo sair do emprego também não. Tem gente que tem esse negócio de “ah, queima as ponte aí, faz o diabo aí”. Só que, porra, sei lá, eu não acho que é uma boa ideia. Eu prefiro ter o emprego mesmo e só pegar uma porcentagem do salário e dar os teus tiros aí de empreendedorismo. Como a Duda falou, eventualmente vai acertar alguma coisa, aí tu consegue ter um caminho muito mais estável, um caminho onde tu vai ter paz mental. Pelo menos foi assim que eu fiz. Eu não sou dessa vibe de “ah, tem que ir all in e tal”. Tem que ir, mas depois que faz algum sentido. Eu prefiro ir com calma e consistente do que ir na loucura ali.

Eu também, eu compartilho dessa opinião. Porque, se eu tivesse lá atrás um emprego fixo, eu não ia jogar ele pra cima e apostar tudo no digital. Acho que é loucura, porque você daí já tem a pressão de tá começando algo novo, e teoricamente tudo que é novo é difícil até você pegar o jeito. E se você joga tudo pra cima, você fica mais na pressão ainda. Então a chance de dar tudo errado é grande, porque cê vai tá numa pressão interna ali de loucura.

Tem gente que dá certo.

Tem gente que dá certo, mas é a minoria das pessoas, de abandonar o trabalho e fazer loucura. Então espera você começar a ter resultado — que talvez, se demorar, vai acontecer isso que a gente tá falando, tem que continuar. Espera você ter resultado pra depois cê tomar uma decisão de “ó, agora eu vou pedir demissão aqui, vou sair do emprego e vou focar só no digital”. Faz as coisas com clareza, não vai fazer loucura.

Sim, porque eu faria isso também. Mas a partir do momento que tu vê que dá certo, mano, aí vai que vai, aí tu mete a cabeça ali.

Eu nem perdi tempo.

Tu não fez faculdade, então? Tu já foi…

Não, não fiz. Eu fiz, só que eu não me formei.

Eu tenho só ensino médio também. E, cara, pra mim falta tipo duas matérias. Se eu fizer duas matérias eu me formo. Se eu me formo… tem onde que… E tá todo mundo falando “faz faculdade”. Não vou fazer, não vou.

Não tem porquê, não tem choro, entendeu?

Não adianta. Pessoal, minha família tá até hoje: “ah, João, como é que tá a empresa? Tá coisa, mas faz faculdade, que se der alguma coisa de errado vai ter um diploma”. E não serve pra porra nenhuma, entendeu?

Não serve pra nada.

Se eu fosse engenheiro aí ia ficar derrubando tudo quanto era as máquina aí, é coisa pra eu ser preso ainda, entendeu?

Mas, cara, vamo voltar pra… aliás, eu quero saber como que tu adquiriu esse conhecimento em Pinterest. Só que antes disso — aliás, eu não sei se foi com Pinterest, mas tu chegou a ser afiliado e tu falou que tu chegou a faturar cinquenta k por mês, correto? Isso já foi com Pinterest ou não?

Não, isso ainda era com outras estratégias que eu utilizava. Eu, como afiliada, que eu fazia cinquenta mil, era um treinamento de renda extra e eu vendia pelo Instagram. Eu contratava algumas influenciadoras, eu usava estratégia de influencer pra vender. Eu contratava algumas influenciadoras, então ali eu pagava seiscentos reais, quatrocentos reais pra cada uma, ela fazia uma sequência de três stories seis horas da tarde, que era o horário de pico de audiência, me marcavam. Então: “ó, gente, vocês gostariam de aprender a trabalhar com marketing digital? Seguem aqui a Duda, chamem ela lá no direct”.

Ah, mas era o teu perfil mesmo, com teu rosto? Tu já era expert nessa época?

Aí eu já gravava isso como afiliada.

Que interessante.

Mas eu odiava, eu odiava gravar stories. Eu falo que eu me encontrei quando eu me tornei expert, porque assim, era mais pelo dinheiro que eu fazia. Claro que tinha transformação, o produto era muito bom, realmente, mas eu não gostava, sabe, não tava preenchida.

Então, aí ela me divulgava, chegava umas quinhentas pessoas no meu direct. Naquela época não tinha ferramenta de automação, não tinha ManyChat, que a galera usava.

Devia ter, mas ninguém usava.

Sim. Era na raça. Então chegava as quinhentas pessoas, e ainda não existia aquilo de “ah, eu vou mandar pro WhatsApp e vou fazer uma lista de transmissão com essa galera e mandar um áudio, que daí todo mundo escuta”. Eu mandava áudio por áudio pra cada pessoa.

Caramba!

Tipo assim, então eu ficava uns três dias pra dar conta dessas quinhentas pessoas que chegaram. Eu não tinha vida, eu me matava mesmo.

Imagina.

E eu mandava não só um áudio, que o áudio do Instagram é de um minuto, então eu mandava ali uns cinco áudios pra cada pessoa.

Porra! E a pessoa ainda ia responder.

E eu ficava ali no dedo. Nossa, era loucura.

E muitas vezes falando a mesma coisa também, porque as objeções deveriam ser muito similares.

Falando a mesma coisa, era mesmo. Tinha um script que eu seguia, já tava na mente assim. Daí eu mandava os áudios, a pessoa começava a responder. Aí, depois de uns meses, eu fui me tocar, falei: “não, eu posso mandar pro Whats, criar uma lista de transmissão”. Que eu lembro, acho que a lista de transmissão na época cabia umas duzentas pessoas, por aí. Aí eu criava essa lista de transmissão com duzentas pessoas, mandava o áudio ali, pelo menos todo mundo ouvia esses primeiros áudios. Depois o meu trabalho ia ser responder cada uma das objeções que teriam.

Mas essa era a estratégia que eu utilizava. Então eu pagava ali pra uma seiscentos reais, pra outra quatrocentos, e voltava ali cinquenta mil no mês, quarenta mil no mês.

Caralho, cara! Mano, que estratégia massa!

Era um ROI absurdo.

Eu nunca… eu nem sabia que isso existia.

Foi assim que eu me tornei top afiliada.

Nossa, que interessante isso, cara.

Era surreal, era surreal. Aí depois as influencers acho que começaram a saber que os afiliados estavam fazendo essa estratégia, aí ficou muito superfaturado. Tinha influencer que cobrava trinta mil, cinquenta mil, cem mil por três stories.

Nossa!

Aí todo mundo usava. Afiliados dessa época, a gente ficava louco quando tinha BBB, porque a gente queria contratar a galera que saía do BBB, porque tava no auge. Quem conseguia pegar aquela pessoa tava feito no mês. Eu lembro que quando eu fazia essa estratégia foi no ano que a Jojo Toddynho participou da Fazenda. Eu queria muito fechar com a Jojo Toddynho, eu mandei mensagem pra assessora dela, e-mail, eu tentava de tudo e não me respondia. Daí uma outra menina desse mesmo grupo que eu fazia parte, da mentoria, ela fechou. Ela deve ter feito uns trezentos mil no mês, fácil.

Ah, então essa estratégia tu aprendeu com aquela mentoria, isso? Do segundo rapaz.

Isso.

Do Mateus. Então, o primeiro, com o Joãozinho lá, o JP, tu aprendeu tráfego pago e um pouco de orgânico, isso aí deu um pouco certo, mas não deu. Aí, na mentoria do Mateus, que tu falou, que aí ele te ensinou a estratégia de influencer: “cara, contrata aqui, manda fazer os stories, a sequência de stories, o script pra mandar no e-mail”.

Aí na mentoria do Mateus eu aprendi isso, aí eu comecei a aplicar, e eu comecei a ter trinta mil, quarenta mil, cinquenta mil de faturamento por mês.

Caramba, cara! Então o Mateus foi o cara que foi o teu ponto de inflexão.

Foi, foi muito bom.

Foi ferrado assim no começo ali.

Sim.

Cara, que legal. Então, esse caminho de tu pegar mentoria… aliás, era uma mentoria ou era um curso? Ou, sei lá, não sei se tem diferença disso.

Qual, cê fala do Mateus?

Do Mateus.

Era mentoria. Tinha algumas aulas no Instagram fechado, que naquela época a galera não tinha muito hábito de gravar aula e colocar numa área de membros, então gravava e colocava no Instagram fechado. Aí só fazia parte do Instagram quem tinha pagado.

Tipo um close friends?

Ou é como se fosse um close friends, mas era um perfil diferente, fechado. Aí ele postava vídeos no feed e nos stories. E a gente tinha um grupo no WhatsApp com os mentorados, que a gente ficava ali conversando o dia inteiro. Aí todo mundo ia mandando: “gente, ó, contratei essa influencer, deu certo, não deu”. E a gente tinha uma lista negra dos influencers que não dava certo. Se bobear eu tenho essa lista negra até hoje. Tinha influencer lá, sei lá, tinha uma galera que contratava funkeiro, uma galera bem diferente assim, não funcionava, porque o público que vinha era muito desqualificado. Por mais que você fosse vender um treinamento de duzentos reais, a galera não queria pagar, achava que era mil reais, que era uma fortuna. Aí eles colocavam lá. Ou, às vezes, um influencer que deu calote, pagou e não fez a publi.

Hum.

Então colocava lá. Tinha essa lista negra, e a gente ia alimentando essa lista negra aí com quem dava errado.

Cara, que legal isso aí! Eu não sabia que isso existia.

Sério? Nossa, eu usei muito essa estratégia, influencer, foi muito bom.

Quer dizer, eu sabia que existia influencer, sem dúvida alguma, já fiz também, mas eu não sabia nesse… que tipo que tu conseguiria relativamente começar assim, sabe.

Sim, sim. Nossa, era muito bom.

Hoje em dia será que dá pra fazer a mesma coisa?

Hoje eu acho que não. Eu acho que ficou muito saturado, porque daí muita gente começou a fazer, então ficou batido, de você abrir os stories da influencer falando assim: “oi, gente, uma oportunidade pra você ganhar dinheiro de casa”. A não ser que seja pra outro produto, seja um encapsulado, algum produto pra cabelo, algum outro tipo de benefício, e não treinamento de marketing digital.

Entendi.

Aí sim eu acho que funciona. Mas se for pra treinamento de marketing digital, por experiência própria de quem tentou ano passado pra vender até os meus, eu acho que não funciona, porque a audiência ficou batida. A não ser que você encontre um outro ângulo de chamar atenção da audiência com a influencer de uma forma diferente. Sei lá, fazer uns vídeos diferentes, bem criativa, ao invés de ficar naquela robotização de script: “ai, gente, uma oportunidade pra você ganhar dinheiro de casa, sem aparecer, com seu celular, pela Internet”. Acho que isso daí ficou batido.

Mas os preços é muito difícil… mas os preços em si, eles estão mais altos, ou os preços…?

Tá superfaturado ainda, tá superfaturado. Tipo, acho que uma influencer hoje pequena aí, de dez mil seguidores, cê não vai pagar menos de mil reais. Porque, sabendo que a galera do marketing ganha dinheiro, elas estão cobrando alto. Só que as espertinhas… é as agências que acessam elas, já cobram alto. Então acho muito difícil cê conseguir uma influencer barata hoje, igual eu conseguia na época, que eram boas e baratas.

Entendi, interessante. A mensagem a gente consegue mudar tranquilamente, mas se tá uma coisa que a mídia tá muito cara, daí, cara, não tem o que fazer. Pode ter, se tu tem a melhor mensagem do mundo, melhor copy do mundo, mas tu vai anunciar na novela das oito da Globo, cara, dificilmente tu vai ter lucro, sabe, porque vai ser tão caro aquela mídia ali.

E não é que daí não funciona, mas é a mídia que ficou saturada. Aí esse valor que você pagaria pra uma influencer — sei lá, vai pagar mil reais numa influencer —, coloca em tráfego, faz outra coisa, investe em conhecimento, enfim.

É isso. É uma coisa muito poderosa. A gente sempre tem que procurar onde tem atenção barata, porque a atenção barata ela facilita todo o resto. Tem três pilares pra uma campanha de marketing direto funcionar. O primeiro é o mercado — então, não tem como vender gelo pra esquimó, isso daí não rola, as pessoas não querem, o esquimó não quer comprar gelo, já tem muito gelo aí do lado dele. Então é bom se ter um mercado onde tem uma dor urgente ou um desejo extremamente insaciável. Por exemplo, vender cachorro-quente no final do jogo do Flamengo, ou do jogo lá do Curitiba lá — não sei qual time tu torce.

Eu torço Palmeiras.

Palmeiras. Então, vender cachorro-quente na saída do jogo do Palmeiras.

Palmeiras, Palmeiras, é verdade.

Mas, assim, cara, se teu cachorro-quente for ruim, vai vender. O pessoal vai sair morrendo de fome, o pessoal vai tá lá: “pra cá, quero comer aqui”. Tu já tomou cerveja, o cara vai sair, vai comprar a tranqueira que for.

Tem a demanda ali.

É, a demanda tá ali. Então esse é o primeiro ponto. Segundo ponto é ter uma oferta boa — então, se a oferta não for boa, não rola. Tem que ter o mercado, tem que ter oferta. Terceiro ponto: tem que ter o tráfego, tem que ter as pessoas pra comprar o negócio. E daí, cara, se isso for muito caro — a gente chama de matemática essa parte aí —, se for muito caro, essa parte daí não tem como fazer funcionar. Porque, enfim, mesmo que o resto seja tudo muito bom, se tu tá vendendo uma coisa que todo mundo quer, com uma oferta muito boa, cara, mas tu anuncia na Globo, vai dar ruim.

E daí é interessante, eu acho que o Pinterest deve ser um pouco isso, porque eu acho que no Brasil só tem tu que fala de… eu não sei, não tô muito por dentro, mas pelo menos o fato de eu não saber já é um ótimo indicativo, sabe.

Sim.

Mas, cara, então, só pra concluir essa parte: o que te levou pra múltiplos cinco dígitos de faturamento todo mês era simplesmente fazer esse negocinho dos influencers ali, como afiliada?

Era isso que eu fazia como afiliada.

Cara, que legal isso. Aí chegou um momento que parou de dar tanto resultado, que foi por isso que tu decidiu parar?

Aí eu ainda continuava, mas daí eu tentava vender pra minha base orgânica que eu tinha conquistado, que ainda não tinha convertido ali no Insta. Fazia algum tipo… uma lista ali no Whats, tentava fazer um lançamento meteórico com desconto, sabe, do treinamento. Mas chegou um momento que, pra todas essas afiliadas, começou a meio que cair o faturamento, porque influencer não tava mais dando certo, porque ficou batido, que muita gente fez num período muito curto de tempo. Então tava muito batido. Você abriu o story da Virgínia — eu acho que ela nunca fez, porque ela era mais cara, deve cobrar mais de um milhão pra fazer.

Nossa!

Ela era mais cara, e ninguém conseguia fazer com ela. Mas, sei lá, se abriu o story de alguém que tinha saído do BBB, da Fazenda, enfim, tava lá ela falando de marketing digital. Então tava batido pra audiência, audiência ficou saturada. Aí eu fui buscar meios de tentar vender, continuar vendendo alto e ter resultados.

Mas tu foi buscar ou tu sempre esteve buscando, estudando? Porque tu acabou de falar que tu tentou fazer lançamento meteórico. Isso é uma coisa que foi ensinado na mentoria ou tu aprendeu meio que paralela?

Eles faziam também na mentoria ali, mas era um lançamento meteórico assim, com uma estrutura bem simples: cê só convidava a galera pra um grupo de WhatsApp. E eu nunca fiz a Fórmula do Érico, então nem sei como que funciona a fórmula de lançamento. Eu fui aprendendo tudo assim com mercado, e de conversar, na prática ali. Então não sei se a estrutura de um meteórico é assim, mas a gente fazia assim: a gente convidava a audiência pra uma lista, pra um grupo de WhatsApp, a galera entrava, a gente ficava ali mandando umas mensagens de antecipação, falando: “ó, gente, no dia tal vai ter uma oferta importante, os primeiros a comprar vão ganhar esses bônus” e tal, e tal, e tal horário vai abrir o carrinho.

E daí, no dia tal, a gente vim abrir o carrinho. Não fazia live, não fazia nada, só ficava ali no grupo mandando. E a gente convidava algumas pessoas que já eram nossos clientes e alunos, que tinham resultados, pra eles entrar no grupo. Aí, em alguns momentos do dia, em horário marcado, a gente abriu o grupo, e eu falava assim — e essas pessoas também: “ó, agora aqui é o momento de vocês tirarem dúvidas”. Daí eles mandavam dúvidas, as objeções eu ia quebrando, e quem tava ali no grupo que já era aluno, que eu convidei, eles mandavam provas sociais pra poder incentivar a galera, quem já tinha tido resultados. Aí, no dia tal, a gente abriu o carrinho ali, mandava o link do checkout com desconto e a galera comprava. Essa era a estrutura que a gente usava.

E o Pinterest ele veio assim, de forma muito indireta, na minha vida, porque eu sempre usei ele pra pegar inspirações de fotos, que acho que é o que todo mundo usa.

É, eu fiz isso aí.

Não é? Todo mundo faz.

Eu tava construindo uma casa, tá quase terminando.

Até a dica: não sei se vai construir…

Quero construir.

Cara, cuidado, é terrível.

Nossa, obra não termina, obra tu abandona, que sempre tem uma coisa pra fazer. Aí o Marcelo fala: “mano, foda-se, acabou”.

Demora mil anos. Vão embora os pedreiros, eles dão um prazo, nunca cumprem.

Duplica o prazo, é complicado.

É, eu pretendo só comprar coisa pronta a partir de agora, não quero mais experiência de obra.

Não ter a dor de cabeça.

Mas, cara, por que que eu falei disso? Viajei.

Tu falou de construir.

Ó, também me perdi. Eu falei que o Pinterest veio de forma indireta, que eu usava pra pegar referência.

Você pegou pra fazer a sua casa.

Sim, exatamente. Mas, enfim.

E daí, depois disso então que veio o Pinterest? Desse cinquenta k, como é que foi? Foi nesse meio tempo assim?

Não foi algo tipo “ai, agora eu vou olhar pro Pinterest”, não. Foi um dia aleatório, eu tava navegando pelo Instagram e eu vi um vestido de tricô — até depois eu posso te mandar a foto, se eles quiserem colocar aqui uma animaçãozinha.

Manda, manda.

Aí apareceu um vestido de tricô pra mim, muito bonito, eu gostei. Eu sou consumista pra caramba.

Ah, é?

Eu sou muito consumista. Então, assim, aparece anúncio de roupa pra mim, eu compro.

Caramba, cara!

Eu sou muito consumista. Agora eu tô me controlando, que eu vou casar, então eu tenho que dar uma moderada.

Mas quem que recebe as coisas, é tu ou é o Wesley, que vai pegar lá embaixo lá?

Eu que pego.

Ah, tá.

Mas minha mãe fica louca, porque eu moro com ela. Mas quando ele vê as caixas lá em casa ele fica louco também. O carteiro que vai lá em casa entregar do Correios, ele já até brinca com os meus cachorros. Eu tenho três goldens.

Cara, três? Caramba, cara!

Ele fica brincando com meus cachorros, tudo, já virou amigo lá.

Sim. Eu também tenho um golden.

Tem golden também? Tenho três: Amora, a Zara e o Dexter.

Eles tem quantos anos?

A Amora tem seis anos, aí a Zara e o Dexter são filhos dela.

Ah, aí eles tem três?

Ai, que legal!

O Jense tem três também, três. E eu tenho uma basetinha de dez anos e uma cocker.

Cinco cachorros? Cacete, cara, a família tá grande, hein!

Tá grande. Meu sonho é ter uma ONG de cachorro.

Nossa, que legal!

Eu quero ter, eu amo cachorro.

Que bom, que legal, interessante.

Amo demais. Aí, nisso, o Pinterest: eu navegando pelo Insta, eu vi esse vestido e eu queria comprar. Só que, assim, aí eu entrei, bobeei, demorei pra mandar mensagem, quando eu fui mandar direct pra loja já tinha vendido.

Putz! Ficou brava?

Fiquei brava. E eu sou consumista: quando eu quero um negócio eu vou atrás até eu conseguir.

Caramba, tu é mesmo, hein!

Eu sou muito consumista, mano. Eu vou comprar e não quero nem saber. Mano, quem tem loja pode anunciar pra mim que eu compro.

Ó, pessoal, a lição tá aqui: as pessoas adoram comprar, só que elas odeiam ser vendidas de algo.

É, mas elas adoram comprar.

Adoram comprar, é na emoção, isso aí.

E daí eu fui pro Google pesquisar o vestido. Eu fiquei lá: “vestido tricô”, tal cor, “vestido de três cores”, “vestido de crochê”. Eu ficava buscando um monte de palavra semelhante pra encontrar esse bendito vestido, que eu falei: “não é possível que só tem nessa loja”. Porque eu me liguei que não devia ser fabricação própria, eu falei: “deve ter comprado de revendedor e deve ter em outras lojas”. Fiquei pesquisando aí no Google, nas sugestões que ele deu — sempre ele dá um monte de site, sempre ele dá como sugestão algum site ali, alguma loja do Pinterest. Aí eu cliquei, e era o vestido que eu queria, na mesma cor, tudo. Uma loja do Pinterest.

Que que é isso, um perfil de loja?

Tipo um perfil no Instagram, só que no Pinterest.

Isso. Ah, tipo um perfil do vintage, só que lá dentro do Pinterest, só que era de uma loja de roupa.

Sim. Então lá, eu pesquisei “vestido tricô” no Google, ele apareceu um monte de sugestão: site A, site B, aí tava lá Pinterest, aí tava o nome da loja — só que eu não lembro o nome da loja, que era o nome do perfil da loja. Aí eu cliquei pra entrar e vi o vestido, era a cor que eu queria, tudo. Eu cliquei, aí foi direto pro site do Pinterest, pra plataforma do Pinterest. Tinha lá a foto do vestido, cliquei na foto, abriu o e-commerce da loja, abriu a página com o checkout já pra finalizar o pagamento. Aí eu comprei.

E eu me liguei assim… e, ó, um detalhe muito importante: era pra ser o nome do vestido, porque as lojas tem costume de dar nome pras roupas. Loja assim que, sei lá, não é uma loja de luxo, aí geralmente essas lojas elas dão nome pros vestidos: sei lá, vestido Ana Paula, vestido Jéssica.

Sério mesmo?

Aham, sério.

Cara, sério? Ei, cês sabiam disso? Alguém sabia disso? Sério, sabia, Anderson? Tem roupa que tem nome! Que loucura, cara!

Aí tava lá. Tem acessório que tem nome. Esse acessório aqui, quando eu comprei esse brinco, no site que eu comprei, acho que ele tinha um nome lá também. Eu não vou lembrar, mas, sei lá, brinco Jéssica, brinco Taís. Tem nome.

Que nome que tu daria pra esse meu moletom aqui?

Moletom João.

Pronto! Cara, que massa, mano! Porra, foi batizado hoje então. Eu não sabia disso, cara. Moletom John, pra ficar mais chique.

Moletom John, ficou top.

Moletom John. Tá aqui, ó.

E daí o vestido, ele se chamava vestido tricô Maria Eduarda.

Nossa!

Juro por Deus, eu tenho esse print também, juro por Deus. Aí eu comprei, e, assim, eu já era há um ano afiliada, então eu já trabalhava com o digital. Então é uma questão de você encontrar as oportunidades no momento certo também. Eu me liguei pra essa oportunidade porque eu comprei o vestido, na hora me veio um estalo assim: “opa, dá pra vender aqui dentro”. Mas por que me veio esse estalo? Porque eu já trabalhava com digital, eu já entendia de vendas. Se eu não trabalhasse, eu fosse uma pessoa crua tipo minha mãe, ela não ia se ligar: “e aqui eu tô nessa plataforma, acabei de comprar um vestido, dá pra vender aqui” — ela não ia se ligar disso. Eu me liguei dessa informação porque eu já trabalhava, eu já tinha o conhecimento. Eu falei: “poxa, dá pra vender aqui dentro, eu acabei de comprar um vestido, não falei com a vendedora, não falei com ninguém, pesquisei no Google, entrei no Pinterest, finalizei a compra e agora vai chegar na minha casa”.

Duda, eu não sei se tu sabe, cara — já vamo prosseguir com a tua história —, eu queria comentar sobre isso que tu falou, porque isso é uma coisa que é muito interessante: as pessoas elas acreditam que existe apenas um tipo de sorte, mas na verdade existem mais tipos de sorte. Existem quatro tipos de sorte.

Um tipo de sorte é a sorte de tu tá andando e tu tropeça e, não sei, sei lá, num pote de ouro. Tipo, “ah, fiquei rico, do nada aconteceu isso, ganhei a Mega-Sena, do nada”. Esse é um tipo de sorte.

Um outro tipo de sorte é o tipo de sorte, por exemplo, de tu estar bem posicionado. Então, se do nada vem uma empresa americana e ela fala assim: “cara, a gente quer investir um bilhão de reais em Pinterest no Brasil, porque eu quero fazer isso”. Eles vão te procurar porque tu é uma autoridade aqui no Brasil.

Sim.

Então tu tem a sorte de acontecer isso, mas tu criou essa sorte porque tu se posicionou.

E tem uma sorte, que é essa sorte que tu usou, que é a sorte da experiência, que é a sorte de tu conseguir ver oportunidades porque tu tem um certo tipo de conhecimento de mercado. Então tu deu meio que a sorte do anúncio aparecer pra ti, mas não foi… mas essa sorte é uma sorte que ela funciona só pra ti, não vai funcionar pra mim, não vai funcionar aqui pro Miguel, nem pro pessoal ali, porque tu tava posicionada pra isso naquele momento. Então, cara, é muito interessante, porque tu cria tua sorte conforme tu vai se especializando mais, evoluindo mais. Tu vai criando mais e mais sorte, e as coisas acontecem, entendeu?

Nossa, dá um bom corte isso daí, viu.

Sem dúvida. E pra quem tá curioso, pessoal: o último tipo de sorte é a sorte do trabalho duro. Porque o fato de tu fazer um monte de coisa, uma hora tu mexe tanto o teu pote ali, tu faz tanta coisa, que uma hora tu acaba tendo algum tipo de pessoas te conectando ou, enfim, aconteceu alguma coisa. Se tu trabalhar todo dia, tu vai começar a conhecer pessoas ali, teus resultados vão começar a falar por ti, e tu vai ter mais sorte. A sorte ela favorece essas pessoas aí. Então não é só sorte de tropeçar no pote de ouro, tem todas essas aí.

E a Duda, olha só como esse tipo de sorte mudou a vida dela, porque hoje em dia é isso.

Total, total.

Tu tá até de vermelho por causa do Pinterest, tá com o batom, tudo vermelho.

Tudo vermelho. Todo mundo me conhece por causa do Pinterest.

É por causa dessa sorte, que ela tava bem posicionada no momento correto. Então é uma coisa que é muito legal, as pessoas tem que procurar aumentar a área superficial de sorte delas, não só focar em um tipo de sorte, mas focar em mais. Quanto mais sorte tu conseguir ter na tua vida, melhor. E tu consegue criar a tua própria sorte através desses três fatores: de tu tá posicionado, do trabalho duro, ou do conhecimento específico, que foi o teu caso. Entendeu? Enfim, eu quis trazer isso, cara, porque às vezes as pessoas acham que “ah, não é sorte”. Cara, mas é uma sorte que tu criou, então é mérito teu.

Sim, sim, não é uma coisa do nada, não veio do além.

Na minha vida aconteceu muito isso também, cara, demais. Por exemplo, eu tive a sorte de tu chegar até mim, me conhecer, querer tirar uma foto comigo lá no evento do Caíque.

Foi mesmo.

Mas não foi do nada. Tipo, “ah, não, pô, tu não viu, ah, quem que é aquele magrelo ali, vou tirar uma foto com ele” — não foi assim. Tu falou: “pô, aquele é o João, que fez tal coisa”.

Eu assisti sua palestra, não te conhecia. Assisti sua palestra, falei: “nossa, ele é foda”. Daí cê falou dos seus resultados, tudo. Eu falei: “meu Deus do céu!”. Eu não tinha conhecido ninguém que tinha faturado tanto igual você até então.

Sim.

Falei: “meu Deus, que cara foda”. Daí eu vi a galera indo conversar com você, aí eu falei: “eu quero ir conversar com o João também, e tirar uma foto”.

Então eu tive a sorte de tu me conhecer, e agora a gente resultou nisso. Olha como as sorte se somam, e daí uma sorte se junta com a outra, que se junta com a outra. Cara, isso é muito doido.

E eu acho que também — não sei se cê acredita, mas eu acho que é muito de energia também, frequência. Que nem, eu tava num ambiente de evento que tá todo mundo buscando conhecimento e querendo crescer.

Sim.

Se eu tivesse, sei lá, na esquina bebendo com alguém, sem dúvida eu não ia tá nesse momento aqui hoje.

É, não ia tá crescendo, acumulando trabalho duro. É, tu se botou naquele… tu permitiu isso acontecer, o fato de tu ir pra lá. Cara, isso é… até vocês aí, ó: cara, cês querem arranjar namorada, só vai na festa, mano, fica lá parado, de boa. Tem uns guri que — pessoal, já falei — de treze, quatorze anos, sei lá, só fica ali parado, mano. Vai ter uma mina pra gostar de ti.

Já fiz muito isso, funciona.

Boa, boa maneira de converter. Então, cara, voltando ali: tu fez ali o vestido, tu viu, cara, tinha que ser e tal, aí falei pra ti da sorte ali. E aí tu teve essa ideia. O que que tu fez depois? Tu resolveu, sei lá, explorar a fonte de tráfego? Ou como que foi o teu processo pra tu ganhar essa experiência aí no Pinterest nessa época?

No dia que eu comprei o vestido, que me veio esse estalo, eu falei: “ah, dá pra vender aqui dentro, eu vou começar a testar aqui dentro a plataforma, eu vou criar uma conta profissional e começar a ver como é que vai ser”. Aí eu comecei a testar o produto que eu era afiliada, que eu vendia como influencer, comecei a testar lá dentro. E junto com ele o de crochê, porque eu sempre tive uma paixão pelo de crochê, porque foi o primeiro que eu vendi.

Sim.

Comecei a testar o de crochê, esse treinamento de renda extra que eu era afiliada, e e-book de receitas fitness, de emagrecimento ali e tudo mais. Aí eu comecei a testar tudo, comecei a testar tudo de uma vez. Aí não dava certo, porque cê não pode misturar nicho, dá muito errado.

E daí eu comecei a entender a plataforma. Então, quando saiu a primeira venda dentro do Pinterest, aí eu falei: “opa, funciona”.

Isso no pago ou no orgânico?

No orgânico.

Ah, então tu só tava postando coisas ali?

É, tava postando e entendendo primeiro a plataforma. Porque antes, assim, eu tinha o Pinterest baixado igual todo mundo tem, mas era muito amadora, muito bagunçado, só pra salvar inspirações mesmo. Aí eu comecei a olhar com olhar profissional, comecei a entender a plataforma, e no orgânico, tudo orgânico. Aí começou a trazer resultado, eu falei: “opa, dá pra vender aqui mesmo, porque agora eu vendi aqui dentro”.

Aí eu fui profissionalizando o negócio, entendendo melhor a plataforma, investigando. E depois de um tempo a gente começou a fazer tráfego pago lá dentro, porque é diferente do Facebook. No Facebook, cê cria o gerenciador, ele é externo à plataforma. Dentro do Pinterest é tudo dentro, é tudo interno, então facilita. Lá dentro, quando você tá criando a sua conta, aparece assim: “você deseja veicular anúncios no Pinterest?”. Aí você clica sim ou não. Aí lá já tem o gerenciador interno à plataforma, então teoricamente fica mais fácil, porque tá tudo ali.

Aí eu comecei a testar o tráfego pago, tráfego orgânico, fui entendendo a plataforma. Enfim, eu fiquei aí acho que quase um ano focando minhas energias ali, porque daí a estratégia com influenciadoras não tava mais dando resultados, e eu comecei a focar lá dentro. Aí eu continuei a ter resultados, foi melhorando. O resultado que eu tinha ali com as influencers, que eu não tava tendo mais, eu comecei a ter dentro do Pinterest: vinte mil, trinta mil, quarenta mil.

Vamos explorar um pouco isso, cara, que eu fiquei muito curioso, porque isso é uma coisa que é muito difícil de fazer. É tipo, porra, tu tá meio que desbloqueando uma nova fonte de tráfego, sabe. Isso é uma coisa que é complicado.

Eu tenho essa consciência.

Não é tipo “ah, vou fazer aqui, vou rodar”, sei lá, TikTok. Pô, tu tem que saber tudo, tudo um negócio ali. Então, a maneira como tu aprendeu a rodar essa fonte de tráfego foi cem por cento na prática? Tu não chegou a fazer nenhum curso, nada do tipo?

Não, nunca fiz nenhum curso de Pinterest, nunca. Fui sozinha. Eu caçava uns vídeos no YouTube de gringos, tenho alguns gringos ensinando, mas, assim, eu não sabia falar inglês, então eu via legendado. E é algo um pouco raso, porque é uma pessoa que fala de tudo. Então ela cria um vídeo ali no canal do YouTube dela, ela fala de Facebook, depois ela vem e fala um de Pinterest, um de Google, um de YouTube também.

Sim.

Então é um conhecimento raso. Eu buscava pra ver se tinha algo diferente nesses canais do YouTube, mas não, não tinha muito. Então foi meio que na raça mesmo, entendendo a plataforma. Eu falei: “ah, é uma plataforma de inspirações, é uma plataforma que tem audiência, é semelhante ao Instagram em questão de audiência, tem pessoas aqui dentro. Eu vou entender como que elas se comportam dentro da plataforma pra eu poder usar isso a meu favor”. É um comportamento diferente, porque o Instagram é rede social, Pinterest não é rede social.

Qual que é a diferença?

Ele é plataforma de busca.

Ah, como se fosse o Google?

Como se fosse o Google. E o que faz vender lá dentro é SEO, você ranquear as palavras. Se você não usar SEO, não usar palavra-chave, não vai adiantar de nada.

Isso daí pro orgânico? No pago, em teoria tu conseguiria…

Ah, é ambos.

Aham. Mas por que que seria ambos, se é tráfego pago? Em teoria tu paga pra…

O pago do Pinterest ele teoricamente potencializa o orgânico também.

Ah, então por isso.

Que a gente usa SEO também, usa a palavra-chave. Pra quem não sabe, esse SEO, palavra-chave — tentar trazer num termo mais fácil — é você usar palavras que estão em alta e que tem um grande volume de pesquisa, pra você poder aparecer pras pessoas quando elas estão pesquisando por isso. Então, quando eu pesquisei lá no Google “vestido”, quem tava usando a palavra “vestido” aparecia pra mim. E essa loja do Pinterest que eu comprei tava usando a palavra “vestido”, então por isso que apareceu.

E quando a gente, no pago, usa a palavra-chave também, ele ajuda a ranquear o orgânico. Então tem muito conteúdo nosso do pago que faz venda no orgânico, porque potencializa.

O algoritmo do Pinterest ele é muito diferente do algoritmo do Instagram. É um algoritmo que eu costumo falar que é um algoritmo de toque, porque você tem que fazer a pessoa tocar na sua imagem. Porque você entra dentro do Pinterest, você tá lá pesquisando, cê vê uma foto bonita — “ah, eu vou construir minha casa, vou pesquisar aqui decoração, referência de piscina, não sei o quê”. Você não vai só pesquisar “piscina de borda infinita”, vai aparecer ali as piscinas pra você. A que você mais gostar, cê vai fazer o quê? Cê vai tocar, cê vai clicar na foto, cê vai tocar na tela e vai salvar.

O algoritmo do Instagram é o algoritmo mais movido pela atenção, porque você tem que reter a atenção das pessoas, e com isso você aumenta a visualização de stories, de vídeos, de Reels, e faz a pessoa continuar ali te assistindo. No Pinterest a pessoa não precisa ficar te assistindo, porque você não vai ficar ali postando stories da sua vida, ninguém faz isso. Então tem que ser muito rápido.

Mas existe a possibilidade de fazer? Cê quiser fazer, pode? Mas a mídia tá lá. Existe um stories do Pinterest?

Não, stories não. Dá pra postar vídeo.

Entendi. Mas stories não, não tem lá uma bolinha de stories pra ficar acompanhando.

Sim, isso aqui é um conteúdo que você posta que ele fica sempre no feed do Pinterest. Ou é uma imagem, ou é um vídeo, ou carrossel. Mas geralmente o que mais dá certo lá — pelo menos falando pra mim, que eu já testei imagens, eu já testei vídeo —, pra mim não funciona. Mas, que nem, eu tenho cliente, aluno, que dependendo do nicho, pra eles funciona vídeos. Então vai muito de teste.

Entendi, entendi. Esses resultados iniciais que tu fez no Pinterest, tipo vinte, trinta k, cara, isso pra mim é surreal, cara, porque tu desbravar uma fonte de tráfego do zero e dá certo, cara, isso é muito doido. Aí, eu nunca fiz isso. Por exemplo, eu sempre fiz curso, aprendendo com as pessoas. E, enfim, eu acho que é um caminho melhor assim, pra mim pelo menos. Eu não recomendaria muito desbravar as coisas do nada, eu não gosto muito de ser pioneiro nas coisas, que a chance de dar merda é muito alta. Só que eu sou meio…

Reinventar a roda?

Exatamente. Eu sou meio medroso talvez nesse sentido. Mas esse começo teu aí, desses resultados iniciais, foi com tráfego orgânico apenas ou com tráfego pago?

Esse ainda era orgânico.

Ainda era orgânico. Então tu começou a fazer vinte, trinta k no orgânico?

Orgânico do Pinterest.

Sim. E qual que era a tua técnica ali, o que que tu fazia exatamente?

Eu criava imagens. Porque, assim, o Pinterest é uma plataforma cem por cento estética, onde a imagem é o que chama atenção. Porque, partindo da premissa de que é uma plataforma de inspirações, você entra lá dentro pra salvar algo bonito. E não bonito assim, “ai, tem que ser uma pessoa bonita” — não, tem que ser uma imagem com boa qualidade, enquadrada, limpa, sem muita informação.

Então eu criava imagens nessa ideia, porque eu comecei a entender: quando eu entro aqui como usuária da plataforma, o que que eu faço? Eu salvo foto bonita pra depois pesquisar no mundo real. Então eu comecei a criar conteúdos assim: fotos interessantes, uma arte legal, mesmo se eu não tivesse aparecendo naquela arte, um conteúdo que realmente chamasse atenção e que gerasse um senso assim de “isso daqui tá me inspirando de alguma forma”, pra pessoa querer salvar.

Eu criava imagens, tem que colocar um título pra poder ranquear. Então nesse título daí a gente coloca ali as palavras-chaves. Então, sei lá, pro treinamento que eu vendia eu colocava “marketing digital”, “renda extra”, “vendas online”, que é os termos que as pessoas pesquisam.

Sim.

E você cria uma legenda pra essa foto, que é chamada de descrição dentro do Pinterest, que é como se fosse a legenda do Instagram, de um post. Criava uma legenda breve, objetiva, pra pessoa: viu aquela legenda ali, ela já sabe que tem um próximo passo, eu tô ensinando ela que tem uma etapa a seguir, o conteúdo não morre aqui. E colocava o link da página de vendas.

Isso daí na descrição?

Na descrição, embaixo. Na verdade, embaixo da descrição aparece assim: “adicionar link”. Aí você adiciona, aí na hora que ele fica postado fica lá no topo, o link no topo da foto, como se fosse um botão.

Entendi, isso aqui fica lá em cima.

Aí hoje, por exemplo, hoje, nesse momento que a gente tá gravando aqui, quando a pessoa ela tá navegando no feed, aparece a minha foto lá pra pessoa. Na hora que ela clica, aí, em vez da imagem expandir na tela pra ela ler a descrição, na hora que ela clica ela já vai pro meu site. É uma atualização nova.

Ah, é? Então diminui a etapa.

Sim.

A conversão deve ser maior.

É maior, que daí a pessoa já vai pra página.

Mas ainda tem descrição, o campo de descrição?

Eu coloco.

Coloco, mas a pessoa ela consegue ver isso?

Eu coloco, consegue. Porque, assim, na hora que ela tá navegando fica a foto, o quadradinho ali da foto, e já dá pra ler um pedaço da descrição.

Entendi.

Então às vezes ela vai querer ler, porque aparece assim: “ver mais”. Aí a descrição ela abre. Ou, se ela já clicar na foto, ela já vai pro site. É uma atualização que eles tiveram.

Então, basicamente eu fazia isso: eu criava conteúdo de atração pra pessoa descobrir que dava pra ganhar dinheiro online, vender pela Internet, trabalhar de casa, cuidar dos filhos. Então eu pegava no benefício que a minha audiência queria, que meu público queria, que na maioria são mulheres. Então mulher, ela quer ter tempo de qualidade, ela quer ter liberdade, ela quer cuidar dos filhos se ela for mãe, ela tem suas ambições, então ela quer comprar suas roupas. Então eu tocava muito nesses benefícios.

Até uma dica importante do Pinterest: o Pinterest ele é uma plataforma de bem-estar. Se a gente toca muito em dor, em coisa negativa, repele lá dentro. Diferente do Meta, do Facebook — que eu vejo muita gente que anuncia lá que tá escalando pra caramba no Meta, tem gente que pega muito na dor, cria um criativo bem apelativo. No Pinterest, se você criar o mesmo tipo de criativo apelativo, vai repelir, porque não é o comportamento da plataforma.

Tem até um estudo que o próprio Pinterest fez, isso saiu na convenção — todo ano eles fazem uma convenção online que a gente pode assistir. Eles fizeram um estudo na Universidade da Califórnia, se eu não me engano, e eles fizeram dois grupos de pessoas: um grupo que não acessava o Pinterest e um grupo que acessava o Pinterest pelo menos vinte minutos por dia. Esse grupo que acessava vinte minutos por dia reduziu o burnout que eles tinham, reduziu em acho que trinta, quarenta por cento. E esse que não usava aumentou, porque eles ficavam só navegando em outras plataformas.

Mas por que disso? Porque esse grupo que acessava o Pinterest entrava ali e via coisas positivas. Então a pessoa, ela tava ali naquele momento de muita coisa pesada na cabeça dela, problemas, conflitos internos, ela entrava no Pinterest pra ter um respiro, pra desligar da realidade e ver coisa positiva. Então a intenção da plataforma Pinterest é ser uma plataforma de bem-estar, que as pessoas vão entrar ali, vão ver coisas boas, positivas, e vão inspirar o seu futuro. Elas entram pra planejar o futuro.

Eu tô ali pra… “vou construir a minha casa” — sua casa é pro seu futuro, cê vai salvar uma foto pra você mostrar pro seu arquiteto. “Eu vou casar” — eu tô ali, eu vou ver um vestido de noiva, uma referência, pra eu chegar depois na loja, no estilista, e mostrar: “ó, eu quero esse vestido”. Eu tô planejando meu futuro.

Entendi.

E isso acontece com tudo. Se eu vendo um treinamento lá dentro, o treinamento, por exemplo, se for de renda extra, teoricamente eu tô ensinando a pessoa a mudar o futuro dela, a mudar a vida dela. Então eu gosto muito de bater nos benefícios, porque se eu bato muito na dor, repele.

Entendi, e acaba indo contra, cê não vai ter resultado com isso.

Duda, tu mencionou no começo aí da tua fala que é interessante a pessoa salvar a imagem. Será que o objetivo… eu não entendi por que que isso é importante, por que que tem que salvar, por que que não é mais importante a pessoa só clicar e ir pro site.

Quando você pensa assim no objetivo da plataforma: é uma plataforma de inspirações. Então, quando você entra e vê um conteúdo legal, você quer salvar pra você consultar ele depois. Porque você salva, ele fica salvo no seu feed, da sua conta, criado em pastas, fica separado por pasta. Então, sei lá, uma pasta — aí cê vai lá e dá o nome: “ah, pasta de casamento”, “pasta de casa”, “pasta de roupas”. Dá pra deixar dos dois: público ou privado. O que a maioria das pessoas fazem é deixar público, porque não sabe que dá pra deixar privado. Aí fica lá aquela bagunça, salva um monte de coisa, salva inspiração de carro.

Nossa, será que… de apartamento? Deve tá tudo público. Putz, agora tem… Não me stalkeiem aí, pessoal, senão descobre o meu segredo lá, o que eu tô vendo lá.

Então, o comportamento normal é salvar, porque se a pessoa salva significa que ela gostou daquele conteúdo e ela quer ver depois, ela salvou a ponto de não esquecer. Mas, pra venda, no meu objetivo dos meus conteúdos que eu posto ali, eu não crio ele com o objetivo da pessoa salvar, eu crio com o objetivo da pessoa clicar. Então, pensando em venda, ela não precisa salvar. Mas esse conteúdo, ele tem que… a primeira sensação que ele tem que gerar é de inspiração: “ó, esse conteúdo aqui é legal, é bonito”.

O funil do Pinterest é um funil de descoberta. Então a pessoa, ela entra dentro da plataforma, talvez ela não vai entrar pesquisando já direto — por exemplo, a minha área, que é marketing, empreendedorismo, vendas, talvez ela não vai entrar direto, logo de cara, pesquisando sobre isso. Mas eu apareço pra ela num momento semelhante, que talvez ela tá pesquisando sobre moda. E daí ela tá pesquisando sobre moda, aí ela descobre comigo que ela pode se tornar uma mulher referência no mercado dela com as minhas estratégias. Então é um funil que ela me descobre.

Eu fui lá no Pinterest em dezembro agora, de dois mil e vinte e três, na sede deles em São Paulo, e eu perguntei pra eles assim: “tem algum nicho que não pode vender aqui dentro, algum segmento que não dá certo?”. Esse lado, Duda, dá pra vender tudo. Tem apartamento que são vendidos lá dentro. E apartamento custa quanto? Mais de cem, duzentos, trezentos mil reais.

É fácil, esse é o barato hoje, o barato.

É, é assim. Apartamento é vendido lá dentro. E o que mais me chocou é eles falarem que até plano de celular é vendido lá dentro, tipo das marcas grandes que tem: Claro, Vivo, Oi, Tim. Mas ninguém entra lá pesquisando sobre plano de celular. A pessoa tá pesquisando talvez sobre casa e decoração, aí a Claro, a Vivo, a Tim, elas criam algum conteúdo pra aparecer nesse momento de descoberta. Aí a pessoa descobre: “opa, a Claro tá aqui dentro, eu tô precisando de um plano de celular”.

Mas, na prática, seria aparecer no feed mesmo da pessoa, que tá ali rolando?

Isso, no feed, tem que aparecer no feed.

Entendi. E o que que a gente usa daí?

Eu, das minhas estratégias que eu uso, eu não fico presa só no meu universo, só no meu universo de empreendedorismo, marketing, vendas, marketing digital. Eu furo a bolha, porque eu entendo que o meu público em grande maioria é feminino. Meu público busca sobre moda dentro do Pinterest, busca sobre casa, busca sobre casamento, maternidade. Então eu uso essas palavras-chaves também no meu conteúdo. Eu uso as principais do meu universo, que é marketing, vendas, empreendedorismo, mas eu acrescento uma fora da minha bolha. Então eu acrescento lá sempre uma palavra sobre foto, fotografia, porque eu sei que as mulheres que compram de mim, elas buscam inspirações de fotos dentro do Pinterest, pose de foto, elas buscam roupa, look feminino. Aí eu uso essas palavras pra poder furar a bolha e aparecer pra elas.

A maioria das pessoas, quando vem me falar, elas falam assim: “Duda, eu te descobri pelo Pinterest, porque eu tava pesquisando sobre pose de foto, sobre look feminino, e aí você apareceu pra mim”.

Aham, isso existe?

Sim.

Ah, deve ter, pessoal, as mulheres. Deve ter pose de foto, fazer tudo quanta coisa.

Quando eu vou fazer minhas fotos corporativas, assim, pra postar no meu Insta, eu crio uma pasta do Pinterest e vou pesquisando pose de foto lá dentro do Pinterest, pra poder ter de referência na hora de fazer as fotos.

A única que eu conheço é aquela que tu coloca a mão assim, né?

Aham, que é padrão, todo mundo faz.

Então eu vou aparecendo pras pessoas assim. E o Pinterest ele me serve pra duas coisas: aumentar audiência qualificada — então eu consigo muito ganhar seguidor no meu Instagram por causa do Pinterest, porque a gente consegue colocar lá um link em todos os conteúdos. Eu uso essas duas estratégias: eu mando o link pra minha página de vendas, a pessoa vai assistir minha VSL, e eu também mando o link, em outro conteúdo, pro meu Instagram, pra pessoa começar a me seguir no Instagram.

Porque o algoritmo do Pinterest, quando a pessoa ela salvou, quando ela fez alguma ação, clicou na foto, qualquer coisa que ela fizer no seu conteúdo lá dentro, ele te favorece. Diferente do algoritmo no Instagram, que entrega só pra dez por cento da sua base, até menos. O algoritmo do Pinterest te favorece. Então, uma ação que a pessoa tomou no seu conteúdo lá dentro, cê vai agora ficar perseguindo ela com todo seu conteúdo, vai ficar aparecendo muito, muito mesmo.

Então eu apareci uma vez pra ela com o link da minha página de vendas, ela clicou, mas ela não comprou ainda. Agora eu vou aparecer pra ela de novo com outro post — que a gente chama de pin, ou ideia pin —, eu vou aparecer pra ela com esse conteúdo e agora com o link do meu Instagram. Porque, se ela não comprou entrando no link do meu site, da minha página de vendas, agora ela vai pro meu Instagram, e ela vai ver que no meu Instagram eu falo a mesma coisa, eu falo sobre vendas pelo Pinterest, vai lá nos meus stories, eu produzo stories e tudo mais. E em algum momento ela vai comprar.

Entendi.

Então eu uso, pra minha estratégia, esses dois funis. Às vezes eu uso também, que eu tenho um canal no YouTube, então às vezes eu mando o pessoal — que eu quero elevar o nível de consciência da pessoa com conteúdo mais denso — eu mando ela pro meu canal do YouTube, porque lá eu produzo conteúdo da mesma coisa. E daí lá ela vai assistir um vídeo longo meu, de quinze minutos, vinte minutos, vai ser aquecida, vai ver “ó, eu preciso disso daqui”, aí na descrição tem um link pra ela comprar.

Entendi.

Então o Pinterest em si ele é um gerador de tráfego. É uma plataforma assim absurda, com tráfego qualificado, público classe A. Eles tem um dado que o público de lá em média ganha mais de cinco mil reais por mês.

Nossa!

É um público classe A, um por cento do Brasil.

Do Brasil.

É um público classe A.

E as pessoas que estão dentro só estão procurando pra ver casa, essas porcaria, tudo que é caro. E só aparece coisa ninja lá, né? Te falar. Mas, cara, super decorado.

Daí tem que ser isso aí mesmo. E quem não quer esse público? Ou é o pobre pra sonhar também.

Pode ser também. E tipo, até quem vende coisa barata, o público é maravilhoso, porque não tem tanta objeção pra comprar.

Sim, sem dúvida.

E, partindo da premissa de que é uma plataforma de busca, busca é o que cê tá buscando algo, cê não tá ali pra passar o seu tempo. As pessoas entram poucos momentos do dia no Pinterest, não fica ali muitas horas, ela já entra com algo pontual. Não é um público tão frio assim, sabe. A gente vende pra público frio no tráfego, no Meta a gente faz também, tá em todos os canais. Dentro do Pinterest é um público mais quente, mas meio de funil ali, um público mais consciente. Sabe, porque eu vou aparecer pra ele, ele vai ver. E quando você aparece pra alguém dentro do Pinterest, essa pessoa ela já tem a consciência de que, se você tá ali dentro aparecendo pra ela, você é bom, porque gera reconhecimento de marca. Então tudo isso é um universo que favorece, sabe, dentro do Pinterest.

E, por exemplo, se você vai usar o Pinterest pra vender ou pra levar audiência pro seu Instagram — eu sempre gosto de dar esse exemplo porque eu acho que deixa mais claro, porque eu sei que é algo novo pra todo mundo: tô criando um conteúdo sobre laranja dentro do Pinterest. Laranja é doce, é agradável, é legal. Aí você manda essa audiência pra sua página de venda, só que na sua página de venda cê fala sobre limão, que é azedo e é ruim. Vai desconectar total.

Sem dúvida.

Aí cê não vai entender por que que tá gerando clique e não tá vendendo. É porque tá totalmente desconectada sua informação, a mensagem.

O mesmo serve quando você manda a audiência do Pinterest pro seu Instagram. Se no Pinterest tá falando sobre laranja e no Instagram está falando sobre limão, a pessoa vai ficar no meio do caminho, ela não vai te seguir no Instagram. Então eu só mando pro meu Instagram porque eu sei que lá eu tô falando o mesmo tipo de conteúdo e vai conectar, a pessoa ela vai querer continuar consumindo aquilo.

O que mais acontece: quando eu tô palestrando — hoje eu viajo o Brasil palestrando aí esse conteúdo de vendas pelo Pinterest —, aí eu tô lá palestrando, aí depois vem o pessoal que já me conhece falar comigo e fala assim: “Duda, eu te conheci pelo Pinterest, eu não te conhecia pelo Instagram, eu te conheci por lá, comecei a te seguir no Pinterest, no Insta. Te conheci no Pinterest, vi dois conteúdo seu, foi o suficiente pra eu comprar, não demorou muito, porque eu senti confiança”. Porque a plataforma já traz esse senso de que quem tá aqui é porque tem algo de valor, porque vai te inspirar, vai produzir o seu futuro e tudo mais.

Sim.

Então hoje é oitenta-vinte do nosso negócio. Foi aonde eu foquei minhas energias assim, pra ficar boa nisso, pra depois eu trazer isso a público, sabe, vender o meu conhecimento sobre.

Cara, muito obrigado por essa quase uma palestra aqui. Revelou todos os segredos aqui do Pinterest. Eu anotei várias coisas aqui, eu não sei nem por onde começar. Mas, cara, que interessante. Então, pra ver se eu entendi — eu vou tentar ver se eu entendi, se eu tiver errado, tá bom, daí, enfim, daí a partir disso a gente vai desenvolver.

Então, o Pinterest ele é como se fosse um Google, correto? Uma plataforma de descoberta.

Isso.

A maneira pelo qual as pessoas te descobrem lá é através de palavras-chaves que elas vão pesquisar. Vai aparecer ali conteúdo pra ela, que tu falou que pode ser imagem, vídeo ou carrossel.

Isso.

Tem esses três formatos de tu passar o conteúdo nessa plataforma. Esse conteúdo em si — esse não anuncia, mas é o conteúdo ali — ele pode ser chamado de pin ou então ideia pin. Isso, tem diferença entre os dois?

Antes tinha. Quando eu gravei o podcast da Kiwify tinha diferença, é que eu até falei lá: o pin antes era uma imagem que tinha toda a estrutura, tinha título, descrição e cê podia colocar link; o ideia pin não dava pra pôr link e não dava pra pôr descrição. Eles atualizaram e agora os dois ficaram iguais. Mas agora tem uma outra atualização: os dois viraram uma coisa só. Então tem muita conta que tá escrito lá “pin ideia”, ou só “pin”, ou só “ideia”. Então tá vindo uma atualização aí. Na minha ainda tá dividida pelos dois. Mas, assim, tem diferença hoje? Não. É a mesma coisa. É um conteúdo, como se fosse lá, cê vai postar dentro no feed do Instagram: cê vai postar uma foto, ou um vídeo, ou um carrossel, cê vai colocar um título, uma descrição e um link. Não tem diferença hoje os dois, antes tinha. Então eu falo ainda desses dois nomes porque tem conta, igual a minha, que ainda tá separado pelos dois. Mas, mesmo se tiver separado pelos dois, é uma coisa só, não tem diferença assim.

Entendi, maravilha. E aí, o que acontece então é que, quando tu produz esse teu pin — que daí, engraçado esse nome, cara, “pin”, nunca imaginei que ia ter um negócio chamado assim —, ou esse ideia pin, aí esse, enfim, esse criativo barra conteúdo, ele vai pegar daí e chamar atenção da pessoa, porque é um conteúdo de descoberta. E aí tu vai jogar isso daí pra uma página de vendas, ou então pro teu Instagram, ou eventualmente pro teu canal do YouTube. Enfim, tu falou que é importante ter a congruência entre o anúncio, o conteúdo e a tua página. Isso daí, bom, o pessoal acho que o pessoal deve saber isso aí. E daí tu disse que, basicamente, esse é o funil. Público muito bom, público que tu falou que é público A.

Público A, é.

E, cara, acho que eu entendi mais ou menos o negócio. Pelo que tu me falou — não sei se tá correto isso, mas —, a ordem de importância dos fatores que eu fiz aqui na minha cabeça eu acho que é a seguinte. A primeira deve ser as palavras-chaves.

Sim.

Porque tem que aparecer. Se não aparecer, é impossível da pessoa clicar.

Não adianta ter uma foto bonita se não ranquear ela, não adianta.

Exatamente. Então, sem dúvida alguma, primeira coisa é aparecer. Segunda variável de sucesso, aí eu acredito que é a foto, porque eu acho que vai ser a primeira coisa que a pessoa vai ver, então tem que ter uma foto também muito boa. E a terceira variável de sucesso, pelo que eu entendi, seria o preview da descrição, porque vai ter alguma chamada ali que — pode ser que, enfim, se tiver várias fotos similares, a tua chamada foi uma chamada muito mais curiosa, isso a princípio a pessoa vai ir naquela chamada ali específica. Isso tá correto ou não?

Cê é um bom aluno, João.

Ah, é?

Viu, cê aprendeu muito bem.

É que eu tô notando.

É isso mesmo. O primeiro de tudo… porque às vezes as pessoas pensam: “ah, acho que o primeiro que tem que ser bom é a imagem”.

Sim.

E não. O primeiro tem que ser o título, pra você usar a palavra-chave. Porque pensa assim: se a imagem é muito boa, mas você não tá usando palavra que as pessoas estão pesquisando, já era, não vai ter alcance. Porque o Pinterest, se ele não é rede social, você não precisa ter seguidor. Eu tenho acho que só treze mil seguidores lá; no meu Insta eu tenho quase cento e setenta mil. Não é rede social, as pessoas não tem o hábito de seguir você, porque não vai ter stories pra acompanhar, não vai ter rotina. O que que importa lá? Número de impressões, que é as pessoas estarem te buscando, pesquisando sobre as palavras. Então o principal é a palavra, é o primeiro ponto.

Por onde que você encontra isso dentro do Pinterest? Internamente tem uma plataforma — uma plataforma não, um menu — tá escrito assim: Pinterest Trends, “tendências” em inglês. Pinterest Trends. Clicando lá, ele te manda por uma página dentro do Pinterest. Tudo isso é lá dentro, gratuito: Pinterest Trends. Cê vai lá, ele é um buscador de palavra-chave, como se fosse aquele Ubersuggest, sei lá como é que fala, do Neil Patel. É como se fosse aquilo lá, é dentro do Pinterest. Então é um buscador de palavra-chave pra você saber se aquela palavra tem volume de pesquisa.

Então cê entra lá e pesquisa sobre “marketing”, vai ter um volume de pesquisa, e você filtra pelo período de um ano, seis meses, tal dia, e você vê quando que tá oscilando o volume de pesquisa. A palavra “marketing”, “empreendedorismo”: quando começa janeiro — eu fiz a pesquisa recentemente —, quando começa janeiro tem um volume de pesquisa muito alto. Porque aí a gente vai entender: começo do ano, vida nova, promessa, a pessoa quer mudar de vida, então ela tá pesquisando coisas novas. Então é uma ótima época pra você usar a palavra “marketing”. Final do ano, a palavra “marketing” tende a cair, porque tá todo mundo buscando sobre Natal e ano novo, querendo festar e curtir a vida, ninguém tá querendo estudar. Chega começo do ano, o volume de pesquisa aumenta.

Igual o Natal: Natal é muito sazonal, ano inteiro fica baixo o volume de pesquisa, começa na segunda quinzena de novembro começa a subir o gráfico, e depois vai subindo, porque aonde vai acontecer o Natal. Então é bom você entender a sazonalidade da plataforma também, porque agora tá chegando a Páscoa, na época da Páscoa agora vai ter um volume maior. “Duda, mas eu não vendo ovo de Páscoa.” Mas cê pode usar essa época pra tentar vender o seu produto. Usar o Dia das Mães pra tentar vender o seu produto — o Dia das Mães é uma ótima época porque, partindo da premissa de que a pessoa ela trabalha fora (isso pro nicho de marketing digital), a pessoa não tem tempo, ela vai querer ter tempo com a mãe dela, vai querer dar uma vida melhor pra mãe dela, e é o Dia das Mães. Que foi o que eu fiz com a minha mãe.

Então, o pilar principal é usar a palavra-chave. O segundo é sua foto ser muito boa, com uma qualidade boa. O formato dela tem que ser mil por mil e quinhentos, porque é um enquadramento diferente do enquadramento do Instagram. Isso já é uma técnica de ranqueamento também: se ela não fica enquadrada no formato que a plataforma recomenda, a entrega diminui, porque diminui a experiência do usuário quando ele abre a tela do Pinterest.

E o terceiro pilar é a descrição não ser textão longo. No pin, no Insta, às vezes eu escrevo textão longo nas minhas legendas, porque eu tô ali refletindo, sei lá, fui num evento, tive uma baita sacada e eu quero trazer uma reflexão ali. As pessoas leem, as pessoas comentam, porque é legal. No Pinterest, se eu for fazer a mesma coisa, as pessoas não vão ler esse textão, mesmo que seja de reflexão, porque não é o comportamento ficar muito tempo na plataforma. A pessoa não tá buscando saber o que que você pensa da sua vida, um textão longo, especificação, coisa muito de informação — deixa pra sua página, deixa pra próxima etapa.

Na sua descrição, ela tem que ser breve e objetiva. A maioria das descrições que eu crio são descrições — que é chamado de legenda também — de três linhas, e eu gero uma curiosidade pra pessoa ver que tem um passo a mais. Eu não mostro tudo ali, porque, se eu mostro tudo ali, o que que vai gerar um desejo dela querer clicar? Então eu gero uma curiosidade nela, rápida, pra me destacar dentro das outras legendas das outras pessoas, e ela querer clicar e ir pra próxima etapa, que é a página, que é o Instagram. Às vezes você pode usar, se é o seu funil, usar o WhatsApp pra vender, funciona.

Eu fiz uma palestra no começo do ano passado, no evento de empresários da área da moda — área da moda é maravilhoso pro Pinterest. E um deles lá, eles tavam usando já o Pinterest…

Nossa, Duda, que chique que tu é, cara!

Eu tô chique, eu tô.

Nossa, que legal!

Pra galera do marketing.

Porque, assim, literalmente, cara, arrasa, quebra tudo.

Tô quebrando tudo, tô me achando. A meta é explorar pra fora do Brasil agora.

Nossa, que legal, cara! Parabéns.

Obrigada. E daí, nesse evento de moda que eu palestrei lá, o pessoal falou assim… tinha um casal lá que eles tem uma marca de roupas fitness, legging, top de academia, eles estavam usando Pinterest já, de forma amadora. Então eles produziam conteúdo e eles não mandavam pro site, mandavam pro WhatsApp, pras vendedoras fazer ali a conversão no um a um. Na hora da palestra eles abriram assim o Pinterest, foram olhar: foram sete mil pessoas do Pinterest pro WhatsApp.

Nossa!

Vinte e sete mil pessoas. Se você converte dez por cento disso, é setecentas vendas ali, de bobeira.

Coloca aí, se é cem reais o produto, dá setenta mil.

É.

Muito top!

E fazendo de forma amadora. Aí, ali na hora, eu fui abrindo estratégias pra eles e tudo mais. Então, assim, dá pra usar pra várias coisas. Eu já encontrei gente em evento — inclusive foi no evento da Kiwify… não, mentira, foi no evento do Ítalo. O mesmo rapaz, na verdade ele tava no evento da Kiwify, depois eu encontrei ele no evento do Ítalo, que eu fui lá palestra. Ele tem um blog de astrologia.

Astrologia? É que eu sempre confundo astrologia com astronomia.

Astrologia. E ele falou que ele produz o conteúdo no Pinterest sobre signos, acredito.

É.

E manda a galera pra esse blog dele, e no final ele vende ali um e-book.

Astrologia! Quem que vai tá pesquisando sobre isso? É que é algo mais nichado, teoricamente. Minha mãe buscaria isso, minha mãe gosta de signo.

E ele faz isso pra vender já há muitos anos, ele usa, manda pra blog. Daí no blog ele aprofunda o conteúdo e no final fica lá o link pra pessoa comprar.

Então vai depender muito da estratégia que a pessoa vai utilizar. Mas o Pinterest, resumindo, ele é um ótimo gerador de público qualificado. É público qualificado, não é pessoa aleatória que tá ali com foto de anime, com foto preta e branca, que não tem nada, sabe. É pessoa qualificada, é pessoa que tá entrando, tá buscando, tem interesse. E até um dado da plataforma: as pessoas que acessam o Pinterest — a mesma pessoa que acessa o Pinterest, que acessa o Instagram — elas compram duas vezes mais dentro do Pinterest. Poder aquisitivo maior, elas se interessam mais, ela tá no momento de compra, e ela compra duas vezes mais lá do que em outras plataformas que ela compraria.

Entendi. Cara, mais uma chuva e uma surra de conhecimento, pessoal, viram? Aproveitem esse conteúdo, hein. Eu tenho algumas perguntas aqui, cara: um, dois, três — vai precisar de outra folha — quatro. Ô Anderson, me dá uma folha aí, ô. Já me dá duas aí.

Que não, a Duda, pelo visto, o pau pegou aqui.

Qual foi a maior quantidade de folha que cê escreveu?

Cara, eu comecei a fazer isso na semana passada, pra ser sincero, mas eu escrevi meia folha até. Dos próximos… é, não, eu acho que vai.

Cara, assim, ó, pra ver se eu entendi. Aliás, eu tô tentando fazer um paralelo do Pinterest com o Google.

Aham.

E a minha pergunta é o seguinte: se eu postar alguma coisa lá, vai entregar mesmo se for pouca coisa, como acontece por exemplo com um Reels? Porque no Reels do Instagram, se tu posta, ele entrega, independente, se é pra pouquíssimas pessoas, sabe. Tem Reels que viraliza, que dá muito bom, mas tem Reels que não acontece nada. Por que que eu tô perguntando isso? Porque no Google, quando tu pesquisa alguma coisa, cara, quem ganha é o que tá em primeiro lugar, e sempre vai tá aquele cara ali, independente do conteúdo que tu postou, porque ele meio que ranqueia e coloca lá em primeiro lugar, em primeiro, e deu. E até diz que quem tá na segunda página do Google é uma pessoa esquecida, ninguém vai na segunda página. Eu tô pensando que o Pinterest é como se fosse um Google juntado com o Reels, porque ele sempre entrega. Tá correto isso?

Ele entrega. Até, se o pessoal de casa fizer o teste de postar, criar uma conta nova e postar, vai ter entrega, não vai demorar muito. Esse conteúdo, ele vai entregar. Sim, claro que, se você usa a palavra-chave que tem volume de pesquisa, aumenta a entrega.

E é legal até falar: é um conteúdo que não morre. Ele não tem… no Instagram, por exemplo, se eu posto uma foto no feed — eu acabei de postar uma foto aqui, antes de chegar no podcast —, ela vai ter umas vinte e quatro horas ali que vai ter um volume alto de curtida e comentário, depois vai cair essa entrega. No Pinterest eu tenho conteúdo de um ano atrás que tá gerando venda até hoje.

Nossa!

Porque é um conteúdo que não morre, a gente chama de conteúdo de cauda longa. Ele não morre, ele tá sempre ali, tá se alimentando, porque é através de pesquisa. E sim, na hora que você já publica, ele começa já a ter entrega. Às vezes o que que acontece: se for uma conta nova, ela pode demorar um período ali de umas quarenta e oito horas pra começar a entregar, porque é nova, mas depois ela já começa a entregar. Então é como se fosse, sim, a gente pode associar um Reels com YouTube.

Entendi, com Google.

Entendi. Isso aqui, porque tem as pesquisas que as pessoas fazem, que vai trazer audiência, e tem a entrega também, que já é muito boa organicamente falando. Pinterest ele já, disparado, é melhor que o Instagram, o orgânico dele. Aí, entrando no tráfego pago, mil vezes melhor que o Meta também, as métricas.

É, então eu quero entrar nisso daqui a pouco, porque tudo que a gente falou agora foi meio que orgânico. Eu quero entrar no pago daqui a pouco. Mas antes disso, tô com uma dúvida, que eu não sei se tu vai conseguir me responder, mas eu vou te perguntar de qualquer maneira, tu me diz aí.

É uma coisa aqui que existe, que é uma maneira muito simples de tu ganhar dinheiro no Google: é tu, por exemplo, ser afiliado de algum produto e tu fazer remarketing da palavra-chave daquele produto específico. Porque geralmente tem alguém gerando tráfego pago, uma porcentagem desse tráfego não converte lá, e ele vai pro Google e ele geralmente digita, sei lá, por exemplo: “Vturb funciona?”, porque ele tem dúvida disso daí. Aí, no Google, cara, isso é muito fácil de tu ganhar dinheiro: tu cria um anúncio ali na rede de pesquisa — que é, pelo que eu tô vendo, muito similar ao Pinterest — e aí tu fala ali, cara, ou tu manda pra página de venda, ou tu fala “ah, funciona assim”, coloca um artigo ali, enfim, faz alguma coisa. Mas só aproveita esse nível de consciência maior, porque aquela pessoa tá só um passinho ali pra ela converter.

Tu sabe se no Pinterest tem isso também, as pessoas pesquisam sobre palavras-chaves específicas de produto, de maneira que daria pra fazer um remarketing ali? Ou tu não sabes?

Ó, o que eu tenho de informação é que, assim, no Pinterest o pessoal não costuma pesquisar por marcas. Então isso é ótimo, porque quem é pequeno consegue se destacar também.

Sem dúvida.

E o Pinterest ele fez uma recente parceria com o Google, porque acontece muito disso: de a pessoa ver o conteúdo dentro do Pinterest e vai pro Google pesquisar sobre o produto, se ele funciona, pra querer saber mais, e acaba comprando pelo Google. Mas o interesse dele começou dentro do Pinterest. Acontece muito. Eu tenho cliente de e-commerce que ele falou assim: “Duda, a gente tá fazendo campanha aqui dentro do Pinterest, tá vendendo bem, mas também aumentou as nossas vendas das campanhas do Google, de fundo de funil, porque a pessoa tá chegando já lá pesquisando sobre a marca que ela viu dentro do Pinterest, a nossa marca”. Sei lá, uma marca lá de roupa, marca Pinner: viu ali, se interessou, mas ainda não comprou, aí foi pro Google pesquisar “marca Pinner”, aí comprou.

Então, o que acontece é isso. Mas talvez daria pra fazer, porque, se a pessoa ela vê um conteúdo dentro do Pinterest, ela se interessa e ela vai pro Google pesquisar, dá pra fazer um anúncio dentro do Google, esse remarketing, pra vender ali no Google, igual cê tá falando: “ah, tal coisa funciona”.

Ah, sem dúvida, sem dúvida, dá pra fazer. Mas a minha dúvida era se tinha orgânico, sabe, porque no Google é muito comum isso daí. E até tem afiliados que fazem o SEO lá, que tu falou, que eles são especialistas nisso. Eles tem vários sites poderosos, sites que tem muita moral, digamos, com o Google, tem vários backlinks ali, que, cara, o artigo que ele fizer ali vai ranquear. Cê acha que…

Tipo assim, a sua pergunta é se a pessoa fizer isso, sei lá, “Vturb funciona” dentro do Pinterest, se venderia? Se tem demanda pra isso atualmente ou se não tem? Eu acho que é difícil o pessoal pesquisar sobre isso, sabe, tipo essa dúvida de “funciona, não funciona”. Eu acho que é difícil, acho que a pessoa já vai… eu acho que é mais pra Google. Eu acho que acontece o outro caminho, da pessoa descobrir dentro do Pinterest, o tráfego começou lá dentro, daí ela vai pro Google finalizar.

Sim, faz sentido isso daí.

Mas o caminho inverso, ou fazer esse tipo de pesquisa, “ai, funciona ou não funciona”, eu acho que não, ainda não.

Cara, entendi. E pelo que eu tô entendendo, tudo que a gente falou agora foi tráfego orgânico, todas essas estratégias. Só que, quando faz o tráfego pago, a princípio tu vai meio que forçar pra tu aparecer, porque tu está pagando. Então talvez tu consiga burlar um pouco esse… bom, a escolha da palavra-chave não, porque tu vai ter que escolher lá no tráfego orgânico também.

Também.

Aliás, no tráfego pago, desculpa. Na verdade, antes de ir pro pago, deixa eu fazer uma última pergunta sobre o tráfego orgânico aqui, e as variáveis pra gente ranquear. Tu falou que a escolha da palavra-chave é muito importante, tu falou que a foto tem que ser bonita também. Só que, assim, eu não vejo isso como uma coisa muito complicada de fazer, parece que é simples assim, teoricamente não é difícil. Será que não tem algum, sei lá, algum segredo que faz com que alguns conteúdos arranquem muito mais do que outros? Porque eu acho — eu não sei, tu me diz —, eu acho que não deve ser tipo… ah, vários conteúdos, vamos dizer que tem dez conteúdos de moda, os dez estão com mais ou menos a mesma visualização. Provavelmente deve ter um oitenta-vinte ali, uns vinte por cento que viraliza muito mais do que os outros. Será que tem alguma diferença desses vinte por cento, que alguma coisa mais da palavra-chave ou da foto? Não sei se tu já chegou a perceber isso ou estudar isso.

Que diferença, falando até da minha conta, que acontece também: tipo, tem conteúdo que a gente faz que a gente acha que vai dar muito bom e não dá, e o outro vai dar. O que que a gente percebe de comportamento em relação à imagem? Geralmente é o mesmo padrão. Então não é a imagem, é a palavra-chave que a gente tá usando que, pra aquele momento, ajudou a ranquear. Então, sei lá, a gente tem pin aqui que atingiu quase um milhão de impressões.

É muito!

Em um único pin, não é na conta global, em um único pin. E tem pin que atingiu sessenta mil impressões. Aí a gente vai comparar, vai analisar o que que aconteceu: foi uma palavra diferente que a gente usou. É isso que a gente consegue ter de parâmetro assim pra analisar.

No título.

No título. Porque daí fica aparecendo pras pessoas, aparecendo, e sempre… aí começa a aparecer em volume, aí vira aquela loucura de tá sempre perseguindo a pessoa.

Que interessante, cara! É uma mídia realmente muito curiosa.

É muito SEO. Se você errar no SEO, dificilmente cê vai conseguir atingir um público grande. Só que, assim, não precisa atingir um público grande pra vender, porque, se já é um público qualificado, cê não precisa aparecer pra muitas pessoas pra vender.

Eu tenho aluna, só pra você ter ideia, que teoricamente é algo que a gente fica até assustado, porque ela é terapeuta e ela cria conteúdo dentro do Pinterest de terapia, ali da área dela. Ela entende muito o que que o público dela tá pesquisando. Ninguém entra no Pinterest pra pesquisar terapia, mas ela entende o benefício que ela vai trazer na vida da pessoa com a terapia, então ela cria conteúdo sobre isso. Ela manda essa audiência pro Instagram dela, aí lá no Instagram a pessoa chama ela no direct e fala assim: “oi, fulana, eu te conheci pelo Pinterest e eu quero marcar uma sessão online”. Aí ela vende as terapias dela.

Ou seja, cê já tá vendendo serviço, nem infoproduto, nem nada, nem produto físico. Serviço.

Mas porque ela soube encaixar o conteúdo dela no momento de descoberta dessas pessoas e usar as palavras-chaves corretas. E a conta dela, quando ela me mandou isso, acho que não tinha nem mil impressões, tava pequena a conta. Mas porque foi qualificado, foi o suficiente pra atingir as pessoas interessadas.

Sim.

Então você não precisa viralizar lá dentro pra vender. É claro que um conteúdo vai ter mais resultado que o outro. Teve um dia que a gente chegou… hoje eu acho que eu tô com quatro milhões de impressões na minha conta, que já é muito, no Instagram eu não chego a ter isso. Eu já cheguei até, em um único mês, cinquenta milhões de impressões. Foi um mês que a gente bateu muito assim nos conteúdos, que viralizaram. Mas cê não precisa viralizar.

Cinquenta milhões de impressões é demais! É muito.

É muito.

Muito! É surreal, é um quarto do Brasil.

É surreal. E cê não precisa viralizar lá dentro pra vender. Mas claro que vai ter um conteúdo ou outro que vai ter mais desempenho, mas tá associado mais à palavra-chave.

Sim, grande parte.

Oitenta-vinte a palavra-chave.

Sim. Cara, isso é muito interessante. No Google tem muito de “o vencedor leva tudo”, porque quem tá na primeira posição tá na primeira posição, e acabou.

É, não tem choro, é entender sobre SEO.

E no Google é isso, o Google é muito isso, é SEO total, na rede pesquisa, praticamente isso. E o Reels do Instagram daí é um pouco diferente, é muito do conteúdo, do ângulo que tu usa pra puxar, pra ter mais retenção. E daí o Pinterest é meio que uma fusão dos dois, olha que interessante. Ainda é palavra-chave, porque a pessoa ainda pesquisa, só que ainda tem os diferenciais do próprio conteúdo, que faz o negócio estourar ou não.

E é total. O oitenta-vinte de lá é o SEO, é palavra-chave, porque a primeira ação que a pessoa vai fazer é entrar na lupa de pesquisa, digitar uma palavra, com aquilo dali ela vai dar o enter e vai carregar os resultados pra ela. Quem tiver usando a palavra que ela tá usando ali, ou algo semelhante, que vai ajudar a aparecer pra ela, ganha atenção.

Saquei. É oitenta-vinte. E assim, ó, eu entendo que pra tráfego pago provavelmente vai ser a mesma coisa, porque a gente precisa selecionar a palavra correta pra aparecer ali. Mas a diferença de eu pagar então é que simplesmente eu vou pra primeira posição, ou o quê?

Quando a gente paga, sim, teoricamente cê vai pra primeira posição, te ajuda, te potencializa. Talvez no seu orgânico cê tá fazendo ali, mas cê não tá tão bem, ou você quer potencializar isso daí, aí cê usa o pago pra ele unir. Até o próprio pessoal do Pinterest, eles falam: uma coisa não vai anular a outra. O pago ele não vai anular o orgânico, e o orgânico ele não vai anular o pago. Eu faço os dois na minha conta, os dois, eu não paro de fazer o orgânico.

Sim.

Porque o pago do Pinterest ele vem pra ajudar o orgânico. Então a gente faz anúncio ali pra alguns pins, a gente carrega ali na campanha, mas acaba potencializando as vendas de muitos orgânicos que antes talvez não tava vendendo tanto, aí começa a vender mais. Isso daí a gente entende que é: ó, o pago tá ajudando a trazer a audiência e o orgânico tá vendendo mais. Então um potencializa o outro.

Seria similar ao botão impulsionar lá do Instagram, dos Reels, que tu aperta ali? Ele meio que — beleza, o Reels ele já entrega, mas tu apertar o impulsionar, ele só vai fazer mais o que ele já tá fazendo e vai entregar ainda mais. Seria uma coisa mais ou menos assim?

É, só que daí mais qualificado. Lá, quando a gente vai subir uma campanha, tem até aquela opção de você já selecionar, em vez de você carregar um pin, carregar ali os criativos — dá pra fazer isso —, e tem a opção também de você já fazer a campanha ali, fazer o anúncio já com algum pin postado. Talvez cê quer pegar algum pin orgânico que já deu muito certo e colocar ele no pago pra deslanchar ainda mais. Aí cê tem essa opção de fazer também. Só que daí é mais qualificado, porque lá cê vai segmentar. Eu sei que no Facebook dá pra segmentar, só que a segmentação lá ela é mais inteligente, sabe, porque literalmente a plataforma é sobre isso. Então é a especialidade da plataforma, é segmentar por pesquisa, por busca. Então vai ser mais qualificado.

Lá tem até uma configuração nova, só que daí é internamente, não tá liberado pra todas as contas, que é público persona. Na minha conta tem isso — eu tenho uma parceria com Pinterest hoje, desde dezembro, desde novembro na verdade —, e na minha conta a gente tem isso hoje, que eles liberam internamente. Eu não consigo liberar na minha conta, eles que liberam. Que você carrega uma lista de palavras que o seu público está buscando. Eu, entendendo meu público, sei lá, a minha audiência pode estar buscando por fotografia, pose de foto, branding, arquétipo — enfim, eu carrego uma lista de palavras lá, e o algoritmo, com esse público persona, ele vai encontrar essas pessoas. Então acaba segmentando bastante, nichando o público, mas fica mais assertivo, aí melhora nossas conversões.

Sim, é muito bom, muito bom. Cara, muito curioso. E as métricas lá?

São bem menores. CPM é dois reais, três reais — depende muito do nicho, mas geralmente é isso. No Meta, pra mesma campanha, porque a gente anuncia lá também, a gente paga quase trinta reais de CPM. Tá tudo alto no Meta. Não tô julgando a plataforma, porque eu uso também, mas, assim, comparando métrica, no Pinterest ele dá muito mais lucro pra nós, muito, disparado.

Teve um dia que a gente fez uma campanha de teste, a gente deve ter gastado cinco mil reais nela, eu acho, de teste assim no Pinterest, em alguns dias, e ela retornou quarenta e cinco mil e uns quebrados.

Nossa!

No Facebook, se a gente gastasse cinco mil, o máximo que ia voltar era dez.

Sim. Nossa, que loucura!

Ô Duda, bom, vamo entrar no tráfego pago agora, porque eu quero explorar mais essa vertente aí. Então, uma coisa que eu fiquei em dúvida é que, beleza, eu entendi ali, cara: tem a palavra-chave, tem a foto, que tu falou que é importante, e finalmente a descrição. São as três variáveis ali do teu criativo, que seria o pin ou ideia pin. E aí, beleza, tu falou que tem que ter uma foto com um bom enquadramento e tem que ser uma foto de boa qualidade, certo?

Sim.

A minha dúvida é o seguinte: se tá todo mundo fazendo a mesma coisa, por que que fazer isso é uma coisa que me deixa me diferenciar? Porque, em teoria, sei lá, é ter muita coisa bonita lá, sabe. Ou tu acha que, sei lá, que eu tô pensando errado? Como que tu vê essa situação assim?

Cê fala pra vender? O que que gera a venda nesse caso?

Porque, assim, é… vou fazendo. Eu sei que é diferente, obviamente, é por isso que a gente tá estudando. Mas, cara, quando a gente vai fazendo algum anúncio, alguma outra mídia, aí geralmente — geralmente não, a gente sempre tem que pegar atenção, primeira coisa: “fala, Carol, dá atenção aqui” e tal. E aí tem infinitas maneiras de fazer isso, mas uma boa maneira de fazer tu se diferenciar, porque se tu se diferenciar, tu vai ser diferente, daí por si só tu já pega atenção. E aí no Pinterest eu fiquei na dúvida, porque, se são fotos bonitas, todo mundo fazendo fotos bonitas, por que que a pessoa iria clicar no teu e não clicar em outro, sabe?

É legal essa pergunta, porque a resposta pra ela seria o seguinte: tá todo mundo fazendo foto bonita, realmente, é o intuito da plataforma, o comportamento. Só que tá todo mundo fazendo foto bonita, mas não com intuito de vender. Não tem descrição, ou, se tem, só é pra descrever ali a foto. Não tem um link pra vender, não tem nada.

Sim, a foto morre em si.

Aí, quando eu venho com meu conteúdo de venda, ele tem uma estrutura, tem uma descrição que gera curiosidade, tem um próximo passo. Eu realmente eu quero vender pra pessoa. Então, na maioria dos casos, o que acontece é: tá todo mundo produzindo foto bonita, mas as pessoas não sabem que dá pra vender lá dentro. Então eu me destaco porque a minha foto ela vai chamar atenção pela headline. Eu sempre crio headlines. Às vezes eu faço imagens sem headlines pra poder gerar mais alcance pra conta — não é com intuito de vender. As que eu crio com headline é com intuito de vender. Então às vezes eu coloco ali uma headline: “descubra como aumentar o lucro da sua empresa esse ano”, “seja número um do seu mercado”, “seja uma mulher de faturamento alto”. Enfim, vou criando headlines assim.

E o que me destaca de uma outra pessoa do marketing que tá produzindo conteúdo lá dentro: essa outra pessoa geralmente ela não tá criando uma estrutura de vendas, ela só cria uma foto bonita. Aí ela vai ter números altos de impressões, mas ninguém vai comprar, porque, quando a pessoa clica na foto, não vai pra canto nenhum, só fica ali na foto.

Entendi.

E é isso que consegue me destacar entre as outras pessoas. Porque lá não tem concorrência, literalmente não tem — eles mesmo falam isso, não sou eu falando. Não tem, porque poucas pessoas tem essa consciência de que dá pra usar o Pinterest pra vender. Aí essa é a minha missão, de levar esse conhecimento pras pessoas, é isso que eu faço.

Teoricamente é como se fosse o Facebook de sei lá quantos anos atrás, quando poucas pessoas sabiam que dava pra vender.

Sim, é tipo isso, poucas pessoas sabem que o Pinterest dá pra vender. Quem tá usando hoje o Pinterest pra vender já é e-commerce, loja, já tem esse conhecimento de que dá pra usar pra vender. Então muitas lojas já estão lá dentro: sei lá, Zara, Gucci, Renner, Dior, aquela do vestido da Maria Eduarda também, estão lá dentro. Aí cria um conteúdo, bota o link do e-commerce e vincula com a Shopify, e vende.

Entendi. Então a imagem é como se fosse apenas o mínimo pra tu conseguir aparecer. É o mínimo. O que vai fazer a diferença vai ser a maneira como tu vai pegar o gancho ali da pessoa que a imagem trouxe e converter no final.

Isso. E por que que eu consigo vender e as outras pessoas que estão lá produzindo fotos bonitas não? Porque eu tenho uma estrutura de vendas, elas não. Eu tenho uma próxima etapa que o meu lead ele vai seguir; essas pessoas elas não mandam as pessoas pra uma próxima etapa, tá criando uma conta ali só bonita, só um mural de fotos. Eu não: o meu é um mural de fotos legais, que vai inspirar, mas que a pessoa ela vai ver “opa, tem algo a mais”, eu vou te vender.

E não precisa ser uma venda também tão velada. Claro que cê não vai ser um vendedor chato lá dentro, mas cê não precisa apelar tanto, igual eu falei, igual no Facebook. No Facebook cê precisa apelar porque lá tem muita concorrência: ou você apela lá, chama atenção, ou cê não vende. No Pinterest cê não precisa apelar tanto pra vender, porque lá as pessoas já estão sabendo que “eu tô aqui pesquisando algo”.

Aí, por que que acontece que muita gente salva? Porque a pessoa entrou, pesquisou sobre uma decoração de casa, encontrou um monte de inspiração lá de decoração de quarto, de cozinha, de não sei o quê, legal. Aí, quando ela clica na foto, a foto expandiu na tela dela, ela vai salvar. Não vai pra um link talvez de um e-commerce que vai vender um sofá, aquela decoração, ou uma arquiteta que vai ter o contato dela ali pra você conversar com ela, ela montar seu projeto. Não tem isso. Se tivesse, com toda certeza essas pessoas estariam vendendo.

Entendi.

Então hoje poucas pessoas tem. Tem muitos nichos que nem tem pessoas lá posicionadas ainda.

Nossa!

Muitos médicos, sei lá, finanças — não tem uma pessoa grande de finanças lá dentro, talvez de nutrição, não tem pessoas grandes lá dentro. Então é um caminho, é um oceano literalmente azul pras pessoas desbravarem, uma nova fonte de tráfego que eu tô trazendo pra essas pessoas, que eu só descobri no dia que eu comprei o vestido, com a sorte criada com a experiência, o conhecimento, e que eu tô trazendo pras pessoas. É difícil porque teoricamente eu tô sendo pioneira nisso. Até hoje eu não encontrei alguém que bate da mesma forma que eu falo sobre Pinterest, sabe. Eu vivo isso cem por cento, é o que eu faço no meu negócio. Eu só falo de Pinterest — claro que eu uso Instagram, uso Facebook, uso YouTube, uso tudo, mas o meu oitenta-vinte é o Pinterest, todo mundo me conhece por isso.

Então é uma nova até profissão, porque, por exemplo, não tem gestor de tráfego de Pinterest, não tem social media de Pinterest. Tem os meus, que eu treinei eles.

Cara, já estou… gestor de tráfego de Pinterest, meu Deus do céu! É uma coisa que eu nunca vi.

Tem os meus. A minha social media, quando ela começou comigo ela era minha aluna, e eu convidei ela pra ser… ela não era social media também. Eu falei: “mas eu preciso que cê faça isso, isso e isso”. Aí eu fui treinando ela, e eu treinei ela a postar no Pinterest também, a produzir conteúdo pra mim lá dentro. Meu gestor de tráfego ele não tinha também — os dois que eu tenho, eles não tinham também rodado no Pinterest ainda. Aí eu falei: “ó, vamo rodar no Pinterest, tal, tal, tal, e assim, assim, assim”. E eles estão treinados pra isso, hoje eles sabem fazer. A expertise deles antes era apenas Facebook, que é o que todo gestor de tráfego faz, aí agora eles vem com a expertise de Pinterest também. Então é algo novo pra todas as áreas.

Sem dúvida.

Até pra você produzir uma copy lá dentro é novo, é diferente. Porque às vezes, pra você produzir uma copy pro Facebook, cê tem que apelar muito na dor.

É, eu iria fazer uma loucura lá.

Já ia dar errado.

Destruir tudo lá.

É, ser banido da plataforma. Por exemplo, se é da área de estética — que também é uma área muito boa dentro do Pinterest —, a pessoa vai lá e produz um conteúdo bem atrativo de estética, mas ela não precisa apelar com aquelas fotos de espinha na cara, aquela coisa feia, que vai repelir. Sei lá, às vezes aqueles criativos que a gente vê bem diferentões no Facebook, da pessoa tá passando banana na cara e fica com a cara limpinha depois, bem disruptivo. Não precisa apelar pra isso pra vender no Pinterest, vai repelir. Cê pode criar um conteúdo agradável, estético, bonito, uma mulher bonita. É só você digitar “estética”, cê vai ver um monte de conteúdo bonito, cê vai se inspirar naquilo. Então a sua base de referência é o que aparece na primeira tela pra você.

É o que tá funcionando.

É o que tá funcionando.

Ô Duda, sobre o tráfego pago, existe uma sofisticação alta em termos de estrutura assim? Aliás, deixa eu perguntar de uma maneira melhor. No Facebook a gente tem vários objetivos de campanha: eu posso criar uma campanha pra cliques no site, uma campanha pra WhatsApp, é uma campanha com objetivo de algum pixel específico, como por exemplo, sei lá, eu quero que tenha compras, quero que tenha iniciativa de checkout, enfim. No Pinterest a gente tem esse nível de sofisticação também? A gente pode, sei lá, colocar um pixel do Pinterest, alguma coisa?

Antes várias plataformas não tinham pixel do Pinterest, só uma que tinha, e agora tem em outras plataformas que eu pedi. Eu fui pioneira até do pixel do Pinterest nas plataformas. Ah, tem lá na… tem por causa de mim, eu pedi pra minha gerente de contas.

Ah, interessante!

Aí em outra também tem porque eu pedi, e tem pixel do Pinterest, tem todos esses detalhes.

Ah, no Vturb não tem ainda. Tem o personalizado — pessoal, quem quiser botar lá, vai lá no pixels lá, personalizado, tem lá, tu pode colocar o que tu quiser, mas não tem ali específico ainda do Pinterest.

Vai ter, vai ter.

Vai ter que colocar, né, pessoal, vai ter que colocar. Chamei ela aqui, agora, se não colocar, tô ferrado.

Mas lá tem tudo. Lá tem campanha de reconhecimento de marca — eu não uso muito essa campanha de reconhecimento de marca, mas tem, às vezes serve mais pra quem tem e-commerce e tudo mais. Tem campanha de consideração, que é uma campanha de tráfego, apenas pra gerar clique. A gente usa ela porque, teoricamente, o objetivo dela não é vender, é gerar tráfego, mas sai vendas dela pra nós.

Sim.

A gente usa ela. Tem a campanha de conversão, propriamente pra vender ali, que é a principal que a gente usa. Tem campanha de visualização de vídeos. Então tem todos esses detalhes, é bem completo.

O Pinterest Ads ele é algo novo, se eu não me engano ele existe apenas há dois anos, é novo. A plataforma Pinterest é antiga, já tem uns dez anos por aí, mas demoraram pra implementar. Então tem muita coisa nova que eles estão colocando também. Mas é uma plataforma que, por ser nova, poucas pessoas sabem que dá pra anunciar, então as métricas são baixas. É um baita canal pra você aproveitar no momento.

Sim, é uma atenção barata.

É uma atenção barata.

Entendi.

Não tem porquê não começar. E custa caro estar de fora, porque, assim, eu até costumo falar: “ai, Duda, eu não vou começar no Pinterest porque é algo novo que eu tenho que aprender, tem o tempo de aprendizado, vai dar trabalho”. Não é pra dar trabalho, é pra somar. Se você tem uma plataforma que você vai usar que vai te trazer mais resultados, e você sabendo disso e você não usa, cê tá pagando caro em estar de fora. Não tem o porquê não usar.

Não tem, não tem.

Ô Duda, sobre essa questão tráfego pago: sem dúvida alguma, se uma pessoa for começar, eu acho que o orgânico faz muito mais sentido, a pessoa pode ter o resultado ali e tal. Porém, tem muitos infoprodutores assim que já são pessoas mais medianas, o cara já tem eventualmente um VSL como tu tem, uma oferta tipo tu. Ou então, vamo dar um exemplo bem clássico: imagina que tu vai dar uma consultoria pro Joãozinho, JP, que tinha aquele — foi ele lá que te converteu, lembra? Aham, beleza, quarenta minutos, é esse daí, quarenta minutos ali. E imagina que ele fala assim: “Duda, vi o podcast aqui do Vturb”. Ou então o Miguelzinho ali, ó, que tá ali sentado, pode ser ele também. E aí eles tem a VSL ali, ou o Miguel, ou o Joãozinho, tanto faz. E daí eles falaram: “cara, quero rodar no Pinterest aqui e tal”.

Aí, pelo que eu entendi, a gente ia ter uma imagem similar às imagens que já estão na primeira página, a gente ia colocar as palavras-chaves referentes ao produto, no caso, sei lá, “marketing digital”, “ganhar dinheiro”, ia colocar coisas assim. Isso daí no título, correto?

No título.

Na descrição a gente ia ter uma copy — pelo que eu entendi até agora, se eu tiver errado me corrige — que vai mostrar que tem um próximo passo, então com CTA ali e algum elemento de curiosidade pra fazer a pessoa seguir no funil e clicar. E a gente vai botar uma campanha de conversão ali, acabou. É, a princípio, o que eu entendi. A princípio é isso, se tem alguma coisa que não é isso… Imagina que tu quer fazer o Joãozinho gerar um resultado bom ali, sei lá, faturar, não sei, mil reais por dia ou mais do que isso, não sei o que que tu acha. Não é isso?

É. Não tem… claro que, assim, eu não vou falar que é fácil pra quem tá iniciando, quem tá começando. Até pra você, que fosse começar na plataforma hoje, cê vai olhar, cê vai ver: “ó, é um negócio novo”, mas cê pega rápido. Cê já aprendeu tudo aqui, pega.

Já aprendeu o inicial pra começar.

Já tô bravo, hein, pessoal!

Isso daqui é o suficiente pra você já começar a vender, é isso. Depois, o que que você vai ficar analisando? Depois, cê já tá rodando lá, o que que cê vai ficar vendo? Clique de saída. No Facebook a gente olha muito CTR.

Lá, pra você ter ideia, tipo, o CTR que é bom lá, um por cento já é ótimo. Um CTR que no Facebook às vezes as pessoas buscam três por cento, por aí; no Pinterest, na minha época, era quinze, cara, quinze por cento era um anúncio top na minha época.

Caramba!

É. E os meus mais bravos tinha vinte por cento.

Nossa!

Lá no Pinterest, um CTR de um por cento cê já tá ótimo, cê já tá vendendo muito bem. Então é muito diferente.

Mas por que que é tão baixo o CTR?

Porque a plataforma não tem tanta gente anunciando, as métricas são diferentes em relação ao anúncio. Basicamente é isso pra você conseguir vender.

Aí depois, o que que cê vai ficar analisando? Se a foto tá tendo clique de saída, está convertendo. Clique de saída significa: a pessoa ela viu o seu anúncio, seja ele orgânico ou pago, ela clicou e saiu pro destino que você deixou. Então clique de saída é bom, porque às vezes a pessoa fica: “ah, clique de saída, a pessoa tá saindo”. Mas ela tá saindo e entrando no link que você deixou, pro funil que você deixou.

No fim é o que cê quer que ela faça, né, pessoal.

É o que cê quer que ela faça. Então, às vezes, tipo assim: se tá tendo muita impressão mas não tá tendo clique de saída, a sua descrição tá ruim. Porque, se tá tendo impressão, tá tendo palavra-chave, tá alcançando pessoas, a imagem tá boa, mas se não tá gerando clique de saída, é porque a descrição não foi boa o suficiente pra gerar uma curiosidade nela de “opa, vai pro próximo passo agora”. Então melhora a descrição.

Impressão tá baixa? Palavra-chave não tá ranqueada. “Ah, Duda, mas eu pesquisei a palavra-chave e eu tô usando.” Começa a usar outras, porque às vezes essa daí não foi o suficiente pra você ranquear.

Tá tendo clique de saída e não tá vendendo? Se você tá usando página de vendas, o problema tá na sua página daí. Porque, se tá tendo impressão, tá tendo clique e não tá convertendo, o problema tá na última etapa do funil ali, que a pessoa tá indo pra página e não tá vendendo.

Mas, basicamente, pra uma pessoa já começar hoje, começar a vender, e se ela for usar tráfego pago — aí, uma pessoa que já pode usar isso, uma pessoa intermediária —, uma pessoa intermediária vai criar uma conta business, não vai usar a conta pessoal que tem hoje, porque a conta pessoal tá com o algoritmo bagunçado, o feed tá desorganizado. Cria uma nova, não tem problema. Vai criar uma conta nova, vai produzir ali os pins com título usando a palavra-chave, descrição gerando a curiosidade sem ser textão, colocando um link de destino, e vai começar a anunciar.

O tempo de otimização é importante falar isso, João: do tráfego pago do Pinterest não é igual do Facebook. Facebook já é algo que existe há mil anos, então o tráfego pago de lá ele já tá mais calejado.

Mais inteligente ali.

Mais inteligente. O tráfego pago do Pinterest ele é recente — não significa que não seja bom, mas tem suas diferenças. Então, ele existe aí há dois anos. Pra você otimizar uma campanha, tipo, pro seu pixel ficar inteligente e começar a atingir o público que você quer, ele começar a ter inteligência e performar, leva quatorze dias.

Nossa!

É, quatorze dias. Então cê vai subir uma campanha, talvez em quatorze dias cê vai só ficar analisando métrica. “Duda, ah, então quer dizer que não vai ficar vendendo esses dias?” Pode sair vendas, mas é um tempo de otimização. Quatorze dias ainda não é o tempo pra você já chegar escalando, colocando um valor alto de tráfego. Mas também cê não vai chegar colocando… antes eu falava até isso, antes eu falava “ah, começa com cinco reais”. Mas pensa: cinco reais, que é o mínimo, cê fica cinco reais por quatorze dias, você vai ter gastado aí uns cinquenta, mais quatro vezes cinco, vinte, setenta. Setenta reais.

Tô brabo aí em matemática, hein! Fiz cinco anos de engenharia mecânica, pessoal, pra poder fazer isso aqui ao vivo. Ao vivo não, gravado, mas enfim.

Então cê vai ter gastado só setenta reais.

Cês sabem quanto é que é cinco vezes quatorze? Acabei de falar. Os bicho aí, ó, os guri tão fraco. A base tá fraca agora, cês tão com fome.

A gente tá com fome já, a gente tá muitas horas aqui já. Depois eu vou levar as criança pra comer.

É setenta, mano.

É setenta.

Não, pô, não: cinquenta mais vinte. Mas tá de boa, mano, porque tu vai ser empreendedor, não precisa fazer conta, tu não vai ser pessoa de matemática. O Vini sabe, cê vai ter um financeiro pra cuidar.

É, exatamente.

Enfim, mas aí tu recomenda cinco reais ali?

Não, antes eu falava pras pessoas darem cinco reais. Mas pensa: cinco reais durante quatorze dias, cê vai ter gastado só setenta reais. Mas isso falando pra quem já é intermediário, que pode investir mais: coloca mais, coloca uns trinta reais por dia mais ou menos pra essa fase de teste, pra você comprar dados e ver como que a campanha tá performando. No mínimo isso. E depois cê vai ter inteligência de começar daí a escalar, ver se o criativo teve um CTR legal, se teve clique, se chegou gente na sua página, se elas estão indo pra próxima etapa, pra daí, sim, agora você tomar decisões de “ó, vou mudar criativo, vou usar palavra-chave diferente” e tudo mais.

Mas não se assustem se você sobe uma campanha hoje e ela talvez nem gaste o orçamento. É porque o algoritmo ele tá pegando inteligência. É a própria educação que o próprio Pinterest, a plataforma, fala: é quatorze dias. Pode ser que daqui um ano esteja em cinco dias ou até menos tempo do que isso, só que hoje é quatorze dias.

Cara, é sobre isso. E no mercado dos seus clientes aí, do mercado tradicional, cara, eu nem sabia que tu tinha clientes assim, eu achei que era muito focado pro mercado digital.

Não, tenho, tem galera em todas as áreas.

Muito interessante, muito legal, parabéns. Mas pra pessoas aí como tu, infoprodutores, tu conhece alguém que tá escalando absurdamente em termos de tráfego pago? Por exemplo, investindo aí, sei lá, mil, dois mil, três mil reais por dia?

Sim, sim. Tem gente que tá investindo mil, três mil por dia. Vamo colocar aí no mês pra facilitar a conta: a pessoa coloca ali cem mil reais no mês, volta quatrocentos mil. Depende do nicho também, pra não ficar aqui eu parecendo aquela, igual no início que eu falei, a pessoa vem e promete coisa milagrosa. Mas depende muito do nicho. Mas tem gente que eu conheço tá rodando lá dentro, coloca cem mil por mês e volta quatrocentos mil.

Que interessante isso! No Facebook, comparando, olhando aqui, falando sobre as minhas métricas, se eu colocar cem mil por mês no Facebook, volta o dobro. É isso, se tiver bom.

Se tiver bom.

Se tiver bom já é bem… isso é bem avançado já, bem fora da bolha. As pessoas que tem isso já são realmente nível alto, até eu diria. E por que que acontece isso? Por causa da concorrência, muita gente disputando atenção, todo mundo tentando vender.

É. E no Pinterest geralmente é isso que retorna: cê coloca ali cem mil, volta quatro vezes mais, geralmente. Não quero parecer aqui promessa.

Tem algum tipo de técnica de escala assim que se usa pra fazer isso, ou é só botar mais grana ali? Porque no Facebook, por exemplo, tem várias técnicas: a gente pode criar um conjunto de anúncios, aliás, uma campanha com vários conjuntos, e cada conjunto tem uma tática de entrega, que é, sei lá, o CBO — aliás, o ABO, que é o ad set budget optimization —, enfim, daí tem meio que esses rolos aí. Eu não entendo muito essas porra aí porque eu não sou cara de tráfego. Mas quem fica mexendo isso hoje pra mim é os meus gestores de tráfego, aí eles tem o jeito deles hoje de mexer. Mas tem tudo isso?

O que que eles fazem: eles não chegam aumentando o orçamento tipo, sei lá, “tá hoje com mil reais, eu já vou aumentar pra dois mil”. Vai aumentando aos poucos, porque o Pinterest, por ser um algoritmo do Ads ali novo, um pixel novo, uma inteligência nova, se você vem e aumenta muito bruscamente o seu orçamento diário, pode acontecer dele não gastar. E se você pausa e demora muitos dias pra retornar sua campanha — sei lá, pausei minha campanha hoje, ela tá aqui parada por quatro ou cinco dias —, perde toda a otimização, volta pra estaca zero, aí cê tem que ter todo aquele período de quatorze dias de novo.

Então o ideal é: cê quer diminuir o orçamento, diminui, mas deixa rodando ali num valor que cê consegue manter, que tá te dando lucro ali e tudo mais. E dá pra fazer tudo isso, dá pra duplicar a campanha. Eu acho que eles duplicam as campanhas, eles fazem todas essas estratégias, só que eles não vem e aumentam bruscamente, porque já tentaram fazer, a gente já tentou fazer. E na nossa experiência de tentar, sei lá, aumentar — tá mil reais por dia, tenta colocar três mil —, às vezes não gasta os três mil no dia, gasta só mil e quinhentos, mil e duzentos, não gasta os três mil conosco também.

Eu acho que logo, logo isso vai mudar, daí eu acho que consegue vir escalando com mais. Mas dá pra escalar o valor que você quiser, não tem limite.

Não tem limite?

Tem cases lá que vendem um milhão por mês no Pinterest com tráfego.

Nossa!

Tem case — isso eu fiquei sabendo da própria plataforma, daí eu não posso abrir a empresa que é e tudo mais —, mas tem case lá que vende um milhão por mês com tráfego, até mais: seiscentos mil, setecentos mil. Então, assim, não tem limite. É uma plataforma muito boa, público qualificado, métrica barata. É você entender a plataforma, realmente entrar nela, começar a desbravar a plataforma, começar a testar muita coisa pra vender. É como se fosse o Facebook também: pra você escalar, cê tem que testar muita coisa também, com cautela, pra você ir comprando dados, pra saber qual caminho seguir. Mas dá pra fazer tudo isso.

Saquei, tudo isso.

Hoje o que que eu faço: eu deixo essa parte operacional de números com os meus gestores de tráfego, eu fico na parte de produzir o conteúdo, porque se não tiver um conteúdo bom não vai vender. Então minha parte hoje é pensar em estratégia do conteúdo, tanto do orgânico quanto do pago, e pra qual funil. Se for do orgânico, a gente vai mandar pro meu Instagram, vai mandar pra página de vendas, vai mandar pro canal do YouTube. E eu fico analisando ali o resultado que está trazendo no mês. Essa parte operacional de subir as campanhas eu não faço mais, aí eles que fazem pra mim.

Mas tudo isso dá pra fazer, tudo, tudo, tudo. Dá pra carregar a lista de e-mail lá, de como se fosse um lookalike, dá pra criar interesses semelhantes, dá pra fazer uma outra coisa lá que é… ah, dá pra você segmentar também por cidades, regiões metropolitanas. Tudo, basicamente tudo que tem no Facebook cê consegue fazer lá dentro.

Existe bloqueios, que nem tem no Facebook, da tua conta cair?

Tem, mas é mais tranquilo. Na minha conta eu só levei bloqueio… as vezes que eu levei foi por erro de pagamento: colocou o cartão ali e daí ele deu alguma falha, deu suspeita de antifraude, alguma coisa assim, sabe, ou não tava com saldo, se foi cartão pré-pago.

Sim.

Quando bloqueou as minhas contas foram isso. O que eu já vi de pessoas, de alunos meus, quando bloqueou: ou a pessoa tentou fazer na contramão do que eu ensino e criou um criativo muito agressivo — aí, teoricamente, se é uma plataforma de bem-estar, o Pinterest quer que se pregue positividade, coisas boas, aí a pessoa vem e posta lá, sei lá, uma mulher com uma barriga e uma faca, não sei, enfim, bem apelativo, sabe, vai repelir. Então eles vão bloquear.

Sim, entendi.

Mas se você seguir o comportamento da plataforma, não tem porque dar bloqueio. Se der bloqueio é porque alguma falha no método de pagamento, seria isso.

Se não for isso, não infringir as políticas da plataforma é o suficiente. Tem bloqueio? Tem, mas não acontece.

Eu até tenho cliente aí que vende produto dezoito mais e tudo mais, só que não precisa apelar pra vender. Não tem problema vender produto dezoito mais desde que não infrinja as políticas da plataforma.

O problema não é o produto, é a mensagem.

É a mensagem. E até, por exemplo, produtos da área de emagrecimento, que é… na política do Pinterest tá lá: não pode divulgar emagrecimento, perda de peso e tudo mais. Só que é na forma agressiva da palavra, porque perda de peso, teoricamente, a pessoa quer postar um antes e depois, vai ficar aquela coisa de comparação e gera um sentimento ruim no usuário. Agora, se você vem e prega saúde, qualidade de vida…

É totalmente diferente de Facebook. No Facebook jamais cê vai conseguir vender pregando saúde e qualidade de vida. É isso daí, só se fosse no Facebook de mil anos atrás. Complica, né, pessoal, a galera que roda nutra aí. Só sabe que não é bem assim.

É o caminho oposto. Então, se você vende nutra aí, o seu caminho é pregar saúde, qualidade de vida e bem-estar, é o que vai vender no Pinterest.

Vocês vão se converter agora do lado bom da força. Então não façam isso, pessoal.

Amo o Pinterest, pra se converter.

Ô Duda, cara, eu tenho uma pergunta pra ti. Eu tô me sentindo capaz de anunciar — não sei se eu sou, mas tô me sentindo, pelo menos. Existe alguma coisa que eu deveria ter perguntado sobre essa parte do tráfego pago, assumindo que meu objetivo é gastar aí, sei lá, um milhão por mês no Pinterest, sabe, investir o máximo possível, desbloquear um novo canal mesmo aí pras pessoas? Existe alguma coisa que eu deveria ter perguntado que eu não perguntei, alguma coisa que tu acha “pô, isso aqui é importante, mas o João não perguntou”?

Peguei ela, pessoal!

Me pegou, me pegou. Mas eu acho, talvez, de público, sabe, entender mais a fundo o público que compraria de você. Por exemplo, o público do Vturb. Acho que seria apenas isso: entender, se fosse pra anunciar pro Vturb, o que que faria uma pessoa…

Hein, tá aí uma coisa que eu nunca pensei, mano: anunciar o Vturb no Pinterest!

E dá. Porque, por exemplo, se um plano de celular vende lá dentro, por que não o Vturb, que é tecnologia?

É, sem dúvida alguma. Tem alguém… até tu, né, tu é minha cliente, tá lá.

Sim, eu tô lá, eu tô lá.

Seu cliente tá lá, exatamente.

É, tu é minha cliente, tu tá lá.

É. Eu acho que é entender mais assim: como que eu vou adaptar o meu conteúdo se é um conteúdo que as pessoas não estão pesquisando? Então, Vturb, ninguém vai lá pesquisar sobre Vturb ou sobre hospedagem de vídeo.

Isso é fato.

Então, acho que só faltou isso, de como que eu vou adaptar o meu conteúdo.

E aí, como que você adapta? Eu mesmo já fazendo a pergunta e a resposta.

É, mas é isso que eu quero mesmo: como que você adapta o conteúdo?

Você vai entender o seu público. Eu sou o seu público: eu uso o Vturb, eu sou empresária, então eu busco conteúdo de empreendedorismo no Pinterest. Cê vai entender o que que essa pessoa ela busca no dia a dia. Ela não vai pesquisar sobre tecnologia, eu não entro pra pesquisar sobre isso, eu entro pra pesquisar coisas pra minha vida pessoal. E eu gostaria de conhecer o Vturb dentro do Pinterest nesses momentos, conteúdos semelhantes, pesquisas semelhantes: então, sobre empreendedorismo, sobre marketing, sobre vendas, sobre futuro. Aí o Vturb ele pode vir nessa aba do futuro, pra falar que você vai escalar suas vendas, vai melhorar suas métricas e vai melhorar o seu futuro. E não conteúdo muito corporativo.

Sim, tentar trazer personalidade.

Não precisa tá o seu rosto lá, mas no sentido assim de criar um conteúdo — sei lá, se a pessoa tá buscando o futuro, colocar uma imagem lá de uma viagem, alguma coisa, e uma headline onde vai conectar com a pessoa. Ela vai descobrir que é uma marca corporativa só depois que ela entrar no site, que ela for ver. Eu acho que trazer essa humanização, sabe, essa realidade pra vida da pessoa. Porque, se tiver só lá uma foto assim do Vturb, tá ok, cê vai gerar reconhecimento de marca, mas não vai gerar essa conexão suficiente pra pessoa falar: “por que que eu deveria clicar nisso daqui? Que que isso vai me ajudar?”.

Vai ser um anúncio pra um nível de consciência incorreto, sem dúvida.

Porque a gente daí fura a bolha e a gente traz realidade pra vida da pessoa. É igual o plano de celular: não vai chegar lá e colocando uma foto da Claro, da Vivo, da Oi. Aparece um conteúdo lá, talvez um vídeo, porque daí nesse caso funciona: uma mulher tá lá organizando a casa, colocando a poltrona aqui, ajustando ali os móveis e tudo mais, aí ela senta, pega o celular, aí aparece ali ela entrando no aplicativo da Claro. Entendeu? Traz ali a Claro, a Vivo, a Oi no momento do vídeo.

Então pode ser isso também: talvez ali criar um vídeo de uma pessoa no dia a dia dela — isso é um exemplo —, ela senta ali, tá pesquisando algo, tá mexendo no computador, que é onde a maioria da galera do Vturb, óbvio, tá ali mexendo no computador, entra na plataforma do Vturb, aí começa a ver ali as vendas aumentando. Aí já aparece depois uma outra cena dela no futuro, com a família dela, vivendo melhor, tendo mais liberdade, porque ela usou uma plataforma que ajudou ela a ter isso.

Concordo. É isso, sim, show de bola.

Então o pessoal usa. Eu vim bem, hein, te converter pro cê usar o Pinterest.

Sim, estou convertido, uai. Teoricamente é essa pegada. Achei muito interessante essa pegada, trazer realidade pra pessoa e futuro.

Sim, ela vê como que ela vai trazer aplicabilidade disso no futuro.

Cara, que interessante isso! Isso é muito doido.

Isso falando de vídeo, mas daí pra fotos poderia colocar uma foto de tipo uma aspiração do seu público: o que que ele quer? Quer poder viajar, quer ter uma vida melhor. Trazer imagens sobre isso e uma headline sobre esses benefícios.

Não, eu consigo imaginar. Eu sou relativamente bom, cara, em fazer anúncio, sabe. Eu acho que eu conseguiria fazer um estrago ali.

Vai mesmo, tem certeza.

Eu te fiz a pergunta, né: o que que eu não perguntei que eu deveria saber? Aí tu me deu a ideia dos públicos ali e tal, falou do Vturb. Então, beleza, show de bola, entendi.

E daí, assim, voltando lá pro começo: lembra que a gente falou, tu disse “ah, eu era afiliada, fazia influência”, daí tu saiu de lá pra fazer o Pinterest, e aí tu me contou tudo que tu faz, cara, a operação — tava ficando aqui uma hora e meia, sei lá, falando isso aí. Isso aí te levou até um faturamento que, pelo que eu entendi, foi constante, porque tu começou a investir mais e mais nessa plataforma. E teve uma hora que tu resolveu ensinar a fazer isso, né?

Sim, sim.

Por que que tu… aliás, como que foi essa transição de tipo “ah, eu tô fazendo um negócio, agora eu vou querer ensinar”? Por que que não quis só ficar fazendo aquilo? Por que que tu resolveu fazer isso? Como foi a tua mentalidade nesse sentido?

Essa parte foi legal, porque eu tava vendendo pelo Pinterest na minha operação, com a minha galera ali, meus colaboradores. Quando eu quis levar isso pra fora, a público, tornar isso em conhecimento, foi um dia que eu soltei no meu Instagram de forma aleatória. Eu tava caminhando assim no Parque do Ingá, que tem lá em Maringá.

Parque do quê?

Parque do Ingá.

Ingá?

Aham.

Ai, que chique!

É um redondo assim, com várias árvores, tem um lago, aí todo mundo caminha em volta.

Sim.

Aí eu tava lá caminhando, aí eu gravando story assim: “gente, não sei o quê”, falando sobre vendas. Eu falei assim: “cês sabiam que dá pra vender pelo Pinterest?”. Soltei. Mas choveu meu direct, e o pessoal fala: “mas como assim vender pelo Pinterest? Eu uso lá pra ver inspirações”. Isso aqui eu falei: “opa, tem uma demanda aqui”. Então eu falei: se tem uma demanda aqui, agora chegou o momento de eu vender meu conhecimento, depois de já ter realmente ralado, ter aprendido, ter tido o resultado.

Aí, o que que eu fiz? Eu nunca tinha sido infoprodutora, até então eu era afiliada vendendo ali na Internet, comecei com as parcerias com influenciadores ali, depois eu fui pro Pinterest. O que que eu fiz pra otimizar o processo e ser rápido, aproveitar essa demanda e ver como que ia ser essa primeira experiência como infoprodutora? Eu criei um e-book, aí eu chamei esse e-book de “O Segredo do Pinterest”, e eu ensinei as pessoas a venderem pelo Pinterest. Criei ali um passo a passo, coloquei imagens, tudo, mandei diagramar. Foi meu primeiro infoproduto, fiquei toda feliz. Eu acho que eu criei esse e-book em dois dias, escrevendo ali pra caramba. Coloquei no ar, acho que eu vendi ele a oitenta e nove e noventa — oitenta e nove ou oitenta e sete. Teve muitas vendas no orgânico ali no Insta, a audiência comprou, começaram a aplicar e começaram a ter resultados, aí começaram a me mandar depoimento.

Aí eu falei: “poxa, tô vendendo muito bem isso daqui”. Eu deixei ele no ar uns três meses — eu lancei ele em janeiro, ele ficou até finalzinho de março, início de abril, eu divulgando ele ali no meu Instagram, falando sobre ele. Nesse período de três meses eu devo ter vendido uns oitenta e cinco, noventa mil reais dele, no orgânico, e só ali no Insta, não divulguei ele no Pinterest em si, só no Insta. Deve ter vendido, vamo arredondar aí, quase cem mil reais.

Eu falei: “ah, com um e-book de oitenta e nove e noventa eu fiz isso, e teoricamente um e-book é um conteúdo assim muito rápido, não é tão aprofundado, não dá pra aprofundar”. Aí eu comecei a ter o interesse de ter um treinamento mesmo, em aulas. Daí eu falei: “eu vou comprar uma câmera, vou gravar”. Aí eu comprei uma câmera bem baratinha, porque eu tinha aquele medo assim: “ah, tá, eu vou investir muito em audiovisual e será que a galera vai comprar a ideia? Será que eles vão me dar atenção?”. Porque eu tava acostumada a ficar no meu, fazendo o meu, e não dar as caras agora e ser infoprodutora, ter essa responsabilidade.

Aí eu comprei uma câmera bem baratinha, uma DJI Osmo Pocket, que ela é compridinha assim, câmera de vlog.

Nossa, que nem a câmera profissional!

Que chique tu saber isso!

Aí eu comprei essa câmera, ela tá na minha bolsa, só que tá lá no hotel.

Ah, é?

Eu fico andando com ela pra fazer vlog agora.

Meu Deus, pessoal, tá muito influencer aqui!

E daí eu comprei essa câmera, comprei um teleprompter, comprei essas espumas acústicas, coloquei no fundo assim, colei na parede, fiz um cenário lá e comecei a gravar. Aí eu escriptei o curso, porque eu não conseguia gravar assim falando e olhando pra câmera, eu tinha que gravar lendo o script. Eu escriptei durante acho que cinco dias, eu escrevi o que eu ia falar em cada aula, vírgula por vírgula. Gravei esse treinamento sozinha, em cinco dias, seis aulas.

Sozinha?

Sozinha, seis aulas.

Sozinha, seis aulas? Caramba, cara!

Sozinha. Deu até um dia que eu soltei isso daí, deu polêmica, uma mulher jogou hate em mim.

Nossa!

Mas daí veio melhor: eu gravei sozinha, eu editei sozinha.

Caramba!

Porque daí eu não queria investir em audiovisual, porque eu queria ver primeiro como é que ia ser a primeira versão. Então eu gravei sozinha, então eu ligava a câmera, sentava, falava a primeira aula, ia lá, desligava — não é nem desligar o termo, sei lá.

Ah, é tirar o play lá, o Anderson sabe.

Aí eu colocava de novo, gravava, e assim ia fazendo. Eu gravava à noite, porque onde eu morava tinha um galo, então durante o dia ele ficava cantando. Aí eu tentava gravar…

Os bastidores aqui da maior autoridade de Pinterest do Brasil!

Eu tentava gravar, porque tinha um galo, pessoal, o galo fazia barulho. E era o galo do vizinho, tipo, na cidade, a pessoa tinha um galo. Aí eu apelidei de Galopim.

Galopim!

Aí eu tentava gravar de manhã, eu tava lá falando as aulas, aí o galo começava a cantar no fundo, eu me estressava, falando “não, não dá”. Daí eu deixava pra gravar à noite. Eu gravei em cinco dias, seis aulas, aí eu editei, fiz um mini lançamento ali, eu sozinha — não tinha time, não tinha nada ainda, eu sozinha. Aí eu falei: “gente, ó, agora eu vou lançar um treinamento mais completo, com aulas, cês já gostaram do e-book, agora vocês podem entrar pro treinamento”. Lancei, acho que um dia eu fiz vinte e oito mil ali, vendendo sozinha no Insta.

Sim.

Aí começou daí a minha fase de treinamento, porque eu falei: “poxa, eu tenho um conhecimento único que não tem no mercado, as pessoas não estão descobrindo isso, eu já testei, eu já validei, eu já tive resultado, eu me tornei expert — eu não era, eu me tornei”.

Sem dúvida.

“Agora é o momento de eu trazer isso pras pessoas.” E eu sempre tive em mim que, em algum momento, eu ia querer ter visibilidade, só que até então, como eu era só afiliada, eu só era a Duda, ninguém me conhecia. A partir do momento que eu me tornei expert, eu passei a… o pessoal ainda não me chamava de rainha do Pinterest, mas eu já tinha uma relevância, das pessoas falarem assim: “ó, a Duda ensina sobre Pinterest”, e não aquela coisa de “a Duda ensina a vender pela Internet”, que é o genérico que todo mundo faz. Eu tinha a minha diferenciação. E daí depois surgiu o termo rainha do Pinterest, aí o pessoal hoje me chama de rainha. Daí hoje eu fiz meu nome mesmo, o pessoal tem essa relevância, tudo mais, a gente cresceu, a gente estourou aí.

Mas a minha mentalidade de mudar foi querer ter conhecimento, ter relevância, reconhecimento das pessoas, e agora querer realmente transformar vidas com meu conhecimento mesmo. Essa foi a grande premissa assim. Porque daí as pessoas começaram a comprar, começaram a ter resultado, e falava assim: “Duda, cê mudou minha vida, eu não usava o Pinterest pra vender, agora eu tô usando, tô mudando meu negócio, porque antes eu tava cansada de usar o Instagram pra vender, ficar num faturamento que eu não saía daquilo”. Foi muito legal isso daí, foi me motivando, sabe. Quando eu comecei, pra mim, eu tinha aquele medinho: “será que a galera vai comprar a ideia? Será que a galera realmente vai me assistir?”. Eu tinha esse medo, mas depois foi quebrado esse medo facilmente.

Entendi, saquei. E, assim, tu falou que tu estourou e, enfim, veio o termo rainha do Pinterest, de fato ficou conhecida por isso. Então, assim, tiveram algumas fases aí nesse teu processo de escala do teu negócio onde tu é a expert, correto? Então, no começo, pelo que eu vejo, tu fazia tráfego orgânico, a tua audiência que tu já tinha, e daí eventualmente tu plugou algum funil de tráfego pago com VSL, porque tu investe em tráfego pago — eu sei que tu também é cliente lá, tu tens os teus views lá no Vturb. E, cara, que bizarramente, coisa que eu não sabia, tu tá até vendendo pra pessoas do mercado tradicional, que não tem nada a ver com digital. Então isso é muito poderoso, tu tá transcendendo essa bolha do digital.

Aí eu queria entender assim, ó — eu não sei se tu consegue me dizer, e essa seria uma das últimas coisas que eu gostaria de discutir no podcast, depois disso a gente vai poder ficar tranquilo aqui, é porque eu acho isso muito interessante —, então eu queria perguntar o seguinte: será que tu consegue dividir assim, talvez, as fases do teu negócio, no teu processo de escala, e quais funis que tu usava em cada uma dessas fases? O que que tu acha que mudou de uma pra outra pra tu sair de “ah, beleza, eu tenho meu e-book”, depois tenho treinamento, tenho VSL, faço isso e tal, e tal, dou palestra no Brasil todo? Porque isso é uma evolução, sabe. E tem muitos experts que estão vendo a gente aqui, que o cara ele tá no nível depois do e-book, ele tem um treinamento, só que eventualmente ele quer escalar agora, escalar muito mais a imagem dele mesmo, sabe, que isso é uma coisa que transforma negócio. E eu acho que tu é muito bom em fazer isso, entendeu?

Eu tive… é legal, eu tive duas fases mesmo. Eu, olhando assim, eu consigo imaginar talvez até uma terceira agora iniciando. Eu tive a fase que eu era afiliada, que eu vendia bem, com certeza, não dá pra negar isso.

Trinta mil, cinquenta mil por mês, pelo amor de Deus! Muito dinheiro.

É muito fora da realidade do brasileiro.

E eu tive a fase de infoprodutora com e-book, que eu já tava vendendo, só que um e-book ali, pra minha realidade, não foi o suficiente pra eu querer continuar assim o tempo todo. Porque eu não tinha VSL, eu não tinha página de vendas, eu tinha um checkout só. Só tinha um checkout, não tinha página de vendas. Esse e-book era bem amador mesmo: criei um e-book, vendi ele ali, coloquei um checkout na Kiwify, era isso. Não era nem a Kiwify na verdade que eu usava, depois que eu comecei a usar a Kiwify.

Pô, tu é fã mesmo da Kiwify! Não falou nem o nome da plataforma que usava antes, véi.

Essa aqui é cliente também.

Arthur, aí, tá vendo?

Não era nem a Kiwify, era outra coisa que não vale nem a pena falar.

Um, me valoriza!

Umas besteirinha ali. E daí eu comecei depois disso.

E qual que veio a segunda fase?

Eu gosto até de colocar essa fase de infoprodutora um meio termo ali, sabe, nem uma fase um, nem uma fase dois, um meio termo. Porque, pra mim, realmente veio assim, eu me sentir infoprodutora, quando eu tive um treinamento, uma estrutura de página de vendas com VSL. Quando eu tive a VSL, foi quando eu fui realmente colocar no ar o meu treinamento. Então eu contratei um copy freelancer, ele escreveu uma copy pra mim, eu escrevi algumas coisas e passei pra ele, aí ele desenvolveu todo o restante, eu dei ok, revisei tudo, eu gravei na minha casa, aí eu mandei pra um editor, ele editou, a gente colocou no ar. Quando a gente começou a fazer tráfego pra essa VSL, usando Pinterest e usando Meta, a gente começou daí a escalar. Porque antes ali eu ficava limitada, por exemplo, só com a minha audiência ali, porque eu ainda não tava usando o Pinterest pra vender o meu treinamento. Depois que eu comecei a usar ele pra vender o meu treinamento — que ele, acho que uns quinze dias, usando o Instagram, que eu queria ver qual que ia ser a reação de quem eu tô conversando mesmo —, começou a ter resultados, tudo. Aí eu falei: “pronto, agora a gente vai pro tráfego”. Aí a gente começou a colocar lá no Pinterest — agora não, lá nessa época, depois de uns quinze dias — lá no Pinterest, pra vender com tráfego, com o orgânico do Pinterest também, associado a outros lugares aí. E começou a escalar, porque daí a pessoa ela me conhecia, tinha um criativo legal, e ela assistia minha VSL.

A minha VSL ela tá rodando até hoje, ela já tem um ano e meio, a mesma. A gente fez outras variações dela, mas curiosamente a primeira é a que mais tá convertendo, a mais antiga. Ela deve ter uns vinte e três minutos.

E o que mudou foi incrementar um vídeo de vendas, que antes a gente não usava. Porque o vídeo de vendas ele traz consciência, e o meu jogo é perpétuo. Meu jogo não é lançamento — faço lançamento, faço, mas meu jogo é perpétuo. Eu gosto disso, de vender todo dia, de ficar olhando métrica, de ficar nesse jogo diário.

E o que mudou meu jogo: antes eu não tinha uma estrutura profissional, eu era afiliada, vendia, vendia, mas não tinha uma estrutura profissional. Mudei minha mentalidade: agora eu quero ter time, agora eu quero ter reconhecimento, e eu preciso de uma estrutura pra comportar isso. E, se eu quero vender mais, eu quero escalar, eu preciso ter as ferramentas que ajudam a escalar. Aí, com a VSL, a gente conseguiu escalar. Então, hoje, é impossível a gente não ter uma VSL pra vender, não tem como.

É verdade. E muita gente não tem, bizarramente.

Não tem como. Se a gente não tiver VSL, não vai vender — isso eu falo com propriedade assim do meu negócio. Ou, se vender, vai ser pouquíssimo, tipo, não vai ser o suficiente nem pra pagar os cursos. Porque é um conteúdo novo, eu preciso conscientizar as pessoas, eu preciso mostrar dentro de uma VSL o porquê ela deve investir no meu treinamento, pra poder converter essa pessoa. Então a VSL pra nós hoje é o pilar principal.

Então eu tive a fase de afiliada amadora, que ganhava dinheiro; agora, infoprodutora profissional; e a fase agora que eu tô ingressando é de empresária, que é querer ter outros negócios também, ingressar em outras áreas aí.

E esses teus clientes de fora do digital, eles vem através da tua VSL então?

Vem através da VSL.

Nossa, olha o poder disso, cara!

Em todos os lugares que a gente anuncia, tipo no Pinterest ali, a gente manda pra página de vendas. O público que a gente alcança dentro do Pinterest é de infoprodutores, galera do mundo tradicional, mundo físico aí, e e-commerce. A galera que chega é através da VSL, e eles assistem até o final. Tanto que às vezes eles falam assim: “Duda, eu comecei a assistir mas não tinha ainda o botão de compra”, porque a gente deixa com delay. Aí eu falo: “não, é normal, é um comportamento”. Se vira, assiste até o final. Todos chegam através da VSL, todos, todos. E daí eles falam até, às vezes, detalhes que estão ali no meio da VSL, da história que a gente conta, do valor, do suporte, não sei o quê. Eles assistem e eles vem através da VSL. Em todos os canais que a gente usa, a gente usa VSL.

Entendi. Isso ok, cara, entendi. É muito interessante essa tua jornada aí. E muito obrigado por tu ter me ensinado essas coisas aí do Pinterest.

Imagina.

O que que tu acha que as pessoas devem fazer assim após ver esse podcast, além de, obviamente, usar o Pinterest? Aliás, tu acha que eu vacilei em algum tipo de pergunta que eu não fiz referente ao Pinterest, que eu deveria ter feito?

Não, acho que não, só aquela que cê não tinha feito ainda, do público ali.

Eu fiquei muito curioso. Ou então sobre a tua autoridade, no sentido de escalar experts assim. Tu acha que eu deixei de perguntar alguma coisa?

Ah, é legal essa parte aí, foge um pouco assim da parte técnica do Pinterest, mas eu acho que é importante pra quem é expert. Porque, assim, não é só eu falar de Pinterest que eu vou me destacar no mercado, tem todo um envolvimento pra poder gerar uma marca mesmo. Então, por exemplo, eu escolhi uma cor pra mim.

Ah, verdade, tem todo esse negócio.

Tem tudo isso. Eu criei todo um brand em cima disso. Então, além de você ter uma expertise, é interessante você criar um brand. E esse brand não precisa ser uma cor — “ah, eu vou começar a usar azul agora”, não é isso —, mas é você se identificar com alguma coisa e querer que as pessoas associem sua marca àquilo. Então, por exemplo, eu chamo as minhas alunas de pinners, porque pinner é um termo usado dentro do Pinterest, eu também não criei uma coisa do além, eu coloco coisas que se conectam. Então, quando alguém me encontra na rua: “oi, pinner”, não sei o quê. Criou-se um movimento.

Então é interessante pra você, como expert, se diferenciar, porque tem muito expert. E principalmente se for uma área comum — de Pinterest, teoricamente, não tem pessoas falando disso, mas, por exemplo, se for da área de posicionamento, de, sei lá, você é expert de nutrição, enfim, já tem bastante gente falando. Como que você se diferencia? Com branding, sabendo criar rituais com a sua audiência, que você vai se destacar. Então, criar um nome pra sua audiência, ter uma cor, ter símbolos, sabe, talvez, sei lá, uma joia, enfim, um ouro, ter algum termo que cria um senso de comunidade, que só quem faz parte daquilo conhece, e quem não faz parte daquilo fica boiando, não entende: “ai, que que é isso daqui, que que é pinner? Eu quero fazer parte desse universo também”. E cria uma simbologia, um significado pra essa tribo.

Sim.

Porque senão, pinner por pinner, ok, é um nome legal, mas o que que é uma mulher pinner, que que são as pinners? É uma pessoa que vende muito, é uma pessoa que é diferente das demais, é uma pessoa que tem liberdade, que desfruta da vida. Trazer significado pra isso foi o que mudou meu jogo. Porque antes, mesmo quando eu lancei os meus treinamentos aí, coloquei no ar como expert em Pinterest, eu ainda não tinha esse movimento de vermelho, das pinners, de rainha do Pinterest, não tinha nada disso. Então eu ainda não tava tão escalada, vendia, mas o meu jogo virou ano passado, dois mil e vinte e três, em janeiro, que foi onde eu estourei mesmo, que eu ganhei cem mil seguidores em trinta… em noventa dias. Cresci absurdamente, porque trouxe significado pro universo de marca.

Sim.

Então, assim, hoje as pessoas pensam em mim, associa com rainha, com reinado. Eu fui num castelo — não tô falando que eu fui num castelo, mas só pra trazer um exemplo —, eu fui num castelo fazer uma foto de rainha. Eu tenho um vestido vermelho que, em cada país que eu vou, eu tiro foto com esse vestido. Qual expert que faz isso?

Ah, é verdade, eu vi isso daí.

Eu fui pra Suíça, eu fui na neve, um frio, tava menos treze graus, em Zermatt, e eu tirei foto.

Nossa, que chique! Quem que vai se submeter a isso?

É o preço que eu pago. E fica na mente das pessoas. Eu fui num castelo lá em Genebra com esse vestido, quase que eu fui multada lá porque não podia, dei uma gambiarra lá pra conseguir tirar a foto.

Então, assim, a gente foi sair de Maringá…

Sair de Maringá pra tirar foto no castelo!

No castelo. No Chile, quando a gente foi, um frio do cão, um vento cortando, e eu lá tirando foto com o vestido, pra manter o branding. “Ah, Duda, é bobeira isso daí.” Não é, porque as pessoas associam. Em Punta Cana, lá, tava um calor do cão.

Então é sempre o extremo: ou é frio ou é calor, nunca tá ocasião perfeita pra usar.

Tava um calor, um calor, nunca passei tanto calor na minha vida. Daí a gente foi na praia, eu queria fazer aquela foto com o vestido. Então, assim, é um movimento que eu criei, então as pessoas sabem: em cada país que a Duda vai, ela leva o vestido dela e vai tirar foto, eles ficam esperando isso.

Ter repetições, ter rotinas, ter frase. Então eu posto lá nos meus stories: “já postou o seu pin hoje?”. E quando eu não posto, o pessoal me manda: “Duda, me lembra de postar o meu pin”.

Ah, é? Nossa, que poderoso isso!

Então, assim, vai criando rituais. O café: eu só tomo café sem açúcar. Não tá nada associado com o Pinterest, mas é algo associado sobre o que eu gosto, sobre a minha rotina. Aí eu coloco café, “o dia só começa depois do café”, ou “café sem…”, aí elas vão e me respondem: “sem açúcar”. Então, eu trazer também o que eu acredito, de crenças, valores, e o que eu não acredito. Eu acho que é legal isso como expert, porque daí você se torna, além da parte técnica, uma pessoa que faz diferença na vida das outras, elas vão lembrar de você sempre, sempre, sempre, gera mais conexão.

Faz sentido. Cara, onde que tu aprendeu isso daí? Porque isso daí veio de algum lugar. Como é que foi esse processo pra tu? Que isso é um conhecimento muito interessante também.

Isso sobre branding eu aprendi muito com o Finch, com o Tiago. Na verdade, ele que me apelidou de rainha do Pinterest, aí gerou um movimento absurdo, eu falei: “eu vou usar isso daqui”. Então ele que me apelidou de rainha do Pinterest.

Mas tu não chegou a fazer nenhum curso?

Não, não, foi acompanhando só.

Engenharia reversa do que já…

É uma engenharia reversa, porque eu vi assim: ele tem o movimento dos outliers e o “não é porque eu fico em casa que eu vou me vestir igual um mulambo”. Aí a galera ficava postando vídeo também: “não é porque eu tô em casa que eu vou me vestir igual um mulambo”. Falei: “poxa, ele cria um movimento em cima disso daqui”. Aí eu comecei a meio que acompanhar isso e trazer pro meu. Então, por exemplo, quando eu vou sair, eu tô sempre de vermelho, eu faço uma associação com batom vermelho também. Aí, quando elas pintam… eu sempre uso esmalte vermelho também, só esmalte vermelho eu uso, não uso outra cor, aí quando elas usam esmalte vermelho elas me marcam: tá lá na manicure pintando a unha, ou ela pintou, tira uma foto: “ah, eu lembrei da Duda, pinner usa esmalte vermelho”.

E eu reparei muito isso no Tiago, no que ele faz ali do movimento dos outliers. Ele é um gênio nesse negócio, em questão de branding. Foi com ele que eu aprendi, acompanhando, não foi nenhum curso que eu comprei, foi acompanhando o movimento que ele fazia.

Na tua trajetória tem um grande padrão de modelar o que funciona.

Exato.

Porque desde lá da época do Pinterest, lá, que tu também não fez curso, tá aprendendo na raça…

Aprendi na raça. E agora com o brand é a mesma coisa.

Isso é uma coisa que é bem difícil de fazer, porque é criar esses movimentos. Não existem muitos, né, tem que… tipo, “ah, criar”, beleza, o cara pode criar, mas funcionar, pegar na mente das pessoas e grudar ali, já é outra coisa, não é fácil.

Por exemplo, ele faz também o do “brindaremos”. E eu não tenho um “brindaremos”, mas eu tenho o do café, entende? Então é algo que pegou, porque daí, quando eu posto um café, elas já sabem que é um café sem açúcar, que é uma crença minha. Mas foi muito de acompanhar o mercado. Então acho que cê tem que ter a visão assim, e aquela coisa, é modelar, igual você falou. O Tiago ele chama os alunos, seguidores dele, de outliers; eu chamo de pinners, que não tem nada a ver. Não vou lá chamar “outliers pin”, porque daí eu vou levar… as pessoas vão associar com a marca dele, não com a minha.

De fato.

Eu peguei a ideia do que que ele faz, eu entendi. Ele é muito bom em branding, muito, muito bom.

E cê lembra dele assim, cê já vê quem é ele.

Sim, sem muito esforço. É isso que eu quero criar na minha audiência: quando elas pensarem em mim, já lembrar quem sou eu. A primeira coisa que ela vai lembrar: a Duda só usa vermelho. Então, eu gosto de outras cores, eu adoro pink, eu adoro azul, mas eu não fico usando publicamente. É um preço que eu pago. Nos eventos eu tô sempre de vermelho, qualquer lugar público eu tô sempre de vermelho. Na minha casa, quando eu não apareço nos stories, às vezes eu uso outras cores.

Quer ver a Duda de outra maneira, no azul, tem que ir lá na casa dela, ser convidado.

É um preço que você paga. Eu gosto disso, mas é um preço que você paga. Então cê tem que se diferenciar, buscar coisas que vão te tornar diferente de outra pessoa, porque daí, assim, cê vai conseguir chamar atenção no seu nicho como expert.

Cara, eu vou começar a postar lá no meu Instagram, vou chamar minha audiência de outliers e pinners. Eu vou ver todos os movimento que tem por aí, vou começar a chamar todos, só pra causar um negócio no mercado. Falar: “e aí, outliers?”. Cara, que porra é essa, mano? E depois eu vou chamar de pinners também, ver se eles atendem.

E é muito legal porque, assim, aí eu crio também acessório. Sei lá, eu criei um colar das pinners, aí elas querem ter o colar. Até amiga minha às vezes fala: “Duda, eu quero aquele colar das pinners”. Família minha, que é minhas tias. Nossa, eu criei um esmalte da marca pinner.

Nossa!

Elas querem ter o esmalte pinner. O que mais? Eu tenho uma caixa de presente escrito “pinner”. Então eu criei, trouxe isso pro mundo físico também, pra presentear, sabe. Então, sei lá, em alguma ação de vendas eu falo: “ó, as primeiras a comprar vão ganhar esse kit aqui”, elas vão querer. Tem um planner pinner, tem um broche que eu criei agora — devia ter vindo com ele, mosquei —, tem um broche da logo que eu criei, da logo pinner. Elas querem ter porque, assim, tem significado, sabe, a pessoa ela quer sentir pertencente àquilo ali.

Isso é muito dez, é muito interessante. Eu tenho que estudar um pouco mais sobre isso aí. No Vturb a gente tem um pouco disso com as pulseiras, as premiações.

Eu acho que o que já tá te diferenciando é toda essa criatividade, no moletom, no tênis.

Ai, que bom!

É o que torna a marca, eu acho que é autêntica, e a pessoa vai lembrar do Vturb com essa autenticidade. Eu acho que é isso.

Ah, tomara. Que que cês acham, pessoal? Se vocês acham que é isso, comenta aí.

Tinha que ter até um e-commerce disso, sabe.

Ah, é? Ó, pega. É uma… é boa, né? O Miguel já quer comprar. Aí, ó, tá vendo?

Cara, o que que tu achou do podcast?

Muito bom!

Foi o podcast mais longo que eu já fiz.

Foi o mais longo?

É, sem dúvida, e o mais contraído também. Gostei muito.

Ai, que bom!

Muito, muito bom mesmo. Obrigado por ter comparecido.

E por ter gostado também. Eu que agradeço, foi muito bom.

Eu também gostei bastante, aprendi bastante. Eu achei muito interessante como tu é uma pessoa eloquente, tu consegue responder a pergunta com uma densidade de informações e depois tu retorna pra pergunta que eu fiz e tu conclui. Isso é muito bom, parabéns, isso mostra que tu tem um bom poder cognitivo também.

Obrigada.

Uma pessoa inteligente, manda bem.

Isso é bom pra eu saber. É bom, é bom.

Pessoal, espero que vocês tenham gostado aqui do nosso podcast aqui de Segredos da Escala, com a Duda. E, bom, se não gostou, não tem o que fazer, já viu esse podcast, já viu, chegou até aqui, já viu. Mas se tu gostou aí, bom, parabéns, aplica aí, e compartilha pra alguém. Se não gostou, tem o deslikezinho embaixo aí, mas eu recomendo que não faça isso pra não prejudicar a gente. Aí comenta aqui embaixo o que que tu achou, pra dar um feedback pra mim, pra Lula também, pra gente poder melhorar aí, principalmente eu. Um feedback que me deram é que eu falo colado no microfone aqui, agora já não tô mais falando.

E, bom, é isso aí, espero que vocês tenham gostado. E, Duda, pro pessoal que tá em casa — e sem dúvida alguma tem muitos que estão vendo a gente aí, eles vão ter interesse em aprender contigo sobre o Pinterest, ou eventualmente, sei lá, talvez só te seguir —, mas pra essas pessoas que gostaram de aprender contigo: tu falou que isso tem um treinamento no perpétuo, então eu assumo que ele tá aberto hoje, né?

Sim, ele tá aberto.

Ou como é que funciona isso daí?

Tem os links, tem no meu Instagram, no meu Pinterest, todas as minhas redes sociais é Duda Serenine. Ou só de colocar “a rainha do Pinterest” aparece também. Sempre vai ser o que tem mais seguidores, que às vezes surgem os fakes por aí.

Vai aparecer na tela aí, pessoal, as redes sociais da Duda. Vai ter também nos comentários do YouTube, primeiro comentário fixado vai tá lá, aí pode clicar ali.

E a gente tem treinamentos, mentoria, consultoria, mas pra galera que iniciar, primeiro passo é o treinamento. Ele tá no perpétuo, ele é cento e noventa e sete reais atualmente, vai subir, então aproveitem.

Ô, baratinho!

Tá baratinho.

Tá super, tá demais.

Pelo conteúdo que tem lá, aproveitem, que vai subir. E tem muito conteúdo ouro lá. Então, se vocês já gostaram do que a gente viu aqui, do que a gente falou, lá tem muito mais.

Show de bola. E a gente usa o Vturb.

Então cês vão assistir uma VSL top.

Boa, isso aí, exatamente. Então, pessoal, muito obrigado por ter chegado até aqui. Se tu curtiu o conteúdo da Duda, cara, clica aqui nos comentários, o Instagram dela, vai aparecer aqui na tela, assim como o YouTube também, o Pinterest, vai aparecer tudo que tem pra aparecer aí. Daí, se vocês curtiram, clica aqui, vai lá, aprende, estuda, e mais importante do que tudo, aplica na tua vida, pra tu poder ganhar dinheiro, subir de vida aí. Um dia, quem sabe — aliás, usa o Vturb também —, pra um dia, quem sabe, pra chegar aqui e sentar aqui, tá aqui sentado aqui, pra eu poder te entrevistar aqui também.

E, bom, acho que é isso, Duda. Quer deixar uma mensagem pro pessoal que tá em casa?

Eu acho que, pra todo mundo que tá aqui assistindo o episódio, e assiste todos os outros, é aquilo que a gente sempre falou aqui de seguir um caminho só. E também não fazer comparações, porque eu já passei pela fase de comparações na minha vida empreendendo, que às vezes, me comparando, dava vontade de desistir.

Porque às vezes dá uma desanimada.

Sem dúvida, em dificuldades que você passa. Nem sempre a vida é estável. Então, a frase que eu sempre gosto de falar é: resista um pouco mais. Resistir perante as dificuldades, tá difícil, porque uma hora você vai conseguir colher. É impossível não colher resultado se você não desistir. Então, resista um pouco mais, coloca em prática esse conteúdo aqui, que foi um conteúdo muito denso que a gente conversou. E usem o Vturb, porque é muito bom, eu gosto muito, de verdade.

Boa! Pessoal, concordo cem por cento. Não se culpem: usem Vturb, essa é o oitenta-vinte da mensagem. Então, gente, tamo junto. Muito obrigado pelo tempo de vocês, pela atenção de vocês. Esse foi mais um episódio aqui do Segredos da Escala, e até o próximo. Até mais!